12 de jun. de 2019

Fotografia: "Betina"

  E chegou hoje ao planeta Terra mais uma integrante da família: A sobrinha Betina, filha do meu irmão Nélio e da cunhada Márcia. Betina veio ao mundo aproximadamente às 10:40h, pesando modestos 3,8 kg e 53 cm! Que seja bem vinda!


* O Eldoradense

Alfinetada: "Crush?"

     O mundo está mesmo muito mudado. Hoje mesmo, passando em frente a uma loja da cidade, vi uma frase escrita em sua vitrine: "Te amo, meu crush!"

    Que me desculpem os mais jovens, mas em minha cabeça de quarentão, isso foi a primeira coisa em que pensei...



* O Eldoradense

11 de jun. de 2019

"Eu e a hipnoterapia"




   Há pouco mais de três meses passei por aquela que certamente foi a pior e mais traumática experiência da minha vida, ocorrida de forma repentina e dolorosa. Sofri uma reviravolta brusca no meu cotidiano, e, de uma hora pra outra, percebi que sonhos foram desfeitos, rotinas alteradas e que fortalezas ruíram. Perdi a pessoa com a qual dividi lutas, planos, alegrias e tristezas.

  Porém, pouco depois do acontecimento, achei que o tempo e algumas atividades que gosto de realizar pudessem minimizar a dor, melhorando posteriormente minha qualidade de vida. Mas ainda que eu conseguisse encontrar alguma paz de espírito ao pedalar, trabalhar estava difícil, e escrever, impraticável. Os pensamentos e medos se embaralhavam em minha mente, roubando meu sono sem que eu sentisse a mínima falta de dormir. E quando conseguia cochilar, flashes disparavam em forma de uma descarga de adrenalina que ardia no peito. É lógico que o corpo iria somatizar este descompasso mental em sinais físicos. Percebi que sozinho não daria conta de retomar a minha vida, e seguindo os conselhos de amigos a parentes próximos, resolvi recorrer à ajuda médica, bem como à psicoterapia.

   Lendo e pesquisando mais sobre o assunto, cheguei à conclusão de que faria um tratamento psicoterápico baseado em hipnose, pois os resultados positivos ocorrem em prazo mais curto do que nas sessões comuns de análise. Foi quando conversei e esclareci minhas dúvidas com a profissional Suédia Perosso, e iniciamos um tratamento de sete sessões muito bem sucedidas, das quais farei alguns relatos:

      Primeiramente, admito que cheguei ao consultório com algum descrédito na eficácia da hipnoterapia, mas me encontrava em um estado de  vulnerabilidade tão grande que precisava me apegar em algo. Em seguida, respondi a um questionário complexo, ao qual a profissional de psicologia passou a compreender melhor meus traumas, medos e anseios. Ela esclareceu que a hipnose acontece em nosso cotidiano mesmo sem a nossa percepção, quando por exemplo, lemos um livro ou exercemos uma outra atividade com um grau maior de concentração. Disse também que o paciente não perde sua autonomia em relação ao próprio estado de consciência, que isso é um mito decorrente das informações equivocadas que nos são repassadas através de performances sensacionalistas ou charlatanismo. 

     Enfim, o que ocorre na prática são estados de relaxamento onde o paciente precisa colaborar com o profissional, abrindo o seu subconsciente para que exista uma reeducação nas suas formas de pensar e se posicionar diante de conflitos internos, com o objetivo de melhorar sua própria qualidade de vida. A terapia possui tamanha eficácia, que não por acaso, até profissionais de odontologia aderem ao método para evitar necessidade de anestesia em algumas intervenções cirúrgicas. Dores do parto, fobias, transtornos de ansiedade, depressão e dependência química também são problemas que podem ser tratados através da hipnoterapia. Além das sessões em consultório, são repassados exercícios de auto-hipnose, em que o paciente os realiza em casa. Em casos mais severos, a hipnoterapia clínica pode ser tratamento complementar a tratamentos psiquiátricos, contando com o auxílio de medicamentos. Em casos mais simples, porém, pode ser não só o tratamento principal, como único.     

