30 de jun. de 2026

"A conversa chegou na Copa" : "Festa na Ponte da Amizade"!

 



      Ah, que segunda-feira de Copa do Mundo maravilhosa foi esta, hein, amigo leitor!? Escrevo este texto com a garganta rouca e o coração louco por conta de tantas emoções positivas proporcionadas pelos acontecimentos futebolísticos recentes ocorridos em solo norte-americano! 

    Comecemos pelo sofrido Brasil x Japão: Tá, eu imaginava que fosse difícil, mas daí a supor que fosse uma virada  sacramentada nos últimos minutos de jogo, não! Jogo pegado, digno de nervosismo e um final épico, justificado muito mais pela transpiração do que pela inspiração. Sim, o triunfo foi ocasionado pela superação, pelo coração pulsando na ponta das chuteiras, pela adrenalina, pela garra. 

     Eu, que não curto falar palavrões, emiti tantas palavras de baixo calão que deixaria embasbacados Dercy Gonçalves e Ari Toledo bêbados, numa conversa de boteco. Borra, baralho, filhos da luta, acaba logo com esta crosta! Perdão, mãe, sei que não foi esta a educação que a senhora me deu, eu bem que queria assistir ao jogo na minha casa, mas é chato recusar convite materno. Peço desculpas, foi mal, mas foi por uma boa causa, creio que compreenda. Estou quase começando a ficar otimista e arranhando um pouco de crença no hexa, sinceramente!

     O segundo ato veio num duelo entre arianos imponentes e guaranis aguerridos: Alemães e paraguaios duelaram em Boston, e eu só não intitulo o jogo como "A batalha de Boston" porque não teria uma sonoridade agradável. Mas os nossos vizinhos abriram o placar, cederam o empate aos germânicos, e a partir daí, o que se viu foi uma blitz ostensiva europeia, com poucas chances de contra-ataques porque era visível o extremo cansaço paraguaio. Veio a prorrogação, a persistência do empate e a heroica classificação guarani diante dos tetracampeões mundiais. Em meus devaneios, imaginei Solano Lopez dançando guarânia na cara de Hitler, que por sua vez, bebia cerveja adulterada com erva mate no lugar da cevada. Foi tão bom quanto ver o Brasil vencer minutos antes, em Houston.

        E em novo devaneio, imaginei uma festa muito bonita reunindo brasileiros e paraguaios sobre a Ponte da Amizade: Cantos eufóricos misturando o português e o espanhol num êxtase bilíngue, com o Rio Paraná lavando a alma de dois vizinhos sofridos, que têm no futebol uma grande paixão em comum...


* O Eldoradense

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