30 de abr. de 2020

Livro: "A fuga" de Edmar Cunha de Castro



    
   Há alguns dias, fui presenteado pelo amigo Paulo Rogério com o livro "A fuga" escrito pelo médico oftalmologista venceslauense Edmar Cunha de Castro.  Trata-se de um romance policial cuja história acontece em nossa região, que por sua vez, concentra um grande número de presídios  nos seus domínios geográficos. De linguagem fácil e leitura envolvente, a trama caracteriza-se por um emaranhado de informações que culminam num roteiro bem elaborado, uma espécie de quebra-cabeças muito bem montado, deixando o leitor muitíssimo satisfeito ao final da última página.

     Grata surpresa, pois desconhecia sequer a existência deste livro, publicado em 2004. Agradeço também ao amigo Paulo Rogério, que me presenteou pela segunda vez com livros escrito por autores da região. Abraços!

* O Eldoradense

29 de abr. de 2020

Comentário: "E daí?"




      "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagres"

     A frase acima foi dita por aquele que hoje é um presidente ornamental, que fala muito e manda pouco, decorativo, tal qual um ímã de geladeira, um chaveiro ou um bonequinho de biscuit. Sim, esta resposta foi dada a uma pergunta realizada por uma repórter sobre o fato de o Brasil ter ultrapassado a China em número de casos de coronavírus. Coronavírus, para quem não sabe, é aquela "gripezinha" ou "resfriadinho" que tem feito muitas vítimas letais pelo mundo, mas que o presidente ornamental subestima.

     Não, o presidente ornamental não tem culpa direta sobre a pandemia em si, mas suas falas idiotas atuam sim, indiretamente, sobre o número de vítimas. Pois existe um número expressivo de gente que usa suas falas como parâmetros comportamentais frente à doença, minimizando a realidade dos fatos.

      Quando um líder de uma nação menospreza a ciência, propagando mensagens equivocadas que mais são opiniões próprias do que qualquer outra coisa, ele influencia sim, nos números de letalidade causados pela pandemia. É fato. A maioria dos estados mantém o isolamento, mas é nítido que muitos dos seus habitantes não obedecem na prática, entendem que a propagação viral tem um fundo político-midiático com o intuito de derrubar o presidente ornamental; (que tem nomeações barradas pelo STF).

       Mediante o atual contexto, em todo pronunciamento, a figura do presidente da República deveria lembrar as memórias daqueles que se foram por conta da pandemia. Juntamente à reverência, seria de bom tom solidarizar-se com os entes destes, pois é assim que um líder verdadeiro deveria agir. Mas o nosso presidente é ornamental, então, para ele, é bacana dar respostas imbecis à imprensa, mesmo que isso soe como deboche aos mortos pela pandemia. Sua credibilidade, atualmente, é bem mais contestada do que a gravidade da COVID - 19.

* O Eldoradense      

27 de abr. de 2020

Livro: "Laços de família", de Clarice Lispector!




    A postagem de hoje foge um pouco do binômio monopolista de assuntos recentes Bolsonaro/Coronavírus. Trata-se da leitura do livro "Laços de família", da renomada escritora ucraniana naturalizada brasileira Clarice Lispector. E eu preciso admitir que não entendi as mensagens que a escritora quis passar. O que percebi é que todos os contos se passam em núcleos familiares nos quais existem situações inusitadas e pequenos conflitos, a maioria deles tendo o Rio de Janeiro como cenário. Fora isso, há uma riqueza enorme nas descrições de ambientes e das características físicas e de personalidades das personagens. 

      Mas eu confesso que ao final de cada conto ficou aquela sensação de "e daí?". Não compreendi muito bem  quais as mensagens a serem passadas ao leitor, mas é claro, mediante ao renome e à qualidade da escritora, atribuo à minha pessoa a decepção literária.

         Sabem aquelas exposições de quadros abstratos onde alguns entendem o significado das linhas, das cores, e outros não entendem bulhufas? Pois é, em relação a este livro, especificamente, fiz parte dos que ficaram com "cara de paisagem". Mas repito: Em muitos casos, gênios são incompreendidos, e certamente, a culpa não é da Clarice, rsrsr...

* O Eldoradense



26 de abr. de 2020

Vídeos curiosos: "Quando eu vejo alguém ainda acreditando"....

 Não é implicância, mas quando eu vejo gente ainda acreditando "naquilo", eu me lembro desta cena de um filme que fez sucesso nos anos 80...


* O Eldoradense

25 de abr. de 2020

Fábula: A coruja, o rato e o burro"


    

   
  Em algum ponto inóspito do localizado no hemisfério sul do nosso planeta, existia uma ilha. Era uma ilha praticamente deserta. Digo praticamente deserta porque nela habitavam três exemplares de três espécies diferentes: Uma coruja, um rato e um burro. Não me perguntem como estes três bichos foram parar lá, porque eu não sei, só sei que foi assim!

