29 de ago. de 2025

Poesias do Eldoradense: "Homenagem ao mirante"

 


"Homenagem ao mirante"

No alto da minha cidade,

Há um imponente mirante;

Aguçando a curiosidade,

Sobre um passado distante...

 

Um guardião soberano,

Calado e misterioso;

Que, ano após ano,

Tornou-se idoso

 

Construção cansada,

Em eterna atenção;

Sentinela avançada,

    Que remete à fundação...

 

Deste mirim povoado,

Do Oeste paulista;

Foste fiel soldado,

Zelando pela conquista

 

Como é belo,

Teu semblante medieval;

 Pequeno castelo...

De Presidente Venceslau!


* O Eldoradense

 

 

 

25 de ago. de 2025

Comentário: "Presidente Epitácio rumo à prosperidade? Tomara que sim!

    


 No meio da última semana, li, com muita empolgação, que Presidente Epitácio irá receber um mega investimento no setor de hotelaria. Trata-se da construção de um grande resort, com estrutura sofisticada, à altura do real potencial turístico da cidade, que, ao meu ver, deveria ser melhor explorado.

   Digo isso porque a beleza cênica do município é impressionante, e muito disso se deve à hidrografia do lugar, que tem no Rio Paraná seu protagonista, mas conta também com seus afluentes propícios para a pesca, como os Rios Santo Anastácio, a foz do Caiuazinho e o Rio do peixe, por exemplo. E é nestes dois pilares que eu penso que Presidente Epitácio deveria explorar melhor seu potencial turístico: No lazer aprazível e tranquilo que a Estância turística pode oferecer, bem como, na pesca, que possui  cada vez mais adeptos e pode ser um grande chamariz de turistas, a exemplo do que acontece em terras pantaneiras dos estados do Mato Grosso do sul e Mato Grosso, por exemplo.

     O capital privado já tem percebido isso, haja vista o anúncio do investimento citado acima, bem como a recente aquisição do antigo complexo das Thermas por outro investidor, com o objetivo inicial de reativação da área de lazer, mas com previsão de leilão futuro para aquisição do hotel.       

      Presidente Epitácio tem tudo para não ser apenas mais uma Estância turística, e penso que certamente dá para ir mais além: O município pode se tornar uma "marca", uma referência de peso maior no turismo do interior paulista. E é aí que entra o Poder Público: Na necessidade de ser mais incisivo na busca de parcerias e convênios com os Governos Federal e Estadual, almejando a modernização e o embelezamento do perímetro urbano, visando a construção de novas praças e incremento das já existentes, bem como dos Parques (Orla e Figueiral).

      Há também a necessidade de potencializar o calendário de eventos para além da alta temporada, buscando atrair os turistas também para períodos de outono e inverno, como se faz em cidades litorâneas: Eventos culturais, festivais de música, teatro, literatura, eventos esportivos, bem como eventos gastronômicos, tendo como carro chefe a culinária ribeirinha. 

       É fato que o slogan "O por do sol mais bonito do Brasil" adquiriu um peso midiático considerável, e eu torno a dizer que a música "Cais do Porto" também poderia incrementar o combo de divulgação da cidade para o turismo.

       A cidade tem potencial para explorar mais as oportunidades que o Rio Paraná pode oferecer: desde os banhos de água doce, passando pela pesca, pela culinária ribeirinha, pelos esportes náuticos, pela contemplação cênica, pelos passeios de barco.

         Referente a isso, no último mês, uma embarcação vinda de Buritama realizou um passeio fluvial em três finais de semana na cidade. Prenúncio de mais um atrativo futuro? Por que não?

       Presidente Epitácio já tem o por do sol mais bonito do Brasil. Todavia, é fato que a cidade pode e merece brilhar ainda mais do que já brilha no setor turístico. Tomara que o sol da prosperidade, sob as bênçãos de Nossa Senhora dos Navegantes, se torne tão radiante quanto as belezas naturais da Joia Ribeirinha!


* O Eldoradense

19 de ago. de 2025

Comentário: "Ratos?"

     



  E começam os movimentos entre os políticos da direita para preencher a lacuna que certamente será deixada por Jair Bolsonaro, seja por simples inelegibilidade ou por pena privativa de liberdade. Acho difícil, ou melhor, praticamente impossível qualquer tarifaço ou Magnitsky reverter tal tendência. 