      Se antes da primeira sessão eu me encontrava vulnerável e desconfiado, após o término do tratamento posso relatar com convicção que me encontro em um estado de serenidade que logicamente não apagará o que aconteceu, mas que me dá forças para tentar seguir adiante com melhor qualidade de vida. Fiz isso não somente por mim, mas também pelos que me estimam, e também por uma pessoa especial que certamente está zelando  por mim em uma outra dimensão.

     Meus agradecimentos sinceros à Deus, a todos os que torceram e continuam torcendo por mim, bem como à competente e dedicada profissional Suédia Perosso. Muito obrigado!

* O Eldoradense

10 de jun. de 2019

Que bom que o Guri não foi embora!




    Cheguei no Anfiteatro da Biblioteca Pública Municipal de Presidente Venceslau às 13:20h, alguns minutos antes do horário previsto para a apresentação da turma de crianças iniciantes nas aulas de violão do Projeto Guri, dentre as quais estava a minha sobrinha Isabella. Sentei-me nas últimas fileiras de assentos, hábito que me acompanha desde os anos escolares, e de lá, acenei para ela, que rapidamente me reconheceu e retribuiu o gesto. O recinto em pouco tempo se encheu, tomado pela euforia infantil e pelo orgulho dos pais e responsáveis que assistiriam ao evento. Educadores musicais repassavam as últimas instruções aos alunos ansiosos para exibirem a uma plateia coruja o que aprenderam nas aulas.

     A primeira apresentação melódica de violão tocou acordes tímidos e lentos de um "Parabéns pra você" entoado por uma galerinha que está começando a acordar para as artes. Era nítido nos seus olhinhos a atenção, a disciplina e a vontade de acertar ao máximo. Ensinamentos que vão além do objetivo de formar músicos, mas principalmente, de formar cidadãos. 

     A partir da primeira exibição, sucederam outras tantas, cujo cancioneiro priorizou músicas populares e folclóricas do nosso país. Ficou evidente naquela atmosfera cultural o orgulho dos pais e educadores musicais, além da autoestima elevada das crianças e adolescentes que ali se apresentaram. Foi, de fato, emocionante.


    Lembremos que não há muito tempo, o Projeto Guri quase sofreu um baque na sua abrangência, onde muitos dos seus polos deixariam de existir por possíveis cortes orçamentários. Cortes estes que por motivos políticos, são hoje convenientemente chamados de "contingenciamentos". 

   Felizmente, após grande apelo da população e também das redes sociais, o Governo Estadual Paulista conseguiu viabilizar a manutenção total do projeto, através de parceria com a iniciativa privada. O "Fica Guri" tão conclamado na internet conseguiu surpreendentemente sensibilizar os corações que pulsam ao ritmo das planilhas calculistas sob os paletós e gravatas. A matemática do "contingenciamento" rendeu-se à lógica de que dinheiro público destinando a iniciação cultural infantil não seja simplesmente dinheiro gasto. É muito mais que isso: É investimento!

    A cada pequeno cidadão que dedilha um violão, toca um violino ou canta em um coral, temos uma criança ociosa a menos, diminuindo a possibilidade da mesma estar a mercê da vulnerabilidade social e da marginalidade. O "Guri", que quase foi  embora, enfim, resolveu ficar. E que bom que ficou!

