29 de jun. de 2019

Pensamentos do Eldoradense: "Originalidade"




   "É uma questão íntima, particular, mas prefiro publicar meus pensamentos medianos aos alheios, mesmo que sejam geniais. Sei que qualidade é importante, mas tenho mania de originalidade..."

* O Eldoradense

27 de jun. de 2019

Livro: "O labirinto dos espíritos"





   E finalmente, a conclusão do quebra-cabeças literário montado por Zafón! Terminei anteontem a leitura de "O labirinto dos espíritos" que encerra a série "O cemitério dos livros esquecidos", após 675 páginas de investigação policial, crimes, revelações a outras tantas reviravoltas rocambolescas, onde apareceram novos personagens intrigantes, enigmáticos e não menos relevantes que os anteriores para o desenrolar da trama.

    Desta vez, a história não ficou restrita somente à Barcelona, pois a capital Madrid foi coadjuvante no enredo, afinal de contas, membros da cúpula governamental espanhola da ditadura Franquista estavam envolvidos num esquema complexo de assassinatos e adoções, que de forma indireta, atingiram a família Sempere.

    Não sei se foi intenção de Zafón, mas eu observei que com o desenrolar da narrativa e o fim do governo totalitário, as descrições em torno da paisagem urbanística de Barcelona mudaram, saindo do ambiente gótico para um mais claro e alegre, incluindo aí, a descrição dos fogos na abertura dos Jogos Olímpicos de 1992. Tal mudança descritiva pode ter ocorrido exclusivamente por conta da modernização e da evolução do tempo, mas se Zafón usou esta metáfora implícita para simbolizar o fim de uma época política obscura na Espanha , foi muito feliz. 

     Considero uma das partes mais interessantes do livro quando é anunciada a morte de Franco, chamado pelos espanhóis de "generalíssimo": Enquanto uns comemoravam o fato, outros se entristeceram, e se perguntavam o que seria da nação espanhola depois do óbito do seu líder. Achei esta passagem marcante, pois demonstra o quão amor e ódio os líderes totalitários exercem sobre seus povos. Enfim, Zafón sobrepôs uma ficção envolvente na realidade política da Espanha das primeiras décadas do século passado até o início do atual, atravessando três gerações da "família Sempere". Brilhante!

* O Eldoradense  

26 de jun. de 2019

Comentário: "Jonathan & David"


   Só tenho um irmão, sendo eu o primogênito e ele, o caçula - obviamente! - e a diferença entre nossas idades é pouca, somando apenas dois anos e quatro meses. Por conta disso, minha mãe dizia, brincando, que éramos "quase gêmeos", o que era um tanto exagerado da parte dela. Mas o fato é que estas condições faziam com que tivéssemos diferenças de personalidade agudas em alguns momentos, e uma sintonia afinadíssima em outros. Nestes momentos de sintonia, fazíamos piadas que somente nós entendíamos, desenvolvemos um idioma maluco em que as palavras eram soletradas de trás para frente, e criamos dois personagens que incorporávamos esporadicamente durante as refeições: Jonathan & David - E é sobre esta dupla de milionários excêntricos que escreverei abaixo, parágrafos posteriores.

    Não tenho certeza se Jonathan & David foram criados em nossa infância ou na adolescência, mas sei que até o início da vida adulta eles provocavam sorrisos na mesa do almoço ou do jantar, inclusive, em algumas ocasiões, na presença de parentes ou visitantes mais próximos. Para que eles entrassem em ação, bastava uma troca de olhares ou algum de nós iniciarmos o diálogo, que era mais ou menos assim:

    - Ah, Jonathan, que alegria recebê-lo em minha casa!

    - O prazer é todo meu, amigo! E o que temos para o jantar?

   - Sei que você está acostumado a caviar, faisão, mas hoje, pedi para nossa cheff  fazer ovo frito, pois há tempos eu queria saborear um prato exótico e pitoresco, destes que nossos serviçais degustam com prazer inexplicável...

   - Sim, eu não tenho preconceitos gastronômicos, e até acho que os menos favorecidos possuem um paladar curioso, mas de bom gosto. Falando nisso, eu acho tão interessante você trazer a criadagem para a mesa das refeições, isso promove uma interação maravilhosa entre as classes socais! (A "criadagem" era composta pelos meus pais e visitantes ocasionais)

   - Obrigado pela observação, amigo. Faço isso para que eu ganhe o respeito da nossa equipe de serviçais, quebrando aquela barreira constrangedora entre patrões e empregados. Mas me diga, como vão os negócios na Argentina?

    - De vento em popa, David! Com a abertura do Mercosul, ficou bastante vantajoso investir nos países vizinhos... Me passa o vinho do Porto? (Geralmente bebíamos Tang de uva)...

     - Ah, sim, claro! Saiba que esta é uma safra raríssima, datada do início do século, que guardo para as ocasiões especiais como esta. (Girava o copo de suco, e sentia o aroma, feito um experiente sommelier)

        Quando a palhaçada já havia se alongado demais e a comida já estava esfriando, vinha a descontraída e desbocada interrupção materna...

         - Calem a boca e comam, seus FDP!

