19 de set de 2016

Livro: "1808" - Edição juvenil



  1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. Este é o título do livro que acabei de ler, escrito por Laurentino Gomes, relatando a fuga do príncipe D João VI de Portugal para o Brasil, intimidado pelas tropas Napoleônicas, que invadiriam a nação lusitana.

   Admito que adquiri o livro meio que "por engano", pois no afã de comprá-lo, não observei que esta era a edição voltada ao público juvenil, portanto, com uma linguagem mais simplista e sucinta. Ainda assim foi uma boa leitura, dando uma noção básica de como era o Brasil do início do século XVII, uma colônia sem qualquer infraestrutura, praticamente uma "fazenda" extrativista da Metrópole, Portugal. Tudo muda quando D. João VI aqui desembarca, dando início ao processo de abertura dos portos, à fabricação de manufaturados e também à criação de universidades e bancos. Os personagens são curiosos, sendo que D João é retratado como um homem bonachão, indeciso e medroso, mas ao mesmo tempo, com uma "covardia astuta". Ao final, Napoleão descreve o nobre português como "o único homem que conseguiu enganá-lo".

   Algumas informações interessantes detalham o Brasil-colônia, como por exemplo, o uso das barbearias para o exercício simultâneo da medicina e odontologia, onde algumas cirurgias eram feitas de forma improvisada e poucos recursos. A sujeira das ruas cariocas, a falta de saneamento básico e a o vergonhoso comércio negreiro também são elementos descritos no livro. Ao final, dá-se a entender que D João regressa à Portugal pressionado e contra a própria vontade, fato que contribui para o processo de Independência do Brasil, em 1822. Recomendo esta versão para adolescentes, mas creio que a edição para adultos deva ser bem mais aprofundada e enriquecedora.

* O Eldoradense

16 de set de 2016

Alfinetada: Tá meio difícil sair dessa, hein?



 
  "Não é preciso ser um bom intérprete de mapas, ilustrações ou organogramas para concluir que tá meio difícil para o Lula continuar dizendo que não sabia de nada, né!??"

* O Eldoradense

15 de set de 2016

Pensamentos do Eldoradense: "Leitura e escrita"





   "A escrita é o reflexo consequente imediato da leitura, assim como a fala é o reflexo consequente imediato da audição"

* O Eldoradense

14 de set de 2016

Livro: "Os milagres de Fátima"




  Meia noite e cinco do dia 14/05/16. Foi este o horário e a data em que conclui uma das leituras mais interessantes que realizei. O livro "Os milagres de Fátima", de autoria dos escritores Renzo Allegri e Roberto Allegri", é praticamente um documentário envolvendo uma das histórias mais intrigantes da Igreja Católica, e é baseado em testemunhos do Padre José dos Santos Valinho, nada menos que sobrinho de Lúcia, uma das crianças que testemunharam as aparições de Nossa Senhora no singelo povoado de Aljustrel, Portugal.

  A cada página folheada, por mais titubeante que o indivíduo seja em sua fé, as evidências de que Nossa Senhora usou Lúcia, Francisco e Jacinta como videntes para que propagassem sua intercessão junto ao filho Jesus, fazendo-lhes inclusive revelações importantes para a humanidade, conhecidas até hoje como "Os três segredos de Fátima" vão se tornando mais dignas de admissibilidade.

  É inacreditável a devoção das crianças à religião após a aparição de Nossa Senhora na Cova de Iria, quando então passam a rezar frequentemente o terço e a oferecerem sacrifícios para a remissão dos pecadores, como se fossem mártires. Os videntes enfrentaram a desconfiança da família e de toda uma comunidade, ficando inclusive presos por alguns dias, vítimas do movimento anticlerical e ateu ao qual faziam parte várias autoridades políticas de Portugal. Quase que forçadas a confessar a invenção das aparições, os pequenos videntes sustentaram sem hesitar seus testemunhos, num exemplo de fidelidade e devoção. Sofreram bastante, sendo que Francisco e Jacinta sabiam, mediante revelação de Nossa Senhora, que não viveriam muito, e partiriam para o céu ainda crianças.

   O ápice do livro, é claro que se encontra nas páginas onde são descritos o "Milagre da dança do Sol", quando, no dia 13 de outubro de 1917, o Astro-Rei, segundo testemunhos de muitas pessoas que visitavam naquele dia a Cova de Iria, teria "dançado" em movimentos circulares  e de "sobe e desce", desencadeando um inexplicável fenômeno astronômico, ou então, realmente, um grande milagre. Alguns céticos tentam justificar o fenômeno como fruto de uma "sugestão coletiva" de pessoas que ficaram muito tempo olhando o Sol, e que por isso, teriam tido supostas alucinações. É importante relatar que a maioria das quase setenta mil pessoas que visitavam o lugar afirmaram ter presenciado a tal "Dança do Sol". Muitos jornalistas e repórteres céticos, que prestavam serviço para órgãos de imprensa assumidamente ateus, assumiram ter visto o fenômeno, além de terem presenciado uma "atmosfera diferenciada" naquele lugar.

   O livro é de arrepiar, sem qualquer tipo de exagero. Nos faz compreender que cá estamos por um propósito, e não somos frutos de mero acaso, como em alguns momentos vacilantes de nossas vidas, podemos pensar. Há alma, há fé, há vida eterna. Enfim, há algo maior sobre todos nós que é um grande mistério, e que por si só, é já é fascinante.

* O Eldoradense



12 de set de 2016

Comentário: Jogos Paralímpicos




  "É muito satisfatório saber que o número de ingressos vendidos para os jogos Paralímpicos do Rio foi um sucesso, superando, inclusive, o número de ingressos vendidos para as Olimpíadas. Porém, creio que o evento merecia uma atenção mais especial da imprensa, pois se a mensagem dos jogos Olímpicos é a da superação, os jogos Paralímpicos com certeza transmitem a mensagem da superação da superação, ou matematicamente falando, superação²."

* O Eldoradense

11 de set de 2016

A Bienal das Artes de São Paulo me fez lembrar uma música de Zeca Baleiro...



  Teve início ontem, em São Paulo, a 32ª Bienal das artes, no Parque do Ibirapuera, sendo que o evento se encerrará no dia 11/12. É o tipo de evento que me aguça a curiosidade mais pela complexidade e subjetividade das suas obras do que exatamente pela beleza delas. Sim, perdoem-me os que têm mais sensibilidade artística , mas por mais que meus inquietos neurônios tentem captar alguma mensagem naquele amontoado de informações desconexas, eles não chegam à conclusão alguma. Talvez eu seja muito objetivo, ou talvez eu seja mesmo um ignorante das artes.

  A verdade é que meu simplista conceito artístico prefere mesmo um quadro contendo a imagem de um santo, de uma paisagem litorânea, ou quem sabe, uma bela orquídea. Que seja o desenho de um cavalo galopando nos campos, de uma montanha, ou até mesmo, no cúmulo da imaturidade artística, um quadro do Homem-Aranha lutando contra o Duende Verde na ponte do Brooklyn. Que esculpam uma estátua do Wesley Safadão, da Anitta, um disco-voador, ou ainda, um tucano. Tucano? É, pode ser até mesmo um tucano, eu não preciso gostar da escultura, basta que eu entenda! O que não pode é o artista fazer uma obra após ter consumido cogumelos alucinógenos acompanhados de pó de pirlimpimpim regados a uma boa tequila, e tentar explicar o inexplicável, algo que só ele mesmo compreende. E aí, o sujeito que está na galeria, todo sem-graça, finge que entendeu algo, só para não ser rotulado como ignorante ou insensível. Sim, para mim aqueles artistas na verdade zombam com a cara do público, que constrangido, fica boquiaberto admirando todas àquelas abstrações malucas.

   Mas acho que não sou apenas eu quem fico contrariado com a subjetividade artística da Bienal. Zeca Baleiro, através da música intitulada "Bienal", descreveu através de uma letra poética e satírica, toda a sua percepção sobre as referidas obras de arte. Segue abaixo, o vídeo e a letra da música:



"Bienal" - Zeca Baleiro

Desmaterializando a obra de arte no fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta

Teu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
Caucado da revalorização da natureza morta

Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da gia
E muito mais feio que um hipopótamo insone"


Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno

Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana

Com a graça de Deus e Basquiat
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana

Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de Pepsi e Fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina

Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da siribrina
Desintegro o poder da bactéria

Com o clarão do raio da siribrina
Desintegro o poder da bactéria 


9 de set de 2016

Comentário: Faixa de pedestres é para ser respeitada!




    Na tarde chuvosa de ontem, vi uma cena curiosa: Em um dos cruzamentos da Avenida D. Pedro II, um senhor atravessava a via sobre a faixa de pedestres, enquanto alguns veículos obviamente pararam para que a travessia fosse realizada conforme as leis de trânsito. Um motorista mais apressado não respeitou a regra, interrompendo o deslocamento do pedestre, que ironicamente, (e com razão, diga-se de passagem); bateu palmas para o condutor do carro. Graças à Deus não houve atropelamento, apenas a interrupção da travessia, onde o pedestre teve que parar para que o veículo passasse, numa inversão tosca das regras de trânsito.

      Duas observações ante o fato:

   1) O pedestre estava sobre a faixa, e só por isso, possuía a preferência na travessia;

    2) O pedestre em questão, além de estar sobre a faixa, possuía uma leve deficiência em uma das pernas.

     A não ser que o motorista  estivesse distraído, (isso não deu para avaliar), o que presenciei na cena foi uma total falta de respeito, (não só com as regras de trânsito), mas principalmente com o ser humano. E o pior é que o fato é corriqueiro no trânsito de nossa cidade, o que é lamentável. Há alguns meses, inclusive, houve até atropelamento de uma senhora idosa, que também se deslocava sobre a faixa de pedestres, em frente a uma casa lotérica da avenida. 

 Agora, fica a pergunta: Imperícia, negligência ou falta de educação mesmo? Em qualquer uma das hipóteses, deixo o lembrete... Faixa de pedestres é para ser respeitada!

* O Eldoradense