16 de abr. de 2020

Alfinetada: "Quando o chefe demite o funcionário do mês!"


   A demissão de Mandetta é fruto daquelas coisas atípicas, que só os líderes incompetentes, egocêntricos e ciumentos são capazes de fazer: Soou incompreensível, como o gerente invejoso que manda embora o "funcionário do mês!"

* O Eldoradense

15 de abr. de 2020

Crônica: "Grupo da família"



       Quarentena, isolamento social, ócio. Sim, não está fácil conviver com estas limitações impostas por este vírus que atravessou o mundo, tomou conta dele e tanto nos incomoda.  E é só quando o indivíduo se vê diante de algumas restrições que passa a dar valor nas coisas boas que possuía, mas até então, não percebia. Uma delas é o bate papo, o convívio familiar, as relações interpessoais com entes queridos. E se isso não pode ser realizado presencialmente nem com os que moram próximos, o mundo virtual traz uma solução muito mais abrangente: faz com que os parentes se interajam mesmo estando em outras cidades, estados, países.

       Até então, o chamado "grupo da família" em muitos casos só servia para as tradicionais mensagens de "bom dia, boa tarde, e boa noite". Mas de uns tempos pra cá, ele ganhou maior importância, pois o confinamento trouxe esta necessidade de comunicação, uma certa carência de estar junto, até mesmo para se desligar um pouco das trágicas notícias propagadas pelo protagonismo do coronavírus.

          Particularmente, o grupo da minha família não é muito grande, mas tem gente de São Paulo, São José do Rio Preto, Bauru, Jaciara e Nossa Senhora do Livramento - sendo que as duas últimas, cidades mato-grossenses; - além dos parentes venceslauenses, é claro. 

            E a troca de mensagens envolve muita interatividade, que inclui alguns cantores escrachados, piadas contadas por um humorista que ri das próprias anedotas, resoluções de enigmas de qualidade duvidosa e exibições de fotos do passado. E com isso, o tempo vai passando, como se todos estivessem sentados numa gigantesca varanda sob a luz da lua cheia. 

        Se não fosse a pandemia, certamente muitos de nós estaríamos realizando atividades e compromissos diferentes, fazendo com que as distâncias físicas continuassem a nos manter afastados. Resgatei conversas, tornei a brincar com quem eu brincava, quebrei o gelo. Toda experiência negativa traz um ensinamento, e certamente esta reaproximação foi uma das poucas coisas positivas que aconteceram na atual conjuntura.

       Ah, e se acontece uma ou outra "treta" durante as pequenas "tiradas" que damos uns nos outros, isso também é normal. Quanto mais o mundo virtual se aproximar do real, melhor! Chupa esta, coronavírus! Por esta, você não esperava...

* O Eldoradense


14 de abr. de 2020

Comentário: "Ciência e fé"



  Nas minhas poucas mais de quatro décadas vividas, não me lembro de ter testemunhado uma ameaça tão grande à sobrevivência das pessoas quanto agora, nesta pandemia. Se por um lado esta crise nos deixa receosos, é fato que toda a atmosfera que envolve o atual contexto nos remete às reflexões inerentes ao momento. E uma destas reflexões envolve ciência e fé.

   Digo isso porque cada qual defende com unhas e dentes seus métodos para superar este cenário que tanto nos aflige. A comunidade científica faz suas recomendações, enquanto líderes religiosos de vários credos elaboram seus ritos ecumênicos para que as forças divinas amenizem nossas dores e permitam que tudo isso acabe o quanto antes. E é aí, na dicotomia, nos procedimentos separados, que nascem muitos conflitos desnecessários.

      Primeiro, porque não pode ser desprezada a enxurrada de conhecimentos e informações que nos são repassados em um mundo extremamente globalizado. Todo o conhecimento técnico de um cientista ou profissional de saúde é fruto de anos de esforço, pesquisa e estudo. Por outro lado, apegar-se às forças sobrenaturais das quais não temos conhecimento pleno, mas que a maioria dos indivíduos acredita, é extremamente válido. Independente de sermos cristãos, muçulmanos, budistas, espíritas ou judaístas, a fé ajuda e muito, nestas horas.

      O que quero dizer neste texto é que ciência e fé são elementos que se usados de formas complementares, possuem um poder de eficácia gigantesco, capaz de fazer com que vençamos a maioria das nossas lutas. Entendo, numa visão bastante particular, que toda a curiosidade,  inteligência e  esforço do ser humano é fruto dos dons concedidos pelas divindades, independente do credo.

      Deus, na concepção mais ampla da força sobrenatural  e da criação, nos contemplou com um cérebro capaz de realizar inventos, criar vacinas, remédios e principalmente, transmitir conhecimento. Por outro lado, este mesmo cérebro é capaz de canalizar energias positivas e fazer com que uma forte corrente de fé possa materializar vitórias. Toda iniciativa  pautada na simbiose entre ciência e fé é de extrema relevância. Exemplo: Uma cerimônia religiosa, na atual conjuntura, é bem vinda? Sim, claro! Mas as aglomerações precisam ser evitadas, pois estas são as recomendações técnicas. Sendo assim, as versões virtuais ou "on line" destes ritos são alternativas interessantíssimas.

      Portanto, entendo que lavar as mãos, ficar em casa ou dobrar os joelhos com humildade em reverência às divindades não sejam procedimentos originários de duas vertentes diferentes, na atual conjuntura. Deus deu o dom do conhecimento ao homem para transmiti-lo, e é com responsabilidade e bom senso que devemos acatá-las. Simultaneamente, precisamos sim, acreditar numa força maior, pois é através dela que nos foram repassados nossos dons e alcançamos a dádiva da evolução. Se o conhecimento é de suma importância, a fé, por sua vez, não possui menor relevância. 


