E ontem foi dia de realizar um voo em FPV com o DJI Avata 2, no Parque do Povo, em Presidente Prudente. Fim de tarde e imagens de tirar o fôlego na maior cidade de nossa região. Confira!
23 de jul. de 2025
20 de jul. de 2025
Poesias do Eldoradense: "Memórias de um tornozelo"
Memórias de um tornozelo
Sei que achas estranho,
Tornozelo ter memória;
Porém, não me acanho...
Contarei minha história!
Sou tornozelo direito,
Bastante conservador;
Com aperto, me ajeito...
Em meio a tanta dor...
Sinto-me apertado,
Numa espécie de coleira,
Ô troço sofisticado,
Esta tal tornozeleira!
Por onde ando,
Estou sendo monitorado;
Com ela me sufocando...
O que fiz de errado?
Dizem que meu mito,
Almejou golpe de Estado;
Sofro, aflito,
Estou injuriado!
Ele age por impulsos,
Desafia forças supremas;
Avisei aos pulsos...
Virão as algemas!
Já tem prisão de ventre,
Fala pelos cotovelos;
É justo que eu entre...
Na prisão dos tornozelos?
Não admito,
Que algo me tampe;
Desesperado, grito...
Salve-me, tio Trump!
* O Eldoradense
18 de jul. de 2025
Crônica: "Os políticos deveriam saber jogar xadrez"
Antes de argumentar o porquê do título, o primeiro parágrafo do texto deve, primeiro, explicar as origens do jogo de xadrez, cujas versões variam muito quanto à data e a localização. Porém, a mais difundida data do século VI, em que o jogo de tabuleiro deriva de um outro, chamado "Chaturanga", oriundo da Índia. A partir deste, houve adaptações ocorridas desde o Oriente Médio até a Europa, culminando nos moldes e jogabilidade atuais.
Dito isso, o que parece absurdo e irônico - e de fato, é - saber jogar xadrez bem que poderia ser implementado como pré requisito para os indivíduos que ambicionam se tornar uma liderança política, principalmente no executivo, nas mais diferentes esferas. O xadrez requer concentração, planejamento, organização, visão aguçada e antecipada em relação aos movimentos, e principalmente, racionalidade.
O que vemos hoje na verdade em muitos líderes políticos atuais é exatamente o contrário: Falta de planejamento e organização, apego à imprevisibilidade e improviso, visão limitada, restrita ao curto prazo, e uma passionalidade visceral, cheia de blefes e truculência. "Truculência", é isso! O perfil de boa parte dos políticos atuais está mais atrelado ao jogo de truco do que ao racional e sofisticado xadrez: Grita-se, blefa-se, intimida-se, marcam-se as cartas de forma desonesta, e na hora que o jogo atinge temperaturas de clima equatorial, adversários chamam uns aos outros de "ladrão". Tudo vira uma casa da sogra, da mãe Joana, e aí, peço perdão para todas as sogras e todas as Joanas. Para as sogras chamadas Joana, o pedido de perdão é redobrado.
No jogo de xadrez, encurrala-se o adversário de forma meticulosa, elegante, silenciosa, coordenada, planejada, cerebral, antevendo os próprios ataques e possíveis contra-ataques. Não há muito espaço para blefes, muito menos, truques. Se o enxadrista o faz com desespero, descoordenação, improviso e irracionalidade, acontece algo surpreendente: De repente as coisas mudam de lugar, e quem perdeu, pode ganhar, como diria o Paulo Ricardo, que não sei se joga xadrez, nem truco, mas canta pra caramba...
* O Eldoradense
14 de jul. de 2025
Crônica: "A final da Copa Mundial de clubes e um pouco de história"
Ontem, em Nova Jersey, foi realizada a primeira final de Copa do Mundo de clubes. No embate de noventa minutos, dois times de países que protagonizaram a Guerra dos cem anos, que na verdade, durou cento e dezesseis: O francês PSG e o inglês Chelsea. Dois países separados pelo canal da mancha, que possuem uma rivalidade histórica, talvez amainada pelo tempo e pelo túnel submarino chamado Eurotunel, que liga o sul da Inglaterra ao norte da França.
