29 de jul de 2013

Piada de segunda: "O lenhador porreta!"


"O lenhador porreta"

  O sujeito chega em uma entrevista para uma empresa desmatadora que irá prestar serviços na Amazônia, dizendo ser o melhor lenhador do mundo. O entrevistador, então pergunta:

   - Onde o senhor trabalhou antes?
   - No Saara!
   -Ora, mas lá é um deserto?!
   -Então...ficou assim depois que eu desmatei lá! 

28 de jul de 2013

Clipe de hoje: "Busca vida", com os Paralamas do Sucesso


"Busca vida" - Paralamas do Sucesso

Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
E os meus passos, nunca mais serão iguais

Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado no espaço. 
E volto sem olhar pra trás

No escuro do céu
Mais longe que o sol
Perdido num planeta abandonado
No espaço...

Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim

Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
No espaço e volto sem olhar pra trás...

25 de jul de 2013

"Folclore, medos e causos"



“Folclore, medos e causos”

  Quem nunca ouviu uma história intrigante sobre assombrações, lendas ou personagens do rico folclore brasileiro contada por um antepassado? Quem nunca se deliciou com uma narrativa descrita com riqueza de detalhes e com uma convicção tamanha que fazia acreditar que tudo aquilo era uma realidade fantasiosa ou uma fantasia real? Se alguém que lê este texto não teve oportunidade de ser ouvinte de um “causo” desta natureza, afirmo: não sabe o que perdeu!

  Em um país com uma cultura popular tão rica e em que até metade do século passado possuía uma população predominantemente agrária, elementos propícios para a proliferação de causos envolvendo personagens assombrosos não faltavam: o ambiente rural, a falta de energia elétrica, o pouco grau de escolaridade das pessoas, bem como o hábito de conversar nas noites silenciosas, alimentavam as especulações sobre a existência de lobisomens, sacis, curupiras, mulas-sem-cabeça e tantos outros personagens folclóricos e fictícios.

  É, eu sei, tudo isso hoje parece ser uma grandiosa bobagem. Mas era muito gostoso ouvir tais histórias contadas pelos mais velhos e depois dormir amedrontado, só com os olhos para fora do cobertor, arrepiando-se com o barulho de um gato inoportuno sobre o telhado ou com o cantar de uma coruja agourenta. Era legal saber que nossos antepassados ingênuos tinham seus medos abstratos aumentados durante os quarenta dias do ano que correspondiam à “Quaresma”. Medo caipira, medo matuto, que no máximo assustava, mas que na prática, não fazia mal a ninguém.

  Já ouvi algumas histórias bacanas: desde matilhas que corriam à noite pelas estradas de terra até luzes brancas noturnas, que rompiam misteriosamente a escuridão das pastagens, como se fosse um flash disparado do além. Já me contaram sobre pessoas que ouviam choro de recém- nascido onde não havia bebê algum, como também um relato sobre pedras que flutuavam, saídas das paredes de barro de uma casa situada no pé da Serra do Cariri, no Ceará.

  Enfim, houve uma época em que pessoas muitas vezes não alfabetizadas verbalizavam histórias de forma tão marcante que parecíamos visualizar o cenário dos causos em nossas mentes, como quem assiste a um filme de suspense sutil e de autêntica origem cabocla. E você, conhece algum causo deste tipo? Conta aí, vai!


* O Eldoradense

22 de jul de 2013

Piada de segunda: "Varzeano em Portugal"


"Varzeano em Portugal"
   Jogo duro em um campinho de várzea português. Lá pelas tantas, sai um escanteio, e o gandula sacana, coloca uma pedra redonda junto à bandeirinha, substituindo a bola. O cobrador do escanteio faz o cruzamento, cai no chão, geme pra caramba, mas em seguida, gargalha compulsivamente. O companheiro de equipe, sem entender nada, pergunta:
    - Manoel, você quebrou o pé chutando aquela rocha, por que está dando tantas risadas, oh pá?
    - Oh raios! Estou a rir do nosso companheiro que fez o golaço de cabeça!

Vídeo musical de hoje: "Mistérios da meia-noite", com Zé Ramalho


"Mistérios da meia-noite" - Zé Ramalho

Mistérios da Meia-Noite
Que voam longe
Que você nunca
Não sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi...

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada se apaixonou...

