5 de jul. de 2026

Letra de música para a Copa: "Canarinho, fuja da gaiola!"

 



"Canarinho, fuja da gaiola!"


 Canarinho, fuja da gaiola!

Voando sem cansaço;

E no planeta bola...

Reconquiste seu espaço!


Canarinho penta,

Busque o troféu;

Vai lá, arrebenta...

Alcança teu céu!


Nos gramados nortistas,

Deixe a massa perplexa;

Reviva conquistas,

Traga o Hexa!


Com penas amarelas,

Mas sem pena de ninguém;

Sem choro, nem velas...

Mostre quem é quem!


Drible, gingue, dê carrinho,

Cante com raça!

Vai lá, canarinho!

Levanta mais uma taça!


E na constelação do cruzeiro,

Eu já posso vê-la!

Em meu peito brasileiro...

Nascerá a sexta estrela!


              * O Eldoradense                       

A conversa chegou na Copa: "Depois da tempestade, virá a bonança?"

  



  Em junho de 2020, escrevi um conto dividido em três capítulos narrando um embate  entre Thor e Tupã reivindicando a divindade sobre as tempestades e trovões. O plano foi arquitetado por Loki, o Deus da trapaça, que sabendo que havia um Deus do Trovão no hemisfério sul, mais precisamente em Pindorama, instigou o irmão Thor a confrontar o rival das terras austrais. 

  No terceiro e último capítulo, Deus, o nosso Criador, interveio na batalha, colocando as duas divindades pagãs em seus devidos lugares e finalizando a incidência das batalhas que se sucediam sempre no Triângulo das Bermudas, justificando, através da ficção, a instabilidade energética daquela região, onde aconteciam vários naufrágios e desaparecimentos de aeronaves até no século passado.

     O conto era uma metáfora à difusão quase que global do Cristianismo ante a religiões e culturas locais, neste caso, em específico, no Brasil e nos países nórdicos.

     Hoje, em Nova Yorque, jogam pela Copa do Mundo Brasil x Noruega. É uma versão futebolística do embate que imaginei há seis anos. Coincidência ou não, há previsões de severas tempestades durante o jogo, e a FIFA já tem alertado a todos sobre esta possibilidade. 

    Tenho quase que certeza que Haaland é a reencarnação mortal de Thor. Para o nosso lado, resta torcer para que os brasileiros invoquem o espírito guerreiro de Tupã. No fim do conto escrito em 2020, o Deus do Cristianismo saía-se vencedor ante às divindades pagãs, apaziguando a tempestade. Somos mais Cristãos que os noruegueses, e espero que depois da tempestade, venha a bonança...


* O Eldoradense



30 de jun. de 2026

"A conversa chegou na Copa" : "Festa na Ponte da Amizade"!

 



      Ah, que segunda-feira de Copa do Mundo maravilhosa foi esta, hein, amigo leitor!? Escrevo este texto com a garganta rouca e o coração louco por conta de tantas emoções positivas proporcionadas pelos acontecimentos futebolísticos recentes ocorridos em solo norte-americano! 

    Comecemos pelo sofrido Brasil x Japão: Tá, eu imaginava que fosse difícil, mas daí a supor que fosse uma virada  sacramentada nos últimos minutos de jogo, não! Jogo pegado, digno de nervosismo e um final épico, justificado muito mais pela transpiração do que pela inspiração. Sim, o triunfo foi ocasionado pela superação, pelo coração pulsando na ponta das chuteiras, pela adrenalina, pela garra. 

     Eu, que não curto falar palavrões, emiti tantas palavras de baixo calão que deixaria embasbacados Dercy Gonçalves e Ari Toledo bêbados, numa conversa de boteco. Borra, baralho, filhos da luta, acaba logo com esta crosta! Perdão, mãe, sei que não foi esta a educação que a senhora me deu, eu bem que queria assistir ao jogo na minha casa, mas é chato recusar convite materno. Peço desculpas, foi mal, mas foi por uma boa causa, creio que compreenda. Estou quase começando a ficar otimista e arranhando um pouco de crença no hexa, sinceramente!