    O problema é que estes movimentos irritam o clã Bolsonaro, que vê no ex-presidente a única candidatura viável na direita capaz de vencer Lula. Ou, na pior das hipóteses, reconhecer a viabilidade eleitoral de outros nomes da direita signifique a ratificação prévia da inelegibilidade de Jair, ou até mesmo, de  sua prisão. Seria como jogar a toalha verde-amarela no chão.

     Carlos Bolsonaro classificou tais movimentos parecidos com o de "ratos" oportunistas em uma publicação compartilhada pelo irmão, Eduardo. Eles querem Jair concorrendo em 2026 e ponto, simples assim. Para tal objetivo, insistem na tese de uma defesa mais contundente em favor do pai por parte de políticos que se beneficiaram na onda Bolsonarista.

        O repúdio do clã ao comportamento é parcialmente compreensível e, em primeiro momento, talvez possa soar como infidelidade ou ingratidão. Porém, na atual conjuntura, manter uma fidelidade canina, incondicional ao mito, já soa como teimosia vã, haja vista que, em 2026, Jair Bolsonaro não terá seu rosto estampando nas urnas eletrônicas que ele tanto refuta. Falta um ano para as eleições, a popularidade do atual governo federal não decola, e a partir daí, cria-se um cenário favorável para que outros políticos oposicionistas ambicionem o Planalto.

       O primeiro deles, Zema, já lançou oficialmente sua pré candidatura presidencial. O governador de Minas está em seu segundo mandato e não tem motivo algum para resignar-se. Tarcísio (SP), nesta segunda-feira, teve um almoço com banqueiros, e segundo fontes jornalísticas, foi tratado com candidato, ainda que o mesmo alegue que sua prioridade seja uma reeleição praticamente certa no estado bandeirante. No mesmo ensaio de passos presidenciáveis seguem Caiado (GO), Ratinho Jr (PR) e Eduardo Leite (RS).

          Mesmo que tais movimentações sugiram uma divisão no espectro destro da política brasileira, penso que no frigir dos ovos o cenário irá convergir para uma candidatura de coalizão, inclusive com o apoio do clã Bolsonaro, ávido por uma futura anistia em caso de condenação paterna e vitória presidencial aliada. Zema e Tarcísio já disseram que assim procederiam com a faixa presidencial no peito.

      Não creio que começar as movimentações levando em consideração a inelegibilidade de Bolsonaro soe indigno, nesta altura do campeonato. A realidade começa a se desenhar, e movimentar-se já é uma necessidade, uma adequação. Há os que estão mais reticentes, não por fidelidade à Bolsonaro, mas certamente para não "queimarem a largada" e começarem a ser atacados precocemente. São estratégias, mas todas elas cientes de que precisam dos eleitores do ex-presidente. Muitos não o abandonam, de fato, mas também não o abraçam efetivamente. É a corda bamba, o meio termo, o jogo de cintura que a política exige.

      No fim das contas, para os presidenciáveis de direita, será conveniente prometer futura anistia para o mito, inclusive para manter o capital eleitoral do Bolsonarismo. E para o clã Bolsonaro, diante do provável cenário que se avizinha, será necessário, ainda que a contragosto, apoiar um destes nomes. 

   Portanto, mover-se, apresentar-se, não torna tais presidenciáveis "ratos", mas sim, pragmáticos, objetivos, racionais. Além do mais, quem acabou fugindo para a terra do Mickey Mouse, não foram os governadores presidenciáveis, se é que me entendem...

* O Eldoradense

18 de ago. de 2025

DJI Avata 2 no Cemitério de carros...

   "Na necrópole automobilística, motores ecoam de uma forma sobrenatural, como se quisessem dar uma arrancada para além de um purgatório onde imperam a ferrugem e o abandono. Que São Cristóvão interceda por estes tristes corpos de lata deteriorada e almas autormentadas. DJI Avata 2 sobrevoando o cemitério de carros..."


* O Eldoradense

16 de ago. de 2025

Resenha literária: "Rubem Braga, duzentas crônicas escolhidas"

   E recentemente eu terminei de ler o livro "Duzentas crônicas de Rubem Braga". E se em leitura concluída, tem resenha literária... Confira!

* O Eldoradense

4 de ago. de 2025

Registros em vídeo da viagem Curitiba/Morretes.

