Em junho de 2020, escrevi um conto dividido em três capítulos narrando um embate entre Thor e Tupã reivindicando a divindade sobre as tempestades e trovões. O plano foi arquitetado por Loki, o Deus da trapaça, que sabendo que havia um Deus do Trovão no hemisfério sul, mais precisamente em Pindorama, instigou o irmão Thor a confrontar o rival das terras austrais.
No terceiro e último capítulo, Deus, o nosso Criador, interveio na batalha, colocando as duas divindades pagãs em seus devidos lugares e finalizando a incidência das batalhas que se sucediam sempre no Triângulo das Bermudas, justificando, através da ficção, a instabilidade energética daquela região, onde aconteciam vários naufrágios e desaparecimentos de aeronaves até no século passado.
O conto era uma metáfora à difusão quase que global do Cristianismo ante a religiões e culturas locais, neste caso, em específico, no Brasil e nos países nórdicos.
Hoje, em Nova Yorque, jogam pela Copa do Mundo Brasil x Noruega. É uma versão futebolística do embate que imaginei há seis anos. Coincidência ou não, há previsões de severas tempestades durante o jogo, e a FIFA já tem alertado a todos sobre esta possibilidade.
Tenho quase que certeza que Haaland é a reencarnação mortal de Thor. Para o nosso lado, resta torcer para que os brasileiros invoquem o espírito guerreiro de Tupã. No fim do conto escrito em 2020, o Deus do Cristianismo saía-se vencedor ante às divindades pagãs, apaziguando a tempestade. Somos mais Cristãos que os noruegueses, e espero que depois da tempestade, venha a bonança...
* O Eldoradense

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