     O segundo ato veio num duelo entre arianos imponentes e guaranis aguerridos: Alemães e paraguaios duelaram em Boston, e eu só não intitulo o jogo como "A batalha de Boston" porque não teria uma sonoridade agradável. Mas os nossos vizinhos abriram o placar, cederam o empate aos germânicos, e a partir daí, o que se viu foi uma blitz ostensiva europeia, com poucas chances de contra-ataques porque era visível o extremo cansaço paraguaio. Veio a prorrogação, a persistência do empate e a heroica classificação guarani diante dos tetracampeões mundiais. Em meus devaneios, imaginei Solano Lopez dançando guarânia na cara de Hitler, que por sua vez, bebia cerveja adulterada com erva mate no lugar da cevada. Foi tão bom quanto ver o Brasil vencer minutos antes, em Houston.

        E em novo devaneio, imaginei uma festa muito bonita reunindo brasileiros e paraguaios sobre a Ponte da Amizade: Cantos eufóricos misturando o português e o espanhol num êxtase bilíngue, com o Rio Paraná lavando a alma de dois vizinhos sofridos, que têm no futebol uma grande paixão em comum...


* O Eldoradense

27 de jun. de 2026

A conversa chegou na Copa: "Não se faz mais torcedores como antigamente"...

  

     Final de jogo contra a Escócia, vitória brasileira garantindo o primeiro lugar no grupo C na Copa e consequente classificação para a fase seguinte do torneio. A peleja terminou por volta das 21 horas, numa gélida noite de inverno do interior paulista.

  Independente à temperatura, creio eu, era obrigação do torcedor venceslauense invadir a principal avenida da cidade numa comemoração patriótico-futebolística. Afinal, já foram feitas carreatas patrióticas em nossa cidade por motivos bem mais duvidosos. Mas enfim, isso não vem ao caso, o assunto aqui é futebol e não irei perder o foco.
 
    Pego o carro na expectativa de ver um monte de gente agasalhada na avenida, um buzinaço daqueles e a comemoração comendo frouxa pelo triunfo de Ancelotti e seus pupilos. Mas não foi o que aconteceu! Meia dúzia de carros buzinavam timidamente, não tinha quase ninguém nas ruas e a coisa ficou por isso mesmo, não engrenou. Não parecia em nada com o cenário de outras Copas, outros invernos, outras épocas. O torcedor exige garra dos jogadores, mas ele mesmo já não faz aquele sacrifício ritualístico incondicional e comemorativo pós jogos da seleção.
   
     Acreditem: Se é na Argentina, qualquer mísera vitória contra qualquer adversário sem tradição certamente rende comemorações eufóricas na Patagônia ou em Bariloche. Mas o torcedor venceslauense, definitivamente, já foi mais animado.  Foi-se o tempo eu que triunfos futebolísticos eram comemorados em frente a um bar cujo nome tinha tudo a ver com inverno: O tradicional Bar Pinguim!

     E falando em bar, eu me lembro da Copa de 94: Eu, meu irmão e um amigo inventamos que uma bebida composta de licor de menta e Fanta daria sorte para o Brasil no torneio. Comprávamos sempre os ingredientes num bar na esquina da Tenente Osvaldo Barbosa com a Regente Feijó.  Isso passou a ser um ritual para comemorar o resultado do último jogo e dar sorte para o próximo. O paladar da bebida era uma lástima, mas o aspecto cromático verde amarelo no copo era bem patriota. Não tomaríamos vinho em hipótese alguma, afinal, nossa bebida da sorte jamais seria vermelha! Desculpem-me, olha eu novamente perdendo o foco...

   Mas enfim, eu tenho certeza que o Brasil sagrou-se tetracampeão por conta daquela mistureba composta por licor de menta e Fanta. Foi por causa dela que Baggio bateu aquele pênalti ridículo, não tenho dúvidas! 
 
