Brasil 1x1 Marrocos. A estreia brasileira na Copa 2026 limitou-se a um empate com a contagem mínima de gols diante de uma seleção africana cujo futebol evoluiu muito nas últimas décadas. Há de se levar em consideração que os marroquinos ficaram na quarta colocação na última Copa, em 2022, no Catar, bem como sagraram-se campeões no último Mundial sub-20, realizado no Chile. Não bastassem os recentes êxitos, o país será uma das sedes da próxima Copa do Mundo, em 2030, ao lado de Portugal e Espanha.
Mas a escalada marroquina, ao meu ver, teve seu passo inicial no Mundial de Clubes da Fifa, em 2013, quando o Raja Casablanca eliminou o Atlético Mineiro nas semifinais e sucumbiu diante do tradicional Bayern de Munique na finalíssima, ficando com o vice-campeonato.
Aos olhos do torcedor mais alienado, empatar com o Marrocos na estreia pode ser decepcionante, levando-se em conta o resultado. Mas, como citado nos parágrafos acima, os marroquinos tinham tudo para ser "páreo duro", como realmente foram. O resultado, em si, até que não foi dos piores, mesmo porque no último jogo entre ambas as seleções, em Tânger, no Marrocos, os donos da casa venceram por 2x1, em 2023.
O problema, logo, não foi o empate, e sim como ele aconteceu: a seleção brasileira mostrou muita limitação técnica, desorganização, desentrosamento, apatia. Ficou longe de empolgar o torcedor, salvo em dois momentos: O primeiro em que Vini Jr tirou um canarinho da gaiola e igualou o placar, aos 31 minutos da etapa inicial. O segundo foi num voleio de Paquetá, que quase culminou numa virada brazuca.
Fora isso, foram inúmeros erros de passes, ligações diretas, pouca criatividade e alguns sustos, como na defesa em dois tempos do goleiro Alisson, nos minutos finais da partida.
Com isso, a seleção brasileira soma um ponto, ficando na terceira colocação do grupo C na Copa. Certamente se classificará para a fase eliminatória, porque o regulamento permite que os oito melhores terceiros colocados avancem. O problema é depois: Com tamanha limitação técnica e tática, é bem difícil acreditar no hexacampeonato, quiçá numa campanha digna. Para isso, seria necessário retirar um bando de canarinhos da gaiola. E Carlo Ancelotti é um bom técnico, mas está longe de ser mágico.
Dito isso, finalizo o texto já adiantando que outros virão durante a competição: Pois se a conversa não chegou na cozinha, ao menos chegou na Copa!
* O Eldoradense
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