       Ríamos, e assim seguia a refeição. Hoje, por conta dos horários desencontrados, da televisão e da internet, são poucas as famílias que se reúnem no almoço e no jantar. E quando o fazem, muitos dividem a atenção entre os pratos e talheres com os seus respectivos aparelhos celulares. A conversa na mesa "ao vivo e a cores", perdeu espaço para os novos hábitos, infelizmente. Talvez se eu e meu irmão tivéssemos crescido entretidos com bugigangas tecnológicas, Jonathan & David nunca teriam provocado risadas na mesa, muito menos relembrados com tanta saudade...

* O Eldoradense

      
    


    

25 de jun. de 2019

Fórmula 1 no Rio ou em São Paulo? Já foi dada a largada para a corrida presidencial em 2022!




   Até o mais alienado cidadão brasileiro deve ter percebido que por trás da disputa entre Rio e São Paulo para sediar o GP Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021 existe algo maior: a corrida presidencial de 2022! Mesmo que João Dória e Jair Bolsonaro neguem, nesta contenda há um componente político implícito e estratégico, e quem conseguir seduzir os executivos do automobilismo mundial, certamente já sai na pole position desta corrida que pode durar quatro anos, cuja linha de chegada é Brasília. A disputa está só começando, e curiosamente, é uma corrida que começa exatamente através de outra corrida! A propósito: Alguém aí duvida que o pessoal que torce para a Ferrari vai propor o GP de Garanhuns?

* O Eldoradense

24 de jun. de 2019

Livro: "O prisioneiro do céu"




  E a terceira peça do quebra-cabeças literário montado pelo genial Carlos Ruiz Zafón é intitulada "O prisioneiro do céu". Nesta narrativa, o misterioso escritor David Martin encontra-se encarcerado na sombria prisão do Castelo de Montjuic, em Barcelona, acusado por uma série de crimes que não cometeu. Como desgraça pouca é bobagem, o talento que David possuía para a escrita passou a ser motivo de chantagem por parte do diretor do presídio, Mauricio Valls, que ambicionava sucesso literário, mas não tinha cacife suficiente para tal. Valls havia escrito um livro, mas ciente de que a obra estava mal feita, exigiu que David a refizesse, sob pena de prejudicar pessoas queridas do prisioneiro além das muralhas. Diante da demora de David Martin na execução de sua tarefa, o diretor o enviou para uma cela na torre do castelo/prisão, e daí o título "O prisioneiro do céu".

    Esta história é um elo que explica a relação da história de David Martin com o impagável personagem Fermín Romero de Torres e também com a Família Sempere, protagonistas de "A sombra do vento", livro maravilhoso que deu origem à série "O cemitério dos livros esquecidos". 

     Com aproximadamente 250 páginas, executei a leitura de "O prisioneiro do céu" em menos de dois dias.  Atualmente estou lendo a quarta e última obra da série, intitulada "O labirinto dos espíritos", cuja resenha será publicada em breve. Sem exageros, a série literária escrita por Zafón é simplesmente viciante!

* O Eldoradense

23 de jun. de 2019

Comentário: Acho que perderemos mais uma vez para a França...





  Começou agora o jogo eliminatório da Copa do Mundo de  futebol feminino entre França x Brasil. Não estou querendo ser chato, muito menos pessimista, mas não vai dar! Desculpem-me os fanáticos, os patriotas ufanistas e os otimistas, mas é sempre assim: quanto enfrentamos os franceses, o "Complexo de vira-latas" expressão criada por Nélson Rodrigues - para explicar nossos fracassos, vem à tona. Foi assim em 1986, em 1998 e em 2006, nos mundiais de futebol masculino, e sinceramente, eu não sei por qual motivo o fenômeno acontece. Segundo um amigo meu, o fato ocorre devido ao Hino francês, também conhecido por Marselhesa, possuir uma sonoridade tão forte que faz os atletas brasileiros tremerem as pernas antes mesmo do apito do juiz.

   Portanto, se não quiser estragar o domingo, amigo leitor, não assista ao jogo, porque fatalmente o sentimento de frustração irá prevalecer nas horas seguintes ao embate. Sugiro que leia um livro, leve as crianças na praça, ou então, encarem uma série qualquer da Netflix.  Porque quando o assunto é futebol, França x Brasil tem sempre o mesmo roteiro no final, com gosto amargo de "déjà-vou"!  

* O Eldoradense


22 de jun. de 2019

Alfinetada: Bolsonaro e a Rainha da Inglaterra...

 E o presidente Jair Bolsonaro criticou o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que tirou do Palácio do Planalto a exclusividade das nomeações para as chefias nas agências reguladoras. Segundo o novo projeto, (que pode ser sancionado ou vetado pelo presidente); o executivo fará a escolha baseando-se numa lista tríplice, após processo público prévio.

   Ao externar a insatisfação, Bolsonaro disse que "querem transformá-lo numa Rainha da Inglaterra". Nada a ver! Explico....

   A rainha da Inglaterra adora uma coroa...


  ... Já Bolsonaro, nem tanto!



* O Eldoradense

DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"

  E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...