       A depender do ânimo dos torcedores venceslauenses, acho difícil o hexa acontecer. Não se ganha uma Copa sem sacrifício ritualístico comemorativo contundente e coletivo. Não dá pra ficar cobrando empenho do Neymar se depois do jogo ninguém vai às ruas, limitando-se às postagens nas redes sociais, cobertores, pipoca e sofá. Não dá pra ficar em casa com medo de gripezinha. Depois que a seleção for eliminada, não adianta ficar de "Mi mi mi!". Desculpem, olha eu novamente perdendo o foco...

         * O Eldoradense

23 de jun. de 2026

A conversa chegou na Copa: "Pelé ou Messi?"

 


 

 "Só sei que nada sei" - Sócrates


 Eu não me lembro exatamente o ano, mas durante o início da carreira futebolística de Messi, escrevi um texto dizendo que o argentino poderia alcançar a hegemonia de Pelé no futebol. Lembro-me que os comentários foram, em sua maioria, discordantes.

   Mais de uma década depois, o craque hermano conquistou sua primeira copa, está jogando seu sexto mundial e se tornou o maior artilheiro da história da competição, alcançando 18 gols. E vejam bem: Atualmente eu tenho a sincera humildade em admitir que não tenho um posicionamento firmado sobre quem é o maior jogador de futebol de todos os tempos.

      Penso que há alguns anos, o debate ainda soava como heresia, hoje, não mais. Ex-jogadores brasileiros e torcedores conterrâneos que viram os dois jogarem, em sua maioria, citam a superioridade do homem que eternizou a camisa número 10.

      Li muito sobre Pelé, ouvi muito sobre o Rei, devorei tudo o que fosse possível de material audiovisual a respeito. Mas sei que não é o suficiente, e quem viu Pelé e Messi jogarem certamente tem uma opinião mais respaldada, com maior autoridade em opinar. 

      Mas às vezes me questiono o quanto tem de passionalidade nas opiniões, o quanto o coração pode estar falando mais alto que a razão nas conclusões a respeito de um debate complicado, levando-se em consideração os desencontros de natureza cronológica e geracional entre ambos os craques. 

      Ronaldo, o Fenômeno, tem a autoridade de um exímio futebolista para discorrer sobre o assunto. E ele disse que na sua opinião, Messi foi o maior. Foi criticado por isso. Sua fala soou quase como um sacrilégio, e sinceramente, não vejo como tal. Sim, eu sei, a fala de Ronaldo tem a desvantagem dos que não viram ambos jogarem, mas... Será que a dúvida é tão descabida assim?

    A única certeza que tenho é que ambos foram brilhantes, e só os dois estão no protagonismo da discussão, nenhum outro. Ambos levaram as carreiras à sério, e não foram apenas jogadores, mas também atletas. A discussão está em pauta, e ela é pertinente, deixando de ser algo impensável, como em tempos atrás. 

     Enquanto santista e brasileiro, tinha tudo para sustentar de forma quase intocável, a condição hegemônica de Pelé. E reitero: A única certeza que tenho, atualmente, quanto ao assunto, é a convicção da dúvida... "Só sei que nada sei!"


* O Eldoradense


20 de jun. de 2026

A conversa chegou na Copa: "O campeão voltou!"

   


    E ontem, na terra de Rock Balboa, também conhecida como Filadelfia, a seleção brasileira venceu, por 3x0, os caribenhos do Haiti. Venceu com propriedade, como precisava ser, assumindo a liderança do grupo, que até então, estava nas mãos dos marroquinos, que haviam vencido os escoceses, minutos antes, pela contagem mínima. 

  A seleção brasileira assume o topo do grupo beneficiada pelo critério de desempate, o saldo de gols, e fechará a primeira fase contra a Escócia, que, mesmo perdendo, deu trabalho para a seleção do Marrocos. Portanto, na última rodada, a seleção canarinho tem tudo para encontrar uma certa dificuldade. Dificuldade esta que não aconteceu contra o Haiti. O Brasil "passeou" no primeiro tempo, talvez mais pela fragilidade do adversário do que propriamente pela suas próprias virtudes. Matheus Cunha deu um recado convincente à Ancelotti na busca pela titularidade e Vini Jr. tem feito uma excelente Copa, obrigado. Sinceramente, eu achei que seria sofrido novamente, o que, felizmente, não aconteceu.

