15 de jul. de 2015

Comentando "do meu jeito" as últimas notícias...





   1) No último domingo, o Faustão disse que a internet é o "penico" da sociedade. Justo ele, que faz da TV um penico há mais de duas décadas...

  2) Os Estados Unidos colocaram um ponto final nas sanções ao Irã, tendo como contrapartida a fiscalização das pesquisas nucleares daquele país. Desconfianças à parte, esta notícia soou como uma "bomba". Entenderam a ambiguidade da última frase, né?

  3) O primeiro-ministro da Grécia recuou e disse que vai aceitar boa parte das imposições econômicas dos países do Euro para conseguir ajuda financeira do bloco. Voltou atrás e está colocando em prática tudo o que disse que não faria, caso vencesse as eleições. Enfim, é o caloteiro mais "sem palavras" que eu já vi. Caloteiro que se preza, diz que não vai pagar e não paga mesmo!

  4) A Operação Lava Jato encontrou um Porshe, uma Ferrari e uma Lamborghini na casa do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Combinação perfeita: Sujeira + carros = Lava-jato.

  5) Em São Paulo, a polêmica está por conta da diminuição da velocidade dos veículos nas marginais. Seria bem mais interessante se diminuíssem a marginalidade em São Paulo, não acham?

   6) A pobreza atingiu 28,7% do argentinos, segundo estatísticas da Universidade Católica. Mais algum tempo de mandato, e a Cristina Kirchner irá promover a justiça social plena no país: Vai deixar 100% dos argentinos pobres.

  7) Não sei porque tripudiei sobre a Argentina e a Grécia. A coisa tá feia também no Brasil. Fiz o papel do sujo que fala dos mal-lavados...



* O Eldoradense

13 de jul. de 2015

Piada de segunda: "Investigação"

"Investigação"

   O delegado pergunta ao investigador:

  "E aí, alguma pista sobre a investigação daquele crime?"

   "Não senhor, nadica de nada! Nem mesmo um único fio de cabelo..."

   "Ok... para não ficarmos sem um desfecho, prendam o careca!"

12 de jul. de 2015

Vídeo musical de hoje: "Vício", com o Roupa Nova


"Vício" - Roupa Nova

É como um vício
Você vem me procurar
Como faz desde o início
Cada vez que quer voltar

É como um cio
No calor da minha cama
Você jura que me ama
E me pede pra ficar

Logo agora que eu quase esqueci
Que eu me acostumei a viver só
Sempre só

Não de novo, não
Não quero abrir de novo as portas pra você
Do meu coração
Eu juro que não

Não de novo, não
Não vou deixar essa loucura me levar
Morrer de paixão
Eu juro que não

É como um prêmio
Pela minha devoção
Você toma o meu carinho
Pra vencer a solidão

É como sempre
Outra vez vai me deixar
Um segundo de delírio
Uma vida pra esperar

Logo agora que eu quase esqueci
Que eu me acostumei a viver só
Sempre só

Não de novo, não
Não quero abrir de novo as portas pra você
Do meu coração
Eu juro que não...


7 de jul. de 2015

Conto: "A touca negra"



“A touca negra”



   Não sei há quantos invernos ela me aquece, mas com certeza, são mais que sete e menos que dez. Sempre que o mês de junho começa a mostrar seus ares gélidos sobre minha calvície e minhas orelhas, lembro-me dela: uma touca negra de lã, que me afaga confortavelmente, diminuindo a sensação de frio e solidão nas madrugadas do meio do ano. É uma sensação horripilante a arrepiante, que começa pelo couro cabeludo, passa pela nuca e parece correr por toda a espinha. Frio incômodo, que é amenizado pela providencial touca negra, que comprei não sei onde, não sei por quanto, muito menos quando. Mas não lembrar detalhes da sua aquisição não diminui sua importância. A touca negra é mesmo essencial durante as jornadas de inverno em meu trabalho noturno.