* O Eldoradense

10 de abr. de 2020

Alfinetada: "Quando eu vejo..."

  Quando eu vejo alguém dizendo que a saída para o governo Bolsonaro é dar um golpe de Estado, fechar o Congresso, além do STF...


... Dá vontade de responder:

   Ele não tá conseguindo se impor nem diante do próprio Ministro da Saúde!!!


* O Eldoradense

9 de abr. de 2020

Alfinetada: Domingo o Brasil não perde!



   E no próximo domingo, às 16:00h, teremos mais um Brasil x Alemanha! Haja coração! E não é querendo subestimar os adversários não, mas... A seleção canarinho não perde esta de jeito nenhum! Alguém quer bater uma aposta?

* O Eldoradense

7 de abr. de 2020

Comentário: "Os diferentes Mandettas, segundo os fanáticos..."




   Os entreveros de Jair Bolsonaro com o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tornaram-se cada vez mais evidentes. Há poucas semanas, qualquer um que mencionasse o mal estar entre ambos, seria rotulado pelos fanáticos bolsonaristas como "propagadores de fake news", ou então, torcedores do "quanto pior melhor". Até então, Mandetta era um competente ministro nomeado pelo mártir da nação, que, apesar de contrariá-lo, não era digno de questionamentos maiores, pois era um integrante da equipe, apesar de sua visão antagônica à do "mestre".

      Mas aí veio a entrevista do "mestre" à Jovem Pan, admitindo explicitamente as diferenças e deixando no ar uma possível demissão do ministro. Pronto, bastou! Se o mestre falou, tá falado: Mandetta tornou-se alvo dos fanáticos nas redes sociais. Passou a ser visto como "traíra", "conspirador" ou "queridinho da mídia". Juntou-se a outros alvos, todos eles querendo derrubar o herói da nação. Aliás, o isolamento social não é necessário, é tudo uma grande jogada conspiratória que hipoteticamente conduziria à derrocada do chefão do Planalto. 

      Mas acalmem-se fanáticos! Mandetta ficando ou não, o isolamento vai continuar, independente de demissões ou nomeações. A "teoria conspiratória" não envolve apenas o Ministro da Saúde, mas também o Congresso Nacional, o STF e a OMS. O Bolsonaro pode colocar até um dos seus filhos no Ministério de Saúde que o isolamento social continuará o quão necessário for, pois a vocação genocida é exclusividade dos loucos e dos gananciosos.

       A propósito, reforço a minha admiração pelo atual ou "quase ex" Ministro da Saúde. Ele mostrou que nenhum subordinado precisa ser subserviente...

* O Eldoradense

2 de abr. de 2020

"Uma crônica corônica!"




    A pandemia começou lá na China, numa cidade onde as pessoas comem morcegos até lamberem os beiços. E se alastrou rapidamente pelo mundo, transformando-se num pandemônio. Fez o caminho inverso de Marco Polo, realizando uma turnê devastadora na Itália. Mas tal qual os produtos vendidos no Ali Express, chegou praticamente ao mundo todo, porém, com uma velocidade bem maior. Ambos viajam de avião, mas sabe como é: notícia ruim, chega mais rápido!

    Tá, é fato que quando a gente começou a saber do fenômeno lá do outro lado do mundo, não demos muita relevância aos fatos. Fazíamos piadas na internet, e no início, muitos médicos diziam que o problema parecia menor do que realmente é. Que fase, hein, Drauzio?

      Mas o vírus é realmente mais perigoso do que parecia, tanto é que o COVID-19 abalou não só as economias do G-20, como de todos os outros países do globo. E falando em Globo, a emissora Vênus Platinada está liderando a cobertura jornalística da pandemia com propriedade, o que irritou os portadores daquela outra patologia: o Bolsonavírus.

     Para os portadores do Bolsonavírus, tá todo mundo errado: a ciência, a OMS, o Ronaldo Caiado, o Wilson Witzel, o João Dória, o Rodrigo Maia, o Alcolumbre. Também estão errados os governadores da maioria dos estados e os prefeitos. Enquanto os doentes tossiam e escarravam, os sadios faziam carreatas. Sim, os mesmos que fizeram protestos pelo direito de ficar calado no dia 15/03, agora se superaram: reivindicaram o direito de morrer em massa!

     Na verdade, os portadores do Bolsonavírus replicam tudo o que o mestre manda, sem muito senso crítico. Afinal,  para o propagador inicial do Bolsonavírus, a virose pandêmica é só uma "gripezinha", ou um "resfriadinho". Bom, eu quando ouço falar na doença, bato na madeira, e digo: Isola!

      Sim, isola! É tudo o que pode ser feito até agora. Isolamento social horizontal, onde a circulação de pessoas e serviços é limitada, viabilizando só o que é estritamente essencial. Mas os portadores do Bolsonavírus preferem o Isolamento social vertical, que limita só os indivíduos pertencentes aos grupos de risco, contrariando as determinações do mundo todo. 

      Mas na ciência, assim como no futebol, o que vale é a opinião técnica: E para isso, ainda bem, existe um competente Ministro da Saúde que bota freios nas loucuras do capitão. Em tempos de pandemia, Mandetta quem pode, obedece quem tem juízo! E continuemos na linha otimista de que não há mal que dure para sempre. Nem o Coronavírus, nem o Bolsonavírus...

* O Eldoradense

DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"

  E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...