      No segundo tempo houve mais alterações na equipe e o futebol dos canarinhos ficou menos vistoso. Há quem se decepcionou por isso, mas ficou nítido que a seleção brazuca tirou o pé, se poupando para o embate final da primeira fase na próxima quarta-feira.

      Se na primeira rodada a apatia e desconfiança tomaram conta da torcida brasileira, é fato que na segunda rodada o otimismo reacendeu entre os mais eufóricos. Tal qual Rock Balboa na escadaria do museu da Filadélfia, a seleção atingiu sua própria superação, mostrando que o campeão voltou, e não foi à lona, como muitos poderiam ter pensado. Porém, é fato que ainda faltam muitas lutas para a conquista máxima. Enfim, se o Brasil vai ser campeão, é outra história, mas que o campeão voltou, voltou!!


* O Eldoradense

17 de jun. de 2026

A conversa chegou na Copa: "França e Argentina dividindo o protagonismo"

  





  Quase finalizando a primeira rodada da fase de grupos na Copa e praticamente todos os campeões mundiais já estrearam, salvo os inventores do esporte bretão, a Inglaterra, que enfrentará a sempre difícil seleção croata. É prematuro analisar antecipadamente, mas o futebol inglês nunca me empolgou: Entram sempre como um dos favoritos e raramente correspondem. Portanto, ainda que vençam, creio que dificilmente os ingleses superem franceses e argentinos no desempenho futebolístico da primeira rodada.

  Levando-se em consideração o seleto grupo de campeões mundiais, eu não deveria desprezar os alemães, que, além de serem tetracampeões, aplicaram outro sonoro 7x1. Mas convenhamos: Não sei se golear Curaçao serve de parâmetro qualitativo e prenúncio de favoritismo.

     E é nas finalistas da última Copa que os holofotes do bom futebol parecem ter seu foco: A França de Mbappé e a Argentina de Messi foram convincentes em campo, com direito ao protagonismo dos seus grandes craques. Azar dos africanos de Senegal e Argélia. 

        É fato que os Les bleus, no primeiro tempo contra o Senegal, não agradaram. Até houve uma expectativa de que talvez os senegaleses pudessem aplicar uma zebra. Mas no segundo tempo, os franceses viraram a chave de voltagem e colocaram a suposta zebra para correr. Abriram um convincente dois a zero, tomaram um gol nos acréscimos e Mbappé ampliou com a propriedade dos craques que chamam para si a responsabilidade. A atual vice-campeã mundial é claramente uma das grandes favoritas ao título. Nova Jersey foi testemunha. 

      Mais tarde, em Kansas, a Argentina precisava dar uma resposta à altura dos franceses. E particularmente, na minha modesta opinião, fez mais que isso: Os portenhos trituraram a seleção da Argélia, aplicando um sonoro e inquestionável 3x0, com direito a hat-trick de Messi, que igualou-se ao alemão Klose na artilharia histórica de todas as Copas, com 16 gols. Ofuscou também Mbappé, que havia feito dois, poucas horas antes.

       Os argentinos mais uma vez lavaram a alma do futebol sul- americano, que até então, não havia vencido neste mundial. Carimbaram o favoritismo com propriedade e belíssima apresentação, dividindo, ao meu ver, o protagonismo junto aos franceses, porém, com uma ligeira vantagem.

        É cedo cravar qualquer prognóstico, pois até o caminho da finalíssima, muita coisa pode acontecer. Mas seguindo os mais prováveis cruzamentos de grupos, argentinos e franceses só duelariam numa final, reeditando Catar 2022, quando fizeram aquela que foi a maior decisão da história das Copas. Ainda é a primeira rodada, e até a final em Nova Jersey, muita água vai rolar por baixo da ponte do Rio Hudson. Porém, tanto os bleus quanto os albicelestes mostraram que não estão para brincadeira!


* O Eldoradense

Letra de música para a Copa: "Canarinho, fuja da gaiola!"

  "Canarinho, fuja da gaiola!"   Canarinho, fuja da gaiola! Voando sem cansaço; E no planeta bola... Reconquiste seu espaço! Canar...