    Depois de nove anos, regressei a Morretes, mas desta vez, fiquei hospedado em Curitiba para "descer a serra" no trem turístico que liga a capital paranaense à região litorânea do estado. Eis os registros cinematográficos deste passeio ferroviário tradicional do turismo nacional. O primeiro concentra imagens aéreas da cidade de Morretes, e o segundo, imagens da viagem de trem. Confiram!




* O Eldoradense

28 de jul. de 2025

Crônica: "A febre do Morango do amor"

  



  Eis que um assunto recente e banal tornou-se tão ou mais propagado  que as tarifas do Trump ou a tornozeleira do Bolsonaro: Refiro-me ao tal "Morango do amor" iguaria que atualmente é febre nas confeitarias e cozinhas afora. Tenho lá minhas razões para não acreditar que o tal doce veio para ficar, sendo mais um meme destes efêmeros, voláteis, que somem na mesma velocidade que surgem. Taí! A novidade frutífero adocidada deveria chamar-se "Morango da paixão",  já que terá a durabilidade de um amor de verão ou de uma paixonite voraz,  repentina.

      Certamente a tal onda tem muito a ver com a cor vermelha e intensa da fruta, potencializada pelo brilho sedutor da calda adocicada. E aí, os olhos curiosos emitem estímulos para o cérebro, que, por sua vez, se comunica com as papilas gustativas salivantes, tornando um pequeno doce algo viral, febril, desejável.

           Minha percepção prévia de que o "Morango do amor" será algo passageiro baseia-se em  duas experiências pessoais do passado: A primeira aconteceu na infância, quando vi em alguma propaganda televisiva, alguém saboreando um morango. Fiquei com muita vontade de experimentar a fruta, que, na década de 80, era rara de se encontrar. E sabe como é: Criança com vontade de comer algo pode ficar febril, portanto, não é bom arriscar. Dei um trabalho danado para o meu pai, que, não sei onde, nem como, acabou encontrando um morango. Na primeira mordida, a decepção com o azedume da fruta. Porém, envergonhado pelo transtorno, fingi que o tal morango estava delicioso. 

      A segunda experiência que me faz sugerir que o "Morango do amor" é algo passageiro, não é pautada no paladar, nas sim, na audição. Nos anos 2000, uma música chamada "Morango do Nordeste" tornou-se hit nas rádios brasileiras, sendo interpretada por quase todo mundo, nos mais variados gêneros. Tinha "Morango do Nordeste" em pagode, sertanejo, forró. Não me surpreenderia se fosse cantada também pelo Pavarotti ou pelo Sepultura. Enfim, coisa de impregnar os tímpanos. Lembro-me de uma viagem que fiz com meu irmão para Aparecida: Tocou "Morango do nordeste" no ônibus, no hotel, no restaurante, no comércio ambulante da cidade. Pensei comigo: Só falta tocarem isso na Basílica, durante a missa! Felizmente, a tal heresia imaginária não aconteceu. "Morango do Nordeste" marcou uma época, mas não tornou-se atemporal, está anos luz de ser comparada a qualquer clássico dos Beatles, do Roberto ou do Raul. 

      Desacredito que o tal "Morango do amor" veio para ficar, como tantos outros doces famosos na culinária brasileira. Não terá a longevidade das cocadas, dos doces de leite ou abóbora, quiçá das  paçocas. Arrisco dizer que não vai superar nem mesmo sua precursora, a "Maçã do amor", esta sim, robusta, capaz de saciar tanto a fome quanto a curiosidade. Não veremos Morangos do amor nem na Feira de Mangaio, muito menos, no tabuleiro da baiana.  

        Aliás, seja sincero: Você consegue imaginar a Eva oferecendo um morango para Adão, numa versão repaginada de Gênesis? A fruta é tão pequena que, se assim fosse, Deus nem consideraria pecado, nem expulsaria o casal do Jardim do Éden, e portanto, não existiria a humanidade para transformar o mimo em meme. Seria um gesto efêmero, repentino, similar ao "Vai ser bom, não foi?",  se é que me entendem... 


* O Eldoradense

Poesias do Eldoradense: "Homenagem ao mirante"

  "Homenagem ao mirante" No alto da minha cidade, Há um imponente mirante; Aguçando a curiosidade, Sobre um passado distante...