     Eis que os três bichos estabeleceram uma amizade incrível, tanto é que a coruja nem pensava em comer o rato, pois não tinha clima pra isso. E numa tarde qualquer, enquanto a trinca de bichos olhava as ondas do mar, eis que aparece um senhor, com porte e histórico de atleta remando um barco precário, perrengue, nada confiável.

     O ancião e ex-atleta prometeu que se todos embarcassem junto com ele numa aventura náutica sobre o barco capenga, em breve chegariam a um paraíso, à terra prometida, algo jamais imaginado pelos três habitantes da ilha quase deserta. Todos olharam entre si.
 
     A coruja, perspicaz, percebeu o semblante tresloucado do capitão do barco, bem como a precariedade daquele meio de transporte. Rechaçou a viagem, preferindo manter-se na ilha. Embarcaram, então, o rato e o burro, juntamente com o capitão lunático.

     O começo da viagem parecia tranquilo para o roedor e o quadrúpede. Ondas fortes começaram a tornar a viagem perigosa, mas o rato e o burro seguiam eufóricos, acreditando na promessa do capitão. Porém, o barco parecia começar a querer afundar se deslocando quase nada em alto mar.

       A coruja ainda fez alguns voos vigilantes para acompanhar a viagem dos amigos, e já estava preocupada. Perguntou ao rato se ele não queria voltar para a ilha. O rato já parecia em dúvidas, e o burro, convicto  que prosseguiria naquela Odisséia. O capitão berrava seus discursos cada vez mais sem nexo, e remava sem direção.

      Eis que em um dos voos de averiguação, a coruja perguntou ao rato se ele queria voltar para a ilha, e o mesmo, dotado ainda de alguma esperteza, aceitou a proposta. A ave de rapina colocou o roedor entre suas garras medianas, e salvou um dos amigos.

     Mas o burro seguia fiel ao capitão. Veio a tempestade, os raios, e o barco, à deriva, começou a afundar. Ainda assim, o burro confiava na chegada à terra prometida. O quadrúpede, já com a água no pescoço, reverenciava o capitão, cada vez mais louco. Afundaram juntos, abraçados, burro e capitão.

      Moral da história:  Fidelidade é uma coisa, teimosia é outra. Foi aí que nasceu a expressão "dar com os burros n'água"...

* O Eldoradense

24 de abr. de 2020

Comentário: "Acabando, ou acabou?"




     Sérgio Moro pediu demissão do Governo Federal. Um governo que sinceramente, nunca coloquei fé. Sim, pois qualquer pesquisa prévia na vida pública do senhor Jair Bolsonaro faria com que o leitor deduzisse que se tratava de mais um destes picaretas populistas de discurso inflamado que arrebanham os menos atentos.

       Enquanto militar, Bolsonaro foi preso por alguns dias sob acusação de ameaçar explodir bombas em quartéis. Foi absolvido dois anos depois, num processo interno duvidoso. Tornou-se político, sendo deputado federal por 27 anos e com pouquíssima produtividade. Ganhou notoriedade dando entrevistas inflamadas, com conteúdo misógino, homofóbico e racista. Tais entrevistas seriam repugnantes num país politizado, mas em terra de baixo nível educacional, geraram projeção. Apropriou-se do discurso antipetista com mérito, e provavelmente isso tenha sido o principal fator que o conduzira ao Palácio do Planalto.

     E aí, tornou-se Presidente da República. Nomeou quadros técnicos de impacto para alguns ministérios, bem como alguns imbecis para outros. Pois não é que ele está conseguindo se indispor justamente com os técnicos?  Enquanto o ex-Ministro da Saúde trabalhava duro no combate à pandemia, o idiota do Ministro da Educação postava imbecilidades nas redes sociais. Adivinhem quem Bolsonaro mandou embora? 

     Pois agora, Sérgio Moro, Ministro da Justiça, pediu demissão. O motivo? O delegado Maurício Valeixo, homem de confiança do Ministro da Justiça estaria investigando um dos filhos do presidente. E o chefão do Planalto Central, simplesmente "não gostou": Demitiu Valeixo, e por efeito dominó, Moro pediu demissão.

         Enfim, Bolsonaro perdeu mais um aliado no governo. Está isolado, sem apoio da imprensa, do Legislativo, dos governadores estaduais. E agora, perde, certamente, um pouco mais de apoio popular. É claro que ainda restará o eleitorado fiel, cuja denominação adotei no texto para não pegar pesado com o fanatismo. Afinal, democracia é democracia!

      Mas é bem verdade que este governo está na UTI, entubado e respirando com ajuda de aparelhos. Não é preciso ser analista político para compreender que Bolsonaro aproximou-se mais do impeachment do que da reeleição. Não me surpreendo, pois já havia identificado, faz tempo, seu despreparo. Muitos o notaram somente agora: É uma pena que foi necessário uma pandemia para que, finalmente, alguns passassem a enxergar!

* O Eldoradense

23 de abr. de 2020

Alfinetada: "Highline"

  Não sei se Sérgio Moro pratica algum esporte, mas depois do dia de hoje, recomendo ele treinar "highline"...


* O Eldoradense

DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"

  E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...