Naquele mesmo tempo
No mesmo povoado se entregou
Ao seu amor porque?
Não quis ficar como os beatos
Nem mesmo entre Deus
Ou o capeta
Que viveu na feira...

Mistérios da Meia-Noite
Que voam longe
Que você nunca
Não sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi...

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada, se apaixonou

Naquele mesmo tempo
No mesmo povoado se entregou
Ao seu amor porque?
Não quis ficar como os beatos
Nem mesmo entre Deus
Ou o capeta
Que viveu na feira...

Mistérios da Meia-Noite
Que voam longe
Que você nunca
Não sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi...

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada, seu professor...

Naquele mesmo tempo
No mesmo povoado se entregou
Ao seu amor porque?
Não quis ficar como os beatos
Nem mesmo entre Deus
Ou o capeta
Que viveu na feira...

Mistérios da Meia-Noite
Que voam longe
Que você nunca
Não sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi...

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada, seu professor...


  Obs: Novamente por causa de problemas técnicos com o youtube ou com o blogger, não deu para publicar o vídeo musical no domingo, sendo que foi viável a publicação nos primeiros minutos desta segunda-feira. Boa semana a todos nós!

17 de jul de 2013

Texto crítico: "Geração Miojo"


“Geração Miojo”

   Dizem que quando um sujeito começa a comparar gerações com certo saudosismo, é porque está ficando relativamente velho. Na verdade, eu nem sou tão velho assim, mas é que as coisas estão caminhando em uma velocidade tão alucinante, que fazem qualquer trintão sentir-se um Flintstone no meio da família Jetson, principalmente quando se depara com as atuais crianças e adolescentes. Ah, só para explicar aos mais jovens, “Flintstones” e “Jetsons” eram desenhos animados que faziam sucesso na TV aberta da “jurássica” década de 80.

   Há alguns dias, fui com meu sobrinho bater uma bolinha no campinho do bairro. Passados dez minutos, chegou um guri com uma pipa gigante, em formato de morcego, com uma aerodinâmica que fazia inveja a qualquer caça F-15 norte-americano. Pois bem: o moleque não precisou correr nem dez metros para a pipa começar a voar! E olha que a velocidade do vento nem era tão propícia assim. Reparei que esse guri não cortou bambu, não fez cola caseira com água e farinha de trigo, não comprou “papel de seda” e nem “linha 10”. Não confeccionou nem a rabiola da pipa, pois ela não precisava de rabiola. Quanta comodidade! Provavelmente ele foi a algum “lojão”, comprou a pipa prontinha e a colocou rapidamente no céu. Simples assim! Conclusão: brincou por no máximo 10 minutos e foi embora, pois foi tudo muito fácil. Não sei se isso é bom. Talvez seja, não sei, fico confuso. Sei que é diferente.

   As crianças de hoje não fazem “telefones” com potes de iogurte amarrados em barbante, pois já ganham aparelhos celulares dos pais. Não jogam futebol de botão, pois o “Playstation 3” é muito mais real e emocionante; (caramba, e é mesmo!). Raramente empurram carrinhos com as próprias mãos, pois carrinhos com controle remoto ou fricção são encontrados a preço de bananas no camelódromo. Não, eles não confeccionam mais os próprios brinquedos. Compram prontinhos, brincam e enjoam deles ainda mais rapidamente. Não existe mais o ritual, a curiosidade, a experiência. Existe agora o consumo facilitado e o prazer saciado de forma imediata, efêmera.

   Como disse em alguns parágrafos acima, não sei se isso é melhor ou pior, mas de certa forma, torna as comparações inevitáveis. Está tudo muito imediato, prontinho, instantâneo. Enfim, está tudo muito “Miojo” demais. Lembro-me com saudades do tempo em que se preparava a macarronada...


* O Eldoradense

15 de jul de 2013

Piada de segunda: "Lusitanos em guerra"



"Lusitanos em guerra"

   Estavam os portugueses em guerra pela Europa, quando o comandante ordenou ao seu subordinado que se entrincheirasse, e, daquele ponto, comunicasse via rádio qualquer observação eventual. Passadas algumas horas, o sentinela avisa:

  - "Atenção, comandante Joaquim, aqui é sentinela Manoel. Avisto um grande grupo de militares vindo ao norte. Câmbio"!

