22 de jan. de 2026

DJI Avata 2 na Lagoa São Paulo...

 E no último domingo foi dia de aproveitar a beleza natural da Lagoa São Paulo em Presidente Epitácio, e, de quebra, fazer um voo imersivo com direito a narração e usando o DJI Avata 2. Confira!


* O Eldoradense

14 de jan. de 2026

Crônica: "O mundo tá esquisito!"


 Tenho um grande amigo que visito com certa periodicidade e quando o faço, sempre conversamos sobre o cotidiano: Alguns assuntos pessoais, geralmente envolvendo a profissão em comum, futebol, e muita, muita política. O curioso é que em relação ao último item, a política nacional tem ficado de lado, e cada vez mais, falamos sobre a conjuntura internacional. Como não somos jornalistas ou especialistas no assunto, chegamos a uma conclusão simplória, mas ao meu ver, cirúrgica: "O mundo tá esquisito".

    Tá, eu sei que o mundo já começou esquisito e sempre o foi: Independente de Criacionismo ou Evolucionismo, é esquisito. Seja maçã proibida ou Big Bang, algo que começou através de um pecado ou de uma explosão, convenhamos, não pode mesmo se manter em estado harmônico. E quando os pecados se misturam com as explosões, aí a esquisitice ganha contornos exponenciais. E é o que está acontecendo, pois historicamente, Grandes Guerras são precedidas por vários conflitos menores.

      Eu adoraria dizer que eu poderia estar exagerando e que talvez possa parecer sensacionalismo da minha parte, mas, a se considerar que hoje temos três grandes potências mundiais babando por territórios na cobiça imperialista, pode ser que o globo esteja se transformando num grande tabuleiro de WAR. Putin querendo parte da Ucrânia, China ameaçando Taiwan, Estados Unidos invadindo a Venezuela, atacando Síria e já prometendo pegar o Irã na hora do recreio. É, tá meio tenso o negócio. 

       A ONU, criada pós Segunda Guerra Mundial com o intuito de manter a paz através das leis do direito internacional, nunca foi tão avacalhada: Tá parecendo aquela mãe omissa que vê os filhos fazendo arte e não ultrapassa os limites das advertências verbais. "Trump, ai ai ai! Não faz isso, Putin! Xi... não mexe com a irmãzinha menor!"

    É, tá esquisito! Pode ser que as grandes potências imperialistas fatiem o mundo em três partes e venham e se impor de forma econômica, cada qual com suas zonas de influência. Os Estados Unidos dando as cartas nas Américas, a Rússia na Europa Oriental, e a China, em grande parte da Ásia. O problema é a possibilidade do expansionismo gerar conflito de interesses tamanho a ponto de desencadear uma Terceira Grande Guerra Mundial. Como eu disse, pode parecer exagero, mas nunca senti tanto cheiro iminente de pólvora. A ganância é tão tentadora quanto uma maçã proibida, e as explosões do início, também podem marcar o fim...


* O Eldoradense

4 de jan. de 2026

"Sobre a ação norte americana na Venezuela"

      

    


  2026 começou com uma notícia bombástica, no sentido literal e metafórico da palavra: as forças bélicas norte-americanas promoveram uma ação de invasão na Venezuela, capturando o então presidente daquele país, Nicolás Maduro, para ser julgado e, muito provavelmente, condenado em solo estadunidense pela acusação de narcoterrorismo.

   É preciso salientar aqui dois pontos distintos. O primeiro é que Maduro não é boa bisca e que todo ditador, golpista ou até mesmo pretenso autocrata merece o destino do julgamento e da prisão. Fato. A democracia, mesmo com todas as suas imperfeições, é a expressão máxima das vontades e dos anseios de um povo. E o povo venezuelano vinha sendo oprimido e subjugado por Maduro. A miséria e a falta de liberdade imperavam no país, que estava sob o terceiro mandato do presidente, eleito em um pleito marcado por falta de transparência e ausência de reconhecimento por parte de várias lideranças internacionais, inclusive do atual presidente do Brasil. Portanto, trata-se do típico caso do sujeito que lidera um país e acredita ser seu dono e que, no fim das contas, de forma legítima ou não, paga por seus atos.

