10 de ago. de 2013

Em Santa Catarina, 40 baleias-francas são monitoradas por ONG!



 Durante o primeiro sobrevoo de monitoramento, foram avistadas de 40 baleias-francas no litoral de Santa Catarina. A espécie é uma das mais ameaçadas de extinção.
Do total de animais identificados pelo Projeto Baleia-Franca, 15 eram filhotes, número considerado dentro da média para o período. Os pesquisadores também puderam visualizar algumas baleias conhecidas, que estão entre as catalogadas pela ONG ao longo dos 30 anos de pesquisas.

  Uma delas é a "JDot", que tem esse nome por conta da mancha branca em forma da letra "J" no dorso. Com mais de 40 anos, essa baleia já tem sete filhos nascidos em águas brasileiras.A equipe também avistou a baleia que foi vista há cerca de uma semana com um pedaço de rede de pesca na cabeça. Segundo a coordenadora do projeto, Karina Groch, mestre e doutora em biologia animal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ela estava acompanhada pelo filhote e em boas condições de saúde.

Para Paulo Flores, analista ambiental do Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a avistagem de baleias como a JDot" proporciona o registro de longevidade e da taxa reprodutiva das baleias-francas. "São animais importantes para a manutenção da recuperação populacional da espécie no Atlântico Sul Ocidental", afirma.

  Flores ressalta ainda que, mesmo com a ameaça dos enredamentos de baleias, o número de ocorrências não tem comprometido a sobrevivência dos animais.
Para o monitoramento foram percorridos cerca de 200 km do centro-sul catarinense, área que compreende o sul de Florianópolis a Torres, município já localizado no Rio Grande do Sul.

  A região é considerada berçário natural da espécie, que procura as águas calmas e com temperaturas amenas da região não apenas para ter seus filhotes e amamentá-los como também para reprodução. Fonte: Folha.com                 * Para visualizar a imagem em tamanho original, clique sobre a mesma.

7 de ago. de 2013

Texto crítico: "Tucanos, tatus e toupeiras"

Tucano

Tatu


Toupeira

"Tucanos, tatus e toupeiras"

   Em floresta republicana que se preze, não existe mais esse lance de “Rei dos animais”, pois isso é coisa do regime imperial. A bicharada, nas florestas republicanas, é eleita através do voto direto, e quem conseguir a maioria absoluta no pleito, ocupa o cargo executivo ao qual foi eleito. Portanto, é possível que o prefeito seja de uma espécie, o governador de outra, e o presidente, de uma terceira. Enfim, estas são as características da floresta republicana democrática. Na província mais próspera da selva, conhecida por “Locomotiva”, os tucanos estão no comando há um bom tempo. Muitos acreditam que eles estão acima de qualquer suspeita, mas sinceramente, eles nunca me enganaram. 

   Há quem diga que certa vez, um tucano quis aumentar o número de túneis subterrâneos na floresta, com intuito de tornar mais ágil a mobilidade da bicharada. A ave bicuda então resolveu contratar os serviços da espécie que possui maior conhecimento técnico para a realização de obras desta natureza: os tatus.

   Como na república democrática florestal é exigido o processo licitatório para o início dos trabalhos, diferentes grupos de tatus se ofereceram para realizar a empreita pelo menor preço. O tatu-bola ofereceu um valor, o tatu-galinha outro, e o tatupeba, um terceiro. Mas canastrão que é, o tatu-canastra propôs a formação de um cartel, onde os preços seriam elevados e muito parecidos. Posteriormente, os tatus perdedores da licitação seriam contratados pelo grupo vencedor, prosseguindo com as obras, então superfaturadas. E assim foi feito, muito provavelmente com o conhecimento e a participação dos tucanos nos lucros ilegais do esquema.

   Quase vinte anos depois, eis que perdigueiros estão na cola de tatus e tucanos. O tatu-canastra, canastrão que é, prometeu colaborar com as investigações em troca de não ser punido, em um trâmite conhecido juridicamente como delação premiada. O tucano, bom de bico que é, jura não saber do ocorrido, e diz que exigirá na justiça o ressarcimento dos cofres da província, movendo um processo contra tatus empreiteiros e servidores toupeiras, que promoveram a viabilidade burocrática do trâmite.

    Como na nossa floresta republicana democrática sempre prevalece a “lei da selva”, que geralmente beneficia os mais fortes e influentes, pergunto: Será que a justiça punirá apenas as humildes toupeiras?


                                                 * O Eldoradense

4 de ago. de 2013

Clipe internacional de hoje: "Beatiful Day", com o U2


"Beatiful day" - (Lindo dia) - U2

O coração é uma flor
Que brota no chão rochoso
Mas não há nenhum quarto,
Nenhum lugar para alugar nesta cidade

Você está sem sorte
E o motivo que você tinha para se preocupar
O trânsito engarrafou
E você não está indo a lugar algum

Você achou que havia encontrado um amigo
Para lhe tirar deste lugar
Alguém a quem você pudesse dar uma força
em troca de misericórdia

É um lindo dia
O céu desaba, e você sente que
É um lindo dia
Não deixe ele escapar

Você está na estrada
Mas não tem destino
Você está na lama,
No labirinto da imaginação dela

Você ama esta cidade,
Mesmo que isso não soe verdadeiro
Você conhece ela inteira,
E ela conhece você por inteiro

É um lindo dia
Não deixe ele escapar
É um lindo dia

Toque-me,
Leve-me para aquele outro lugar
Ensine-me,
Eu sei que não sou um caso perdido

Veja o mundo em verde e azul
Veja a China bem na sua frente
Veja os canyons rasgados por nuvens
Veja o cardume de atum limpando o mar
Veja as fogueiras beduinas à noite
Veja os campos de petróleo à primeira luz e,
Veja o pássaro com um ramo no bico
Depois da enchente todas cores apareceram.

Era um lindo dia
Não deixe ele escapar
Lindo dia

Toque-me,
Leve-me para aquele outro lugar
Alcance-me,
Eu sei que não sou um caso perdido

O que você não tem, você não precisa agora
O que você não sabe você pode sentir de alguma forma
O que você não tem você não precisa agora
Você não precisa agora

Foi um lindo dia...

29 de jul. de 2013

Piada de segunda: "O lenhador porreta!"


"O lenhador porreta"

  O sujeito chega em uma entrevista para uma empresa desmatadora que irá prestar serviços na Amazônia, dizendo ser o melhor lenhador do mundo. O entrevistador, então pergunta:

   - Onde o senhor trabalhou antes?
   - No Saara!
   -Ora, mas lá é um deserto?!
   -Então...ficou assim depois que eu desmatei lá! 

28 de jul. de 2013

Clipe de hoje: "Busca vida", com os Paralamas do Sucesso


"Busca vida" - Paralamas do Sucesso

Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
E os meus passos, nunca mais serão iguais

Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado no espaço. 
E volto sem olhar pra trás

No escuro do céu
Mais longe que o sol
Perdido num planeta abandonado
No espaço...

Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim

Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
No espaço e volto sem olhar pra trás...

25 de jul. de 2013

"Folclore, medos e causos"



“Folclore, medos e causos”

  Quem nunca ouviu uma história intrigante sobre assombrações, lendas ou personagens do rico folclore brasileiro contada por um antepassado? Quem nunca se deliciou com uma narrativa descrita com riqueza de detalhes e com uma convicção tamanha que fazia acreditar que tudo aquilo era uma realidade fantasiosa ou uma fantasia real? Se alguém que lê este texto não teve oportunidade de ser ouvinte de um “causo” desta natureza, afirmo: não sabe o que perdeu!

  Em um país com uma cultura popular tão rica e em que até metade do século passado possuía uma população predominantemente agrária, elementos propícios para a proliferação de causos envolvendo personagens assombrosos não faltavam: o ambiente rural, a falta de energia elétrica, o pouco grau de escolaridade das pessoas, bem como o hábito de conversar nas noites silenciosas, alimentavam as especulações sobre a existência de lobisomens, sacis, curupiras, mulas-sem-cabeça e tantos outros personagens folclóricos e fictícios.

  É, eu sei, tudo isso hoje parece ser uma grandiosa bobagem. Mas era muito gostoso ouvir tais histórias contadas pelos mais velhos e depois dormir amedrontado, só com os olhos para fora do cobertor, arrepiando-se com o barulho de um gato inoportuno sobre o telhado ou com o cantar de uma coruja agourenta. Era legal saber que nossos antepassados ingênuos tinham seus medos abstratos aumentados durante os quarenta dias do ano que correspondiam à “Quaresma”. Medo caipira, medo matuto, que no máximo assustava, mas que na prática, não fazia mal a ninguém.

  Já ouvi algumas histórias bacanas: desde matilhas que corriam à noite pelas estradas de terra até luzes brancas noturnas, que rompiam misteriosamente a escuridão das pastagens, como se fosse um flash disparado do além. Já me contaram sobre pessoas que ouviam choro de recém- nascido onde não havia bebê algum, como também um relato sobre pedras que flutuavam, saídas das paredes de barro de uma casa situada no pé da Serra do Cariri, no Ceará.

  Enfim, houve uma época em que pessoas muitas vezes não alfabetizadas verbalizavam histórias de forma tão marcante que parecíamos visualizar o cenário dos causos em nossas mentes, como quem assiste a um filme de suspense sutil e de autêntica origem cabocla. E você, conhece algum causo deste tipo? Conta aí, vai!


* O Eldoradense

22 de jul. de 2013

Piada de segunda: "Varzeano em Portugal"


"Varzeano em Portugal"
   Jogo duro em um campinho de várzea português. Lá pelas tantas, sai um escanteio, e o gandula sacana, coloca uma pedra redonda junto à bandeirinha, substituindo a bola. O cobrador do escanteio faz o cruzamento, cai no chão, geme pra caramba, mas em seguida, gargalha compulsivamente. O companheiro de equipe, sem entender nada, pergunta:
    - Manoel, você quebrou o pé chutando aquela rocha, por que está dando tantas risadas, oh pá?
    - Oh raios! Estou a rir do nosso companheiro que fez o golaço de cabeça!

Crônica: "Tetos de vidro"

         Imagine, caro leitor, dois hotéis vizinhos. O primeiro é cinco estrelas, o maior de todos. O hotel ao lado, por sua vez, tem três e...