  - "Sentinela Manoel, aqui é comandante Joaquim. Tu sabes me dizer se estes homens são inimigos? Câmbio"

  - "Olha, comandante, pelo visto são amigos, pois estão vindo todos juntos...câmbio!"
  
  

Vídeo musical: "Tente outra vez", com o Barão Vermelho!


"Tente outra vez"

Veja,
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba,
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés pra cruzar a ponte
Nada acabou, não, não

Tente,
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar
Não, não, não, não, não
Há uma voz que canta
Há uma voz que dança
Há uma voz que gira
Bailando no ar

Queira,
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente,
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

Obs: Por problemas com o Youtube ontem, o vídeo musical foi exibido nesta segunda-feira. Bom início de semana a todos nós!

* O Eldoradense


11 de jul de 2013

Texto crítico: "IDH e comportamento ético"



“IDH e comportamento ético”

  Não sei se o amigo leitor teve a curiosidade de assistir o programa televisivo “Globo Repórter” da última sexta-feira, que falava sobre o vizinho Uruguai. Tenho certeza de que quem viu a reportagem, fez um exercício de reflexão sobre como o Brasil poderia ser melhor se nossos políticos se preocupassem mais com o bem coletivo do que com o aumento dos seus respectivos patrimônios particulares.

  Ainda que a matéria exibida se mostrasse um tanto quanto superficial e merecesse mais tempo e aprofundamento, deu para perceber o quanto dinheiro bem aplicado e administrado pode ser convertido em serviços públicos de qualidade e bem estar para a população. Viu-se que no país vizinho o tema educação é tratado com a seriedade que merece, que os idosos daquele país podem se considerar privilegiados, pois os mesmos envelhecem em uma das quarenta melhores nações do mundo para se aposentar. Pois é: Os uruguaios, que formam uma população de pouco mais de 3,5 milhões de habitantes e dispõem de pequena extensão territorial para realizar suas atividades econômicas, encontram-se na 51ª posição no ranking mundial de IDH, (Índice de Desenvolvimento Humano). Enquanto isso, o Brasil, com uma população infinitamente superior, com atividades econômicas diversificadas, e ainda dispondo de terras e recursos hídricos abundantes, ocupa a pífia 85ª posição do mesmo ranking.

   Para os que não sabem, o IDH é um índice avaliado pela ONU que leva em conta aspectos relevantes para a qualidade de vida de um povo: escolaridade, longevidade, renda e acesso à saúde, por exemplo. E aí, amigo leitor, se nos compararmos a alguns outros países da pobre América do Sul, vemos que pagamos um preço caríssimo pela nossa cultura de individualismo, oportunismo e corrupção. Não estamos atrás somente dos uruguaios, mas também dos chilenos (40º) e argentinos (45º). Vergonhoso? Sim, mas o quadro ainda é um pouquinho pior: Venezuela (71º) e Peru (77º), também nos veem pelo retrovisor nesta “corrida internacional da qualidade de vida”.

  Sabendo-se que o Brasil oscila entre a sexta e a sétima posição no ranking da economia mundial, e confrontando tal informação com nosso péssimo desempenho no ranking do IDH, percebemos o quanto nossas riquezas são ainda mal distribuídas. A causa de toda esta discrepância? Eu tenho uma conclusão: Enquanto aqui no Brasil, o Renan Calheiros usa o avião da FAB para PASSEAR com sua trupe, o presidente uruguaio José Mujica utiliza um veículo “Corsa” para uso oficial. Mas quando os deslocamentos são de natureza particular, Mujica usa seu simpático fusquinha azul, em respeito ao seu povo. Nada mais didático e ilustrativo para entender nossa vergonhosa posição no ranking do IDH...



* O Eldoradense

7 de jul de 2013

Clipe internacional deste domingo: "Have You Ever Really Loved a Woman?", com Bryan Adams


"Você já amou uma mulher?" - Bryan Adams

Para realmente amar uma mulher,
Para entendê-la
Você deve conhecê-la por dentro
Ouvir cada pensamento,
Ver cada sonho,
E dar-lhe asas quando ela quiser voar
E quando se vir impotente nos braços dela...
Você saberá que realmente ama uma mulher

Quando você ama uma mulher,
Diz a ela o quanto é desejada
Quando você ama uma mulher,
Diz a ela que ela é única
Ela precisa de alguém pra dizer-lhe que durará pra sempre
Então me diga você realmente...
De verdade, já amou uma mulher?

