Quase finalizando a primeira rodada da fase de grupos na Copa e praticamente todos os campeões mundiais já estrearam, salvo os inventores do esporte bretão, a Inglaterra, que enfrentará a sempre difícil seleção croata. É prematuro analisar antecipadamente, mas o futebol inglês nunca me empolgou: Entram sempre como um dos favoritos e raramente correspondem. Portanto, ainda que vençam, creio que dificilmente os ingleses superem franceses e argentinos no desempenho futebolístico da primeira rodada.
Levando-se em consideração o seleto grupo de campeões mundiais, eu não deveria desprezar os alemães, que, além de serem tetracampeões, aplicaram outro sonoro 7x1. Mas convenhamos: Não sei se golear Curaçao serve de parâmetro qualitativo e prenúncio de favoritismo.
E é nas finalistas da última Copa que os holofotes do bom futebol parecem ter seu foco: A França de Mbappé e a Argentina de Messi foram convincentes em campo, com direito ao protagonismo dos seus grandes craques. Azar dos africanos de Senegal e Argélia.
É fato que os Les bleus, no primeiro tempo contra o Senegal, não agradaram. Até houve uma expectativa de que talvez os senegaleses pudessem aplicar uma zebra. Mas no segundo tempo, os franceses viraram a chave de voltagem e colocaram a suposta zebra para correr. Abriram um convincente dois a zero, tomaram um gol nos acréscimos e Mbappé ampliou com a propriedade dos craques que chamam para si a responsabilidade. A atual vice-campeã mundial é claramente uma das grandes favoritas ao título. Nova Jersey foi testemunha.
Mais tarde, em Kansas, a Argentina precisava dar uma resposta à altura dos franceses. E particularmente, na minha modesta opinião, fez mais que isso: Os portenhos trituraram a seleção da Argélia, aplicando um sonoro e inquestionável 3x0, com direito a hat-trick de Messi, que igualou-se ao alemão Klose na artilharia histórica de todas as Copas, com 16 gols. Ofuscou também Mbappé, que havia feito dois, poucas horas antes.
Os argentinos mais uma vez lavaram a alma do futebol sul- americano, que até então, não havia vencido neste mundial. Carimbaram o favoritismo com propriedade e belíssima apresentação, dividindo, ao meu ver, o protagonismo junto aos franceses, porém, com uma ligeira vantagem.
É cedo cravar qualquer prognóstico, pois até o caminho da finalíssima, muita coisa pode acontecer. Mas seguindo os mais prováveis cruzamentos de grupos, argentinos e franceses só duelariam numa final, reeditando Catar 2022, quando fizeram aquela que foi a maior decisão da história das Copas. Ainda é a primeira rodada, e até a final em Nova Jersey, muita água vai rolar por baixo da ponte do Rio Hudson. Porém, tanto os bleus quanto os albicelestes mostraram que não estão para brincadeira!
* O Eldoradense
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