 Sua lã escura me abraça, me acaricia, me envolve de tal forma que passo a testemunhar o inverno apenas visualmente, graças ao vão que ela possui na altura dos olhos. As noites frias, apesar de castigantes, geralmente apresentam céu limpo, cujas estrelas estão em maior número, mais vivas, mais brilhantes. E eu e minha inseparável touca negra já vimos muitos céus espetaculares deste tipo, ao longo de sete, oito, ou quem sabe, dez invernos. Mas quando chega o verão, ela vai para a máquina de lavar, e posteriormente, para a repartição intermediária do meu guarda-roupas, onde espera ansiosamente pela próxima temporada gélida de meio de ano.

  Desta vez não foi diferente: o ar frio que toca a calvície, passa pela nuca e se prolonga por toda a espinha passou a me incomodar no final do mês de junho. Era hora de procurar a touca negra. Fui até a repartição intermediária do meu guarda-roupas, e ela surpreendentemente não estava lá. Fiquei contrariado. Procurei em outro guarda-roupas, e depois em um “malão”.  Insistente, procurei outras quinhentas e cinquenta e cinco vezes novamente na repartição intermediária do meu guarda-roupas oficial, sem êxito. Com certeza, ela não estava em casa. Procurei então no “armário 62” do vestiário do meu trabalho, onde sua ausência foi também confirmada. Passei a me sentir traído e desamparado nas madrugadas gélidas e atipicamente chuvosas deste ano. Definitivamente a touca negra havia me pregado uma peça. Sofri por alguns dias com o frio que começava pela calvície, passava pela nuca e se prolongava pela espinha.

   Ontem à tarde fui em um destes “lojões” de bugigangas que vendem de tudo, desde agulhas até capacetes para astronautas. Em uma bancada de madeira, próxima à porta, havia toucas e luvas de todos os tipos, de todas as cores, para todos os gostos. Toucas azuis, vermelhas, listradas e até do Corinthians; (esta última, eu não usaria nem se estivesse no Alaska). Mas enfim, tive que comprar outra touca negra, que não tinha o mesmo charme da primeira, muito menos aquele vão na altura dos olhos que eu achava misteriosamente charmoso. Porém, era preciso amenizar o frio que tocava a calvície, passava pela nuca e se prolongava pela espinha. 

  Às dezessete e trinta de ontem, na hora de pegar uma blusa na repartição intermediária do meu guarda-roupas, me surpreendi com a touca negra que eu havia procurado quinhentas e cinquenta e cinco vezes. Ela me fitava irônica através do vão na altura dos olhos. Parecia caçoar de mim, ou talvez se sentisse vingada pelos seis meses de abandono na temporada de calor. Mas ela estava lá, pronta para me acompanhar em mais uma noite gélida de trabalho noturno. Não tive dúvidas: guardei a touca nova comprada na loja de bugigangas e levei a minha velha e vingativa companheira comigo. 

  Talvez ela tenha feito isso por carência, ou então, para chamar a atenção. Numa possibilidade mais remota, eu não tivesse procurado direito nas outras quinhentas e cinquenta e cinco vezes em que me dirigi à repartição intermediária do meu guarda-roupas. Mas a verdade, é que ela é uma touca negra de lã: e quem confia nas “ovelhas-negras”, está sujeito a alguns riscos...


* O Eldoradense

6 de jul. de 2015

Piada de segunda: "Censo do IBGE"


"Censo do IBGE"

  O recenseador do IBGE chega em um sítio, que de tão belo, parecia o paraíso. Ao avistar o sitiante, o homem pergunta:

   "Bom dia... Qual o nome do senhor, por favor?"

   "Meu nome é Adão, sim sinhô!"

   "E o nome da sua esposa?"

   "Ela se chama Eva..."

   O recenseador, querendo fazer uma piada irônica, diz:

   "Adão, Eva... E a serpente, mora aqui também?"

   "Mora sim sinhô!  Sogrinha, o moço do IBGE qué falá ca sinhora!"