Os povo inglês tem no seu inconsciente coletivo a ideia de que o francês é arrogante. Não sei se faz sentido, mas muita gente disse que o PSG entrou para a final de "salto alto" e foi surpreendido pelos ingleses, tal qual Napoleão, na Batalha de Waterloo. Perdeu de três, e só não perdeu de quatro, tal qual Napoleão dizem ter perdido a guerra, porque um atacante do time inglês quis driblar o goleiro com bola e tudo e não teve sucesso.
A expressão "na posição que Napoleão perdeu a guerra" só existe na língua portuguesa, e não há nada comprovado que o imperador francês perdeu a guerra engatinhando. Dizem que os portugueses criaram a expressão porque nutriam uma antipatia histórica pelo "Napô", por conta do Bloqueio continental imposto pela França na Europa, um tipo de sanção econômica francesa em todo o continente para ferrar com os ingleses, principalmente. O problema é que Portugal mantinha muitos negócios com os ingleses, e acabaram perdendo grana com o bloqueio. Como se não bastasse, Napoleão invadiu o país lusitano, fazendo com que toda a família real viesse corrida para a nossa pátria amada Brasil, então, colônia, na época.
Nós, brasileiros, convenhamos, futebolisticamente falando, nutrimos nossa antipatia histórica pelo futebol francês: Desde que eu me entendo por gente, os caras nos derrotaram em três Copas do Mundo. Em 1986, Zico perdeu pênalti no tempo normal, o jogo terminou empatado e foi decidido nos pênaltis a favor dos caras. Em 2006, Roberto Carlos inventou de arrumar a meia durante um escanteio e o Henry nos mandou de volta pra casa. E em 1998, numa final desastrosa, Ronaldo teve uma convulsão que contagiou negativamente todo o grupo. Três a zero, fora o baile. Convulsões não são contagiosas, eu sei, mas neste caso específico, foi. E como foi!
Porém, em relação aos dois clubes que fizeram a final ontem, o inglês Chelsea era o grande algoz histórico de times brasileiros: Já havia feito uma final com o Palmeiras, sagrando-se campeão. Neste ano, eliminou o verdão nas quartas e o Fluminense em uma das semifinais. Perdeu para o Flamengo, é bem verdade, na fase de grupos, o que não atrapalhou a classificação posterior.
Curiosamente, o Chelsea perdeu uma única final para um clube brasileiro: Em 2012, para o Corinthians, último campeão mundial sul-americano. Talvez isso tenha ocorrido porque o Corinthians, apesar de ser brasileiro, tem o nome inspirado em um clube homônimo inglês, e isso possa ter servido de antídoto, vai saber! É surreal pensar que o clube do "bando de loucos" tenha o nome inspirado em um um time do país dos lordes. Coisas do futebol!
Na plateia da final, Donald Trump, que apesar de ser presidente de um país que já foi colônia inglesa, anda criando tretas econômicas com meio mundo, tal qual o francês Napoleão Bonaparte, durante o Bloqueio continental. Coisas da política e da economia!
* O Eldoradense
12 de jul. de 2025
Comentário: "A chantagem de Trump"
O assunto do momento, e não poderia ser outro, é a taxação de 50% dos produtos brasileiros exportados para terras estadunidenses. O nosso segundo maior parceiro comercial, com o qual o Brasil possui duzentos anos de relações bilaterais, na figura do presidente Donald Trump, resolveu impor uma alíquota alfandegária absurda, abusiva e infundada sobre os produtos aqui produzidos e para lá vendidos.
Segundo a carta emitida pelo governo norte americano, há duas motivações para a decisão: A primeira delas, baseada numa mentira, diz que os norte americanos operam em défict comercial com o Brasil. A segunda, absurdamente diz respeito ao trâmite judiciário executado pelo STF em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.
