20 de jun. de 2026

A conversa chegou na Copa: "O campeão voltou!"

   


    E ontem, na terra de Rock Balboa, também conhecida como Filadelfia, a seleção brasileira venceu, por 3x0, os caribenhos do Haiti. Venceu com propriedade, como precisava ser, assumindo a liderança do grupo, que até então, estava nas mãos dos marroquinos, que haviam vencido os escoceses, minutos antes, pela contagem mínima. 

  A seleção brasileira assume o topo do grupo beneficiada pelo critério de desempate, o saldo de gols, e fechará a primeira fase contra a Escócia, que, mesmo perdendo, deu trabalho para a seleção do Marrocos. Portanto, na última rodada, a seleção canarinho tem tudo para encontrar uma certa dificuldade. Dificuldade esta que não aconteceu contra o Haiti. O Brasil "passeou" no primeiro tempo, talvez mais pela fragilidade do adversário do que propriamente pela suas próprias virtudes. Matheus Cunha deu um recado convincente à Ancelotti na busca pela titularidade e Vini Jr. tem feito uma excelente Copa, obrigado. Sinceramente, eu achei que seria sofrido novamente, o que, felizmente, não aconteceu.

      No segundo tempo houve mais alterações na equipe e o futebol dos canarinhos ficou menos vistoso. Há quem se decepcionou por isso, mas ficou nítido que a seleção brazuca tirou o pé, se poupando para o embate final da primeira fase na próxima quarta-feira.

      Se na primeira rodada a apatia e desconfiança tomaram conta da torcida brasileira, é fato que na segunda rodada o otimismo reacendeu entre os mais eufóricos. Tal qual Rock Balboa na escadaria do museu da Filadélfia, a seleção atingiu sua própria superação, mostrando que o campeão voltou, e não foi à lona, como muitos poderiam ter pensado. Porém, é fato que ainda faltam muitas lutas para a conquista máxima. Enfim, se o Brasil vai ser campeão, é outra história, mas que o campeão voltou, voltou!!


* O Eldoradense

17 de jun. de 2026

A conversa chegou na Copa: "França e Argentina dividindo o protagonismo"

  





  Quase finalizando a primeira rodada da fase de grupos na Copa e praticamente todos os campeões mundiais já estrearam, salvo os inventores do esporte bretão, a Inglaterra, que enfrentará a sempre difícil seleção croata. É prematuro analisar antecipadamente, mas o futebol inglês nunca me empolgou: Entram sempre como um dos favoritos e raramente correspondem. Portanto, ainda que vençam, creio que dificilmente os ingleses superem franceses e argentinos no desempenho futebolístico da primeira rodada.

  Levando-se em consideração o seleto grupo de campeões mundiais, eu não deveria desprezar os alemães, que, além de serem tetracampeões, aplicaram outro sonoro 7x1. Mas convenhamos: Não sei se golear Curaçao serve de parâmetro qualitativo e prenúncio de favoritismo.

     E é nas finalistas da última Copa que os holofotes do bom futebol parecem ter seu foco: A França de Mbappé e a Argentina de Messi foram convincentes em campo, com direito ao protagonismo dos seus grandes craques. Azar dos africanos de Senegal e Argélia. 

        É fato que os Les bleus, no primeiro tempo contra o Senegal, não agradaram. Até houve uma expectativa de que talvez os senegaleses pudessem aplicar uma zebra. Mas no segundo tempo, os franceses viraram a chave de voltagem e colocaram a suposta zebra para correr. Abriram um convincente dois a zero, tomaram um gol nos acréscimos e Mbappé ampliou com a propriedade dos craques que chamam para si a responsabilidade. A atual vice-campeã mundial é claramente uma das grandes favoritas ao título. Nova Jersey foi testemunha. 

      Mais tarde, em Kansas, a Argentina precisava dar uma resposta à altura dos franceses. E particularmente, na minha modesta opinião, fez mais que isso: Os portenhos trituraram a seleção da Argélia, aplicando um sonoro e inquestionável 3x0, com direito a hat-trick de Messi, que igualou-se ao alemão Klose na artilharia histórica de todas as Copas, com 16 gols. Ofuscou também Mbappé, que havia feito dois, poucas horas antes.

       Os argentinos mais uma vez lavaram a alma do futebol sul- americano, que até então, não havia vencido neste mundial. Carimbaram o favoritismo com propriedade e belíssima apresentação, dividindo, ao meu ver, o protagonismo junto aos franceses, porém, com uma ligeira vantagem.

        É cedo cravar qualquer prognóstico, pois até o caminho da finalíssima, muita coisa pode acontecer. Mas seguindo os mais prováveis cruzamentos de grupos, argentinos e franceses só duelariam numa final, reeditando Catar 2022, quando fizeram aquela que foi a maior decisão da história das Copas. Ainda é a primeira rodada, e até a final em Nova Jersey, muita água vai rolar por baixo da ponte do Rio Hudson. Porém, tanto os bleus quanto os albicelestes mostraram que não estão para brincadeira!