Para realmente amar uma mulher,
Deixe que ela te abrace
Até você saber como ela precisa ser tocada
Você tem de respirá-la, tem de sentir seu gosto,
Até senti-la em seu sangue
E quando vir seus futuros filhos nos olhos dela...
Você saberá que realmente ama uma mulher

Quando você ama uma mulher,
Diz a ela o quanto é desejada
Quando você ama uma mulher,
Diz a ela que ela é única
Ela precisa de alguém
Pra dizer-lhe que você sempre estarão juntos
Então me diga você realmente...
De verdade, já amou uma mulher?

Dê a ela confiança,
Abrace-a apertado, dê um pouco de ternura,
Tem que tratá-la direito
Ela estará lá cuidando bem de você...
Você realmente precisa amar sua mulher.

E quando se vir impotente nos braços dela...
Você saberá que realmente ama uma mulher

Quando você ama uma mulher,
Diz a ela o quanto é desejada
Quando você ama uma mulher,
Diz a ela que ela é única
Ela precisa de alguémpra dizer-lhe que durará pra sempre
Então me diga você realmente...
De verdade, já amou uma mulher?
Então me diga você realmente...
De verdade, já amou uma mulher?

Apenas me diga você realmente...
De verdade, já amou uma mulher?

3 de jul de 2013

Texto crítico: "A seleção espanhola e o PT"

Dilma: Preocupação com as eleições de 2014

Seleção espanhola: Preocupação com a Copa do Mundo de 2014

“A seleção espanhola e o PT”

 Brasileiro que é brasileiro acompanhou com olhos muito atentos os acontecimentos do último mês. Não dava para ficar indiferente à onda de protestos que inundou o país como um tsunami de reivindicações, bem como não dava para ficar neutro com a seleção brasileira durante a Copa das Confederações. O mesmo povo que lotou as ruas manifestando também contra a utilização do dinheiro público empregado na construção dos estádios lotou-os, em uma situação paradoxal, que parecia difícil de compreender, mas nem tanto: os protestos foram claramente contrários aos nossos dirigentes políticos, e não contra a seleção brasileira. Houve uma separação madura entre uma coisa e outra. Os jogadores, em sábia atitude, evidenciaram apoio aos manifestantes, e a retribuição nas arquibancadas veio através de uma torcida barulhenta, que cantou o hino fervorosamente, como “nunca na história deste país”.

  E aí, nesta mistura de sentimentos e manifestações tão surreal, que só o brasileiro poderia proporcionar, fica difícil não traçar paralelos entre a seleção espanhola e o governo petista. Segue abaixo:

1)  Ambos são vermelhos, vermelhaços, vermelhuscos, vermelhantes, vermelhões;

2)  A seleção espanhola foi vaiada pelos brasileiros já no seu primeiro jogo. A presidenta Dilma foi vaiada pelos brasileiros no jogo de abertura, enquanto tentava falar ao microfone;

3)  A seleção espanhola tem uma compulsão obsessiva pela posse de bola durante o maior tempo possível. O PT tem uma compulsão obsessiva pelo poder durante o maior tempo possível.

4)  A seleção espanhola perdeu uma invencibilidade de 29 jogos oficiais. A presidenta Dilma perdeu 27 pontos de popularidade;

5)  A seleção espanhola ganhou a última Copa em 2010 e pintava como favorita em 2014, mas teve sua confiança abalada. A presidenta Dilma ganhou as eleições em 2010 e pinta como favorita em 2014, mas teve sua confiança abalada.

6)  Torcerei pelo Brasil na Copa de 2014. Mas se na final do torneio estiverem ESPANHA e ARGENTINA, por exclusão, torcerei pelos vermelhos, motivado por exclusão íntima, particular e subjetiva. Até mesmo porque, apesar da diferença de cores, espanhóis e argentinos, na essência, falam a mesma língua. Votarei em Marina Silva nas eleições de 2014. Mas se no segundo turno estiverem PT e PSDB, ficarei com os vermelhos, motivado por exclusão íntima, particular e subjetiva. Até mesmo porque, apesar da diferença de cores, petistas e tucanos, na essência, falam a mesma língua...


* O Eldoradense