  O segundo ponto diz respeito à legitimidade da ação, que, ao que tudo indica, não ocorre nem dentro das leis norte-americanas, muito menos dentro das normas do direito internacional. É claro que esperar que os poderes constituídos venezuelanos destituíssem Maduro seria utópico, já que os mesmos estavam aparelhados e corrompidos pelo ditador. Porém, no que se refere às próprias leis norte-americanas, tal ação necessitava de aprovação do Congresso daquele país, o que não houve. Em relação ao direito internacional, é evidente que a ação fere os princípios da soberania nacional e da autonomia.

  Sobre a veracidade da motivação da ação, é preciso aguardar mais um pouco. Maduro foi, de fato, denunciado pelas agências de segurança norte-americanas por supostamente liderar um grande cartel de drogas na Venezuela. E, como o país supostamente envia grandes quantidades de narcóticos para o solo americano, Trump viu-se no direito de comandar tal ação, o que vem sendo amplamente contestado por muitas lideranças nacionais e apoiado por outras.

  Dizer que a ação envolve questões ideológicas é a motivação menos provável. Se assim fosse, Cuba já teria sido tomada pelos norte-americanos, e Trump não teria extinguido a maior parte das sobretaxas impostas recentemente ao Brasil, por exemplo. Outra questão envolve os movimentos pós-ação: o presidente norte-americano cogita que, após a transição liderada pelos Estados Unidos, a Venezuela seja governada pela atual vice-presidente chavista, Delcy Rodríguez. Não só fez isso como descartou a possibilidade de passar o bastão para a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.

  A outra vertente sobre a ação — e que é a mais provável — é que os Estados Unidos estejam mais interessados no ouro negro (petróleo) venezuelano do que propriamente em coibir o tráfico do ouro branco (cocaína) daquele país. Já foi dito que as petrolíferas norte-americanas assumirão o controle da extração do mineral em solo venezuelano enquanto o governo interino, sob tutela dos Estados Unidos, perdurar.

  Minha opinião a respeito? Trump agiu fora da legalidade, mas isso tende a ficar por isso mesmo, pois há tempos ele vem ignorando quaisquer leis, sejam internas ou externas. Por outro lado, Maduro é merecedor de um destino trágico, pois, como afirmei nos primeiros parágrafos, este é o fim de ditadores, autocratas e pretensos golpistas. Não fará falta alguma, nem deixará qualquer lacuna relevante com sua destituição. Além disso, não é descartada a hipótese de o ditador ser também um narcotraficante internacional.

   A compaixão de Trump pelo povo venezuelano e por sua liberdade é equivalente à de Maduro. A mesquinharia e a ambição pela principal commodity daquele país são o que movem tanto o ditador explícito quanto o defensor camuflado da democracia venezuelana em suas ações.

  Quanto à postura do atual governo brasileiro, creio que deva ser pragmática. O país acabou de solucionar um imbróglio diplomático com os Estados Unidos, e manifestar-se contra a ação norte-americana poderia abrir margem para interpretações de apoio a Maduro, ainda que sejam coisas bem distintas. Vivemos uma era de propagação da desinformação e de guerra de narrativas e, a meu ver, não compensa correr esse risco. Tal pragmatismo seria, em tese, antiético? Sim. Mas, se tanto o líder norte-americano quanto o venezuelano também agiram de forma antiética, para que se expor desnecessariamente? Se a invasão foi ilegal — e de fato o foi —, que os organismos internacionais se manifestem.


        * O Eldoradense      

   

       

DJI Avata 2 na Lagoa São Paulo...

  E no último domingo foi dia de aproveitar a beleza natural da Lagoa São Paulo em Presidente Epitácio, e, de quebra, fazer um voo imersivo ...