Sobre a primeira argumentação, nem vou tecer comentários, já que é uma inverdade. Sobre a segunda argumentação, ela é mais uma manifestação de como a extrema direita sempre quer impor suas vontades através da pressão econômica, em diferentes escalas (desde a microscópica até a macro)
Alguém se lembra de um grupo de whatsapp criado em Presidente Venceslau durante as eleições, que na ocasião, expunha pessoas - principalmente comerciantes e profissionais liberais - que supostamente votariam em Lula, propondo que estes sofressem um boicote comercial? Percebem como o modus operandi desta gente que diz defender a liberdade é contraditório à democracia? Que se preciso for, tais pessoas recorrem às pressões econômicas - e em alguns casos, até ao vandalismo - para obterem êxitos em seus propósitos?
O que o julgamento de um ex-presidente (que ainda não foi condenado, diga-se de passagem) tem a ver, efetivamente, com o fluxo comercial bilateral entre Brasil e Estados Unidos? É correto o presidente de uma nação condicionar as tarifas alfandegárias às decisões judiciais e soberanas de um outro país?
Logicamente, caso se mantenha a decisão alfandegária de Trump, o Brasil é quem sairá perdendo. Empregos ligados aos setores produtivos prodominantemente exportadores e que têm boa parte dos seus lucros oriundos das negociações com os norte-americanos serão ceifados. A inflação, por sua vez, tenderá a aumentar, pois boa parte do que consumimos é atrelado à cotação do dólar.
Do ponto de vista econômico, penso que o governo brasileiro deverá insistir em negociar, mediante o simples fato de sermos os maiores prejudicados. Caso não exista sucesso ou evolução nas negociações, a reciprocidade é inevitável, ainda que, em primeiro momento, as consequências sejam novamente desastrosas para a população. Haveria um hiato, uma transição, até que empresários e governo se adequem à nova realidade e passem a estabelecer novas relações comerciais com outros mercados. Será um processo inevitável e doloroso de readequação, mas necessário.
Digo isso porque se de fato Trump esperar um alívio do STF à Bolsonaro caso o ex-presidente, seja, de fato, culpado, esquece: Bolsonaro irá pagar pelos seus erros - que depois dos últimos fatos, parecem ter se acumulado - e, confirmada sua culpa, pode esperar dois destinos: O primeiro, a cadeia, e o segundo, colar na aba do tio Sam, tornando-se tão fugitivo quanto a discípula Carla Zambelli.
Porém, ficou explícito que existe uma família, que, de patriota, não tem nada. Para livrar a própria pele, são capazes de se aliar a outros líderes e propor um boicote à própria nação, inclusive aos seus eleitores e simpatizantes, sendo que muitos perderão empregos ou amargarão, como todos nós, mais pressão inflacionária.
Mas esperar o que do clã Bolsonaro? Para tentar se safar, em depoimento, ex-presidente chamou seus simpatizantes fieis de "malucos"! Tudo bem, de fato, quanto a isso, Bolsonaro até tem razão, mas ele poderia ter empatia e ser um pouquinho menos traíra com a tietagem!
Para finalizar, exponho a fala de Paul Krugman, norte-americano, prêmio Nobel de economia, sobre o assunto: "Trump é um megalomaníaco, está tentando usar tarifas para ajudar outro aspirante a ditador". Mas a galera patriota do whatsapp e das redes sociais acha que Trump está fazendo isso pela democracia brasileira! Malucos, como bem disse Jair Bolsonaro...
* O Eldoradense
1 de jul. de 2025
Vídeos curiosos: Circo "Mundo mágico", em Presidente Venceslau...
* O Eldoradense
Vídeos curiosos: Sobrevoando as adjacências do Jardim Aquarius, em Marília...
E durante o mês de junho, fiquei dois dias na cidade de Marília, onde registrei, com o Mini 3 Pro, parte do Jardim Aquarius, onde o protagonismo das cenas ficou com o belíssimo lago do bairro e o imponente Marília Shopping. Confira...
* O Eldoradense
DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"
E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...
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As primeiras pedras que eu havia cantado sobre Jair Bolsonaro datam de antes de ele ser eleito. Conhecendo o seu passado improdutivo ...
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E mantendo a sequência de colocar melodia através da Inteligência Artificial em versos que já foram publicados no blog, segue a versão m...
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Em 2017, escrevi para este blog os versos intitulados "Vil metal". Não era uma crítica ao dinheiro, mas sim, à ganância e a ava...



