O humor, é, antes de tudo, democrático: Não costuma poupar ninguém! E é nesta linha de ironizar a tudo e a todos que o Canal Porta dos Fundos resolveu criar uma forma diferente de manifestação, o "Desprotesto". Afinal, se quem não está contente pode externar sua indignação, por que os satisfeitos não podem explicitar seu contentamento? Nada mais justo! Obs: O vídeo abaixo contém palavras de baixo calão.
31 de ago. de 2019
29 de ago. de 2019
Alfinetada: "O eterno Brasil x França"
Em 1986, a França deu uma "tirada" no Brasil. Isso foi na Copa do México, o mundo todo viu, e eu fiquei com uma raiva danada do Platini!
Não satisfeitos, em 1998, na final em que