5 de jul. de 2015

Clipe internacional de hoje: "Beatiful", com a banda Marillion


"Belo" - Marillion

Todo mundo sabe que vivemos num mundo em que
dão maus nomes às coisas belas
Todo mundo sabe que vivemos num mundo
em que não sabemos presentear com coisas bonitas um segundo sequer
Somente o paraíso sabe que vivemos num mundo onde
só falamos bonito quando temos algo para vender

Povos que riem atrás de suas mãos enquanto
não é dada nenhuma possibilidade à fragilidade e sensibilidade

E as folhas se transformam de vermelho para marrom
Para serem pisadas ao chão
Para serem pisadas ao chão
E as folhas se transformam de vermelho para marrom
Caindo na terra
Caindo na terra

Nós não temos que viver num mundo onde
damos maus nomes às coisas bonitas
Nós devemos viver num mundo belo
Nós devemos doar coisas belas a todo instante

E as folhas se transformam de vermelho para marrom
Para serem pisadas ao chão
Pisadas no chão
E as folhas caem na terra
Caem na terra
E recomeça retrocedendo ao seu redor

Você é forte o bastante para ser...
Você tem coragem para ser...
Você tem fé para ser...
Honesto o bastante pra dizer...
Não temos que ser os mesmos...
Não temos que estar nesse caminho
Venha e assine seu nome
Você é selvagem o bastante para remanescer o bonito?
Bonito

E as folhas se transformam de vermelho para marrom
Para serem pisadas ao chão
Pisadas no chão
E as folhas caem na terra
Caem na terra
E recomeça retrocedendo ao seu redor

Você é forte o bastante para ser...
Porquê você não levanta e diga
Dê a você mesmo um tempo
Irão rir de você de qualquer maneira
Então... Porquê não levanta e seja belo...


3 de jul. de 2015

Comentário: "A aprovação da Redução da maioridade penal"



 
  Eu até seria a favor da redução da maioridade penal se de fato ela fosse resolver os problemas da violência. Só que não. A adoção de tal medida apenas saciaria uma certa "sede de vingança" da sociedade, mas a partir de então, o crime organizado iria aliciar adolescentes ainda mais jovens para suas ações. E aí, iremos perceber futuramente que o que estão pretendendo fazer é apenas "enxugar gelo". Além do mais, é como disse a nadadora Joana Maranhão: "Os menores infratores punidos no Brasil são apenas os negros, pobres e favelados. Menor infrator rico neste país queima índio em banco de praça, é absolvido, presta concurso para a Polícia Civil e pode exercer carreira normalmente".

   Mas independente à manobra política orquestrada por Eduardo Cunha votando a emenda pela segunda vez em dois dias, há de se lembrar que a questão será levada para o STF, onde dificilmente passará. Digo isso porque o que foi feito é inconstitucional, pois não se pode votar um mesmo projeto de lei duas vezes dentro do período de um ano. A OAB também externou seu repúdio ao ocorrido, e portanto, do ponto de vista legal, a redução da maioridade penal tem poucas chances de vingar.

     Obs: Sou contra a redução da maioridade penal e não vou levar nenhum menor infrator para a minha casa por conta disso, pois este argumento é paupérrimo, além de que não resolveria o problema. Prefiro ações preventivas, onde cada menor tenha acesso à uma escola pública decente, tendo oportunidades concretas de conduzir a própria vida de forma digna.

    Trecho da música "Ouça o que eu digo, não ouça ninguém" dos Engenheiros do Hawaii, para reflexão:

                              "Vozes à toa
                              Ecos na esquina
                              Narrando a cena:
                              Pele morena,
                              Vendendo jornais
                              Precisando de mais
                              Venenos mortais...

                              E O QUE NOS DEVEM,
                              QUEREMOS EM DOBRO,
                              QUEREMOS EM DÓLAR..

                              E O QUE NOS DEVEM,
                              QUEREMOS EM DOBRO,
                              QUEREMOS AGORA!

                              Tantas pessoas
                              Paradas na esquina
                              Fingindo pena:
                              Criança pequena
                              Cheirando cola
                              Beijando a sola, do sapato

                              E O QUE NOS DEVEM,
                              QUEREMOS EM DOBRO,
                              QUEREMOS EM DÓLAR..

                              E O QUE NOS DEVEM,
                              QUEREMOS EM DOBRO,
                              QUEREMOS AGORA!"


 * Como o dólar atualmente está cotado a mais de R$ 3,00, atualmente não estamos querendo cobrar a dívida dos menores infratores em dobro, mas sim, ao triplo.



* O Eldoradense

DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"

  E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...