* O Eldoradense

8 de mar. de 2019

Comentário: "Agradecimento"





   Quero externar meu profundo agradecimento a todos que, de alguma maneira, manifestaram apoio a mim e à minha família nesta hora tão difícil. Pessoas que abraçaram, enviaram mensagens nas redes sociais, que fizeram visitas, enfim, que foram de uma solidariedade tamanha que fez com que nos sentíssemos abraçados, carregados no colo, suavizando, de alguma forma, esta dor tão intensa. Tais demonstrações mostram o quanto minha esposa era querida por aqueles que a conheciam. Agradeço por mim, pela Juliana e por nossos familiares pela comoção e afeto. Quanto ao blog, é bem provável que o mesmo não seja atualizado por um bom período. É preciso motivação para realizar as postagens, e certamente levará algum tempo para que o momento propício da retomada aconteça. Muito obrigado, que Deus esteja conosco em todas as horas, tanto nas tristezas, quanto nas alegrias.


Luiz Fernando, 08/03/2019

6 de mar. de 2019

Pra você, Juliana...




   
    Foi passando de moto em frente à sua casa que me encantei pelo seu olhar lindo e pelo teu sorriso cativante. E continuei passando, por várias vezes, percebendo seus olhos e recebendo seu sorriso. Porém, a timidez que sempre me acompanhou fez com que eu lhe abordasse muito tempo depois. Neste período de troca de olhares, eu disse ao meu irmão: " Estou de olho numa polaca linda!" . E certa vez, passando de moto com ele na garupa, meu mano concordou quanto à sua beleza, acrescentando que você parecia ser muito legal.

    Depois da primeira abordagem, alguns encontros, e movidos pelas afinidades, oficializamos o namoro. Cinco anos que serviram para mostrar que queríamos mais um do outro, e numa manhã de sábado no finalzinho de 2007, nos casamos. Você sabia o que queria, mas mesmo assim, no primeiro dia na casa que comprei para morarmos juntos, chorou de saudade da sua mãe. Me lembro disso como se fosse hoje.

     Você sempre foi meiga, ansiosa, simpática e apaixonada pela sua profissão de manicure. Havia nascido pra isso, e com sua alegria, transformou suas clientes em amigas e confidentes. Como esposa foi amiga, companheira, cuidadosa. Tivemos nossas dificuldades, questionamentos, que creio eu, sejam inerentes aos matrimônios. Mas ficamos casados por mais onze anos, totalizando dezessete de convivência. Podemos dizer prosperamos, levando-se em conta as origens humildes de nossas famílias. Traçamos metas, fizemos viagens, obtivemos vitórias. 

       Porém, fomos derrotados por um mal neurológico que te acompanhou por todo o período em que estivemos juntos: a epilepsia. Foi ela quem nos intimidou quanto aos planos de termos filhos, e foi ela quem tanto me amedrontou quanto ao medo de perdê-la. Mas você não tinha medo, e até zombava da situação.

         Levo comigo o exemplo da sua coragem e a dedicação plena com que exercia seu trabalho. Carregarei para sempre as nossas boas lembranças, as viagens, as risadas, e a facilidade que você tinha para cativar as pessoas. Fazia isso através do mesmo sorriso que me conquistou há dezessete anos. Nos amamos, nos protegemos e cuidamos um do outro ao longo deste período. É lógico que também discutimos, tivemos dúvidas e vivenciamos os espinhos de um casamento que  foi interrompido foi pela vontade divina. 

      Havia prometido não escrever sobre isso, mas não seria justo. Sei que você não gostava de exposição, mas não seria correto omitir tantos anos que construíram uma história. E tais memórias, carregarei sempre comigo. Foi muito bom ter sido o seu "cearense", e você, minha "polaca". Era muito bom unir nossas famílias em casa durante as comemorações festivas do ano. Enfim, terei gratidão eterna por tudo o que fez por mim. A impressão que tenho é que perdi a minha melhor metade. Não vai ser fácil superar a dor e a saudade. Mas vou tentar fazê-lo, porque sei que você nunca iria querer ser motivo de minha tristeza. De onde estiver, leia esta carta, Juliana. Foi escrita especialmente pra você! Beijos, você estará pra sempre guardada em mim, tanto nas memórias, quanto no coração, pois o que houve entre nós, foi inesquecível.


                  Luiz Fernando, 06/03/2019        

DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"

  E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...