20 de jul de 2017

"Sereias da Vila": Campeãs brasileiras de 2017!





    Como fã do Futebol feminino e torcedor do Santos, não poderia deixar de registrar a conquista das "Sereias da Vila", que bateram o Corinthians/Audax pelo placar de 1x0 e sagraram-se Campeãs Brasileiras da temporada 2017. O gol foi assinalado pela jogadora argentina Sole Jaimes, artilheira da competição, marcando 18 gols em 19 jogos! Dá-lhe Santos, dá-lhe peixe! Ou melhor, dá-lhe sereias!!!

* O Eldoradense

Livro: "O pássaro pintado", de Jerzy Kosinsky



 
  Amigos do blog, conclui ontem a leitura do livro "O pássaro pintado", do escritor polonês Jerzy Kosinski. Se eu tivesse que resumir a obra em uma só palavra, o vocábulo seria: "sombrio". Sim, porque a narrativa se passa em meio a Segunda Guerra Mundial, no interior da Polônia, onde um menino desgarrado propositalmente pelos pais para manter sua segurança passa a vagar nas aldeias rurais daquele país, mendigando abrigo e comida. 

   Por ter a pele morena e os cabelos negros, o menino sofre as mais severas violências de natureza física e psicológica, com narrativas descritivas poéticas, porém, dotadas de uma realidade tão cruel que o leitor absorve todas as dores e penúrias do protagonista. Rituais pagãos dos povos rurais misturados à religiosidade fundem-se num sincretismo estranho em meio à miséria e aos saques dos exércitos nazistas, oprimindo um povo já desafortunado, onde as descrições físicas dos personagens revelam muito sofrimento.

   Sabe aquele tipo de leitura intrigante,  tão "pesada", que o leitor, ao terminar a última página, sente-se "tenso"? Pois é, "O pássaro pintado" traz esta sensação, pois expõe com muita realidade, as atrocidades de um cenário de guerra e as misérias impostas por este contexto. Apesar do duro choque de realidade, é uma bela leitura. Parece controverso, não? Pois bem: leiam e compreendam com maior clareza o que eu quis dizer...

* O Eldoradense


19 de jul de 2017

Memes com Super-Heróis: "Homem de Gelo"


   Brrrrr! Olha que eu não sou um sujeito "friorento', mas parece que lá do céu, alguém resolveu mesmo diminuir com vontade a temperatura do termostato! E se eu acreditasse nos Super-heróis, eu diria que o Homem de Gelo está aprontando uma das suas, como na imagem abaixo...     * Para visualizar a imagem em tamanho original, clique sobre a mesma.
  

* O Eldoradense

18 de jul de 2017

16 de jul de 2017

Vídeo musical de hoje: "O leãozinho", com Caetano Veloso & Maria Gadú


"O leãozinho"- Caetano Veloso & Maria Gadú

Gosto muito de te ver leãozinho 
Caminhando sob o sol 
Gosto muito de você leãozinho 

Para desentristecer leãozinho 
O meu coração tão só 
Basta eu encontrar você no caminho 

Um filhote de leão raio da manhã 
Arrastando o meu olhar como um ímã 
O meu coração é o sol pai de toda cor 
Quando ele lhe doura a pele ao léu 

Gosto de te ver ao sol leãozinho 
De te ver entrar no mar 
Tua pele tua luz tua juba 

Gosto de ficar ao sol leãozinho 
De molhar minha juba 
De estar perto de você e entrar numa. 

Pensamentos do Eldoradense: "Desenhos infantis"


Desenhos confeccionados ontem, pela minha sobrinha Isabella,  7 aninhos...

  "Quando me deparo com a ingenuidade e singeleza dos desenhos infantis, percebo o quão equivocado fui ao trilhar o caminho profissional da segurança ao invés da educação..."

* O Eldoradense

15 de jul de 2017

Conto: "Justo"


"Justo"


    Pode parecer uma daquelas coincidências da vida, mas o menino nasceu fruto do amor de Justino e Justina, e, para seguir a mesma linha do nome dos pais, foi registrado em cartório civil e batizado na igreja católica pelo nome de "Justo".
   Justo foi crescendo, e aos poucos, mostrando que fazia jus ao nome. Repartia o lanche da escola com os amigos, era solidário com todo mundo, enfim, tinha o bom senso como sua principal característica. Estudou, fez catecismo, primeira comunhão, crisma, e como não poderia ser diferente, foi aprovado com louvor no vestibular de direito. Mas justo não queria advogar, porque isso poderia fazer com que ele defendesse culpados, e esta não era sua meta na ciência jurídica. Queria ser mesmo era ser juiz! Fazer justiça, bater o martelo, decretar sentenças, julgar!
    Inteligente e esforçado que era, atingiu seu objetivo de forma meteórica. Vestiu a toga quase que na mesma época que o fraque, quando casou-se com Adalgisa, uma advogada bonita e perspicaz, incrementando ainda mais sua vida assertiva.
    Justo era tão justo que em um campeonato de futebol infantil foi convidado para ser árbitro de futebol do jogo do time próprio filho, tamanha sua imparcialidade. Não cometeu um deslize, foi imparcial, coerente, e até expulsou o seu rebento por conta de uma falta grave no adversário. Era um juiz exemplar, até mesmo dentro do campo de futebol.
   Mesmo tendo conduta tão ilibada, Justo foi traído por uma força interna maior: a libido. Em um dos tribunais da vida, conheceu Jesebel, também advogada, e não menos bela que sua esposa. O juiz entrou em parafuso! Cometeu aquele que considerava o seu primeiro deslize em vida, fazendo parte de um relacionamento extra conjugal que de certa forma, lhe complementava. Adalgisa era o porto seguro, a calmaria, enquanto Jesebel era a tempestade, a intensidade. E foi brincando, ora no carrossel, ora na montanha-russa, que Justo foi levando sua vida dupla.
   Mas inexperiente com mentiras e desprovido de malícia, logo foi flagrado. Uma mensagem no celular, com encontro marcado, data, hora e local fez com que Adalgisa o pegasse com a boca na botija. Ou melhor: com a boca nos lábios de Jesebel, na casa da amante!
   Discussão à vista! Duas advogadas falando mais que o vendedor de peixes, cada qual com suas argumentações, e Justo ali no meio, envergonhado, cabisbaixo, sem palavras. Restou-lhe propor a pior sentença de sua vida: sugeriu ficar com a esposa nas segundas, quartas e sextas, e com a amante, nas terças, quintas e sábados. O domingo, dia preferido de ambas, seria alternado. Ridículo. As duas lhe viraram as costas e ele percebeu a gravidade do erro.
  Católico fervoroso, quis consertar o seu erro perante Deus. Procurou um grande amigo que era padre, fez a confissão, e num gesto radical e surpreendente, passou a habitar o seminário. Na obsessão de se tornar novamente perfeito, tanto fez que trocou a toga pela batina. Precisava ser novamente ilibado e domar a libido masculina. Resgatando o respeito com a comunidade, tornou-se um sábio sacerdote, com grande erudição em suas homilias e pregando penitências aos pecadores em suas confissões.
  Adalgisa e Jesebel, obviamente seguiram suas respectivas vidas, casaram-se novamente, porém, perdoando o Padre Justo. Ainda hoje, ambas mantém amizade com o sacerdote, e, quando necessário, também fazem suas confissões com o clérigo. E é lógico, que para reparar o trauma causado, Justo lhes reserva horários especiais, e a confissão é feita não no confessionário, mas em outros aposentos, como uma forma de compensação ao transtorno causado no passado...



* O Eldoradense