* O Eldoradense

15 de jun. de 2026

A conversa chegou na Copa: "Um a um contra o Marrocos"

  



   Brasil 1x1 Marrocos. A estreia brasileira na Copa 2026 limitou-se a um empate com a contagem mínima de gols diante de uma seleção africana cujo futebol evoluiu muito nas últimas décadas. Há de se levar em consideração que os marroquinos ficaram na quarta colocação na última Copa, em 2022, no Catar, bem como sagraram-se campeões no último Mundial sub-20, realizado no Chile. Não bastassem os recentes êxitos, o país será uma das sedes da próxima Copa do Mundo, em 2030, ao lado de Portugal e Espanha. 

   Mas a escalada marroquina, ao meu ver, teve seu passo inicial no Mundial de Clubes da Fifa, em 2013, quando o Raja Casablanca eliminou o Atlético Mineiro nas semifinais e sucumbiu diante do tradicional Bayern de Munique na finalíssima, ficando com o vice-campeonato.

     Aos olhos do torcedor mais alienado, empatar com o Marrocos na estreia pode ser decepcionante, levando-se em conta o resultado. Mas, como citado nos parágrafos acima, os marroquinos tinham tudo para ser "páreo duro", como realmente foram. O resultado, em si, até que não foi dos piores,  mesmo porque no último jogo entre ambas as seleções, em Tânger, no Marrocos, os donos da casa venceram por 2x1, em 2023. 

    O problema, logo, não foi o empate, e sim como ele aconteceu: a seleção brasileira mostrou muita limitação técnica, desorganização, desentrosamento, apatia. Ficou longe de empolgar o torcedor, salvo em dois momentos:  O primeiro em que Vini Jr tirou um canarinho da gaiola e igualou o placar, aos 31 minutos da etapa inicial. O segundo foi num voleio de Paquetá, que quase culminou numa virada brazuca. 

    Fora isso, foram inúmeros erros de passes, ligações diretas, pouca criatividade e alguns sustos, como na defesa em dois tempos do goleiro Alisson, nos minutos finais da partida.

      Com isso, a seleção brasileira soma um ponto, ficando na terceira colocação do grupo C na Copa. Certamente se classificará para a fase eliminatória, porque o regulamento permite que os oito melhores terceiros colocados avancem. O problema é depois: Com tamanha limitação técnica e tática, é bem difícil acreditar no hexacampeonato, quiçá numa campanha digna. Para isso, seria necessário retirar um bando de canarinhos da gaiola. E Carlo Ancelotti é um bom técnico, mas está longe de ser mágico. 

    Dito isso, finalizo o texto já adiantando que outros virão durante a competição: Pois se a conversa não chegou na cozinha, ao menos chegou na Copa!

* O Eldoradense   

9 de jun. de 2026

Imagens aéreas do último feriado de Corpus Christi, em Piquerobi

  E na tarde do feriado de Corpus Christi, em Piquerobi, realizei algumas imagens aéreas com o Mini 3 Pro. Festa religiosa bonita e tradicional do município vizinho que costuma receber, nesta data, muitos visitantes. Confira...


* O Eldoradense

3 de jun. de 2026

Comentário: "Brasil 70 - A saga do tri", da Netflix...

 



   No momento em que escrevo este texto, faltam dez dias para a estreia da seleção brasileira diante do Marrocos, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Levando-se em consideração que o maior evento futebolístico do planeta será realizado em três países, e que, em dois deles a seleção nacional sagrou-se campeã (México 70 e EUA 94), o cenário teria tudo para ser de otimismo. Mas não. Qualquer torcedor mais sóbrio percebe que a seleção não está no nível das principais potências futebolísticas, quiçá do adversário da primeira partida, o Marrocos, para qual perdeu um amistoso há três anos pelo placar de 1x2. 

   Não que seja um time ruim. Mas é um time que carece de craques que desequilibram, fator que conta muito a favor para se vencer uma competição dificílima. Para o torcedor que está apático e desconfiado, é necessário uma espécie de energético, um doping de otimismo,  e eu acho que encontrei o tal entorpecente necessário para ao menos, sonhar acordado com o hexa: A série da Netflix "Brasil 70 - A saga do Tri"

      De antemão, qualquer crítico diria que por se tratar de uma ficção que mexe com a memória afetiva do telespectador, a obra nem precisa de tanto esmero para ser um sucesso, pois a mesma já tende a obter êxito por tratar daquela que provavelmente tenha sido a maior conquista do esporte brasileiro em todos os tempos.

    Porém, a série é mais que isso, ainda que não seja perfeita: As interpretações de Rodrigo Santoro (João Saldanha) e Bruno Mazzeo (Zagallo) são impactantes, e até mesmo o ator que interpretou Pelé (Lucas Agrícola) é surpreendente. Marcelo Adnet interpreta Eusébio, um narrador de futebol que divide a cabine de transmissão com Saldanha, o comentarista. A série também explora o contexto histórico e político da época, o auge da ditadura militar durante o governo Médici, que tentava, a todo custo, usar a seleção brasileira como veículo de propagação do regime no intuito de alienar a população.

     Mas o que mais impressiona, ao meu ver, é a fotografia: As imagens dos estádios onde se passam os jogos, contando já com o recurso da inteligência artificial, reproduzindo a atmosfera dos torcedores nas arquibancadas, são bem convincentes. E o que é mais difícil de tudo: Reproduzir de forma fidedigna as jogadas e dribles dos jogos imortalizados por uma seleção vencedora. Os produtores audiovisuais da série foram incrivelmente exitosos neste sentido.

     Por motivos óbvios, me emocionei ao assistir à série. É como se eu matasse saudades de algo que não vivi, pois sou nascido em 1977. É como se a série tivesse me dado o privilégio de ser uma das testemunhas daquela que o mundo considera a maior e melhor seleção de todos os tempos.

       Durante a semifinal contra o Uruguai, Zagallo, em uma cena emblemática, faz uma preleção enérgica no vestiário durante o intervalo, motivando os jogares brasileiros rumo à vitória. Se a série não me trouxe o otimismo enquanto torcedor, ao menos retomou a consciência de que, independente de prognósticos provavelmente desfavoráveis, é quase que obrigatório torcer, tentar enviar energia positiva e quem sabe, fazer o improvável acontecer. Afinal, torcedor sem fé não é torcedor: É espectador, é testemunha!

* O Eldoradense

28 de mai. de 2026

Comentário: "Romeu e Ronaldo?"

 



"Com destino a Goiás, deixei Minas Gerais"...

 A primeira versão da música "Boiadeiro errante" foi gravada em 1959 pela dupla Liu e Léu. A música é um clássico do cancioneiro sertanejo raiz do Brasil, e talvez tenha se tornado ainda mais imortalizada na voz de Sérgio Reis. Na letra, a vida de um boiadeiro desgostoso que anda pelas estradas rurais do país, sendo que no principal refrão da música são citados dois importantes Estados da Federação brasileira: Minas Gerais e Goiás.

  Ambos Estados que recentemente foram chefiados por dois presidenciáveis que ontem ensaiaram uma possível fusão de suas candidaturas numa única chapa: Romeu Zema encabeçando a mesma e Ronaldo Caiado de vice. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com uma riqueza histórica e cultural gigantescos, industrializado na região do Triângulo mineiro e com grande potencial do agronegócio no interior. Goiás, por sua vez, situado no coração do país, tem uma população bem menor, mas sua relevância econômica vem ganhando pujança por conta da economia agroexportadora e também da agroindústria.

   Aliados do PSD e do Novo dizem que a possível chapa é improvável. Mas mediante as denúncias de uma suposta ligação de Flávio Bolsonaro com o "irmãozão" Vorcaro, a dupla parece estar aos poucos querendo se desgarrar do Bolsonarismo raiz. 

       Não seria uma tarefa fácil, levando-se em consideração que o país parece viver mesmo uma polarização cuja dissolução parece inimaginável, mas não deixa de ser uma alternativa para o eleitor destro menos extremista, mais preocupado com a pauta do liberalismo econômico do que com a pauta dos costumes e do conservadorismo.

     Ao meu ver, a dupla Romeu e Ronaldo dificilmente vai adquirir capital político para sequer incomodar Lula e Flávio em 2026. Mas para 2030, poderia se apresentar como alternativa mais consolidada, independente de vitória do Lulopetismo ou do Bolsonarismo neste ano. Enquanto eleitor do espectro esquerdista, eles não teriam meu voto, mas numa hipotética disputa entre a centro direita e o Bolsonarismo, prefiro um pão de queijo recheado com pequi ao licor de detergente.

    Romeu e Ronaldo podem sim protagonizar uma aliança envolvendo Minas e Goiás, sem necessariamente ter que tocar a boiada, tal qual um boiadeiro errante, se é que me entendem...


* O Eldoradense

26 de mai. de 2026

Fotografias aéreas: Futura creche e AME, no prolongamento da Avenida D Pedro ll

     Em Presidente Venceslau está em andamento duas importantes obras realizadas pelo Poder Público no prolongamento da Avenida D Pedro ll: A primeira é uma creche municipal, e a segunda o AME (Ambulatório Médico Estadual). Os trabalhos estão sendo feitos a todo o vapor e o Mini 3 Pro fez a captação das imagens aéreas das mesmas. Confira...


 


Imagem aérea da futura creche municipal no prolongamento da Av. D Pedro ll




Imagem aérea das obras do AME (Ambulatório médico de especialidades), também no prolongamento da Av. D Pedro ll


* O Eldoradense

A conversa chegou na Copa: "O campeão voltou!"

            E ontem, na terra de Rock Balboa, também conhecida como Filadelfia, a seleção brasileira venceu, por 3x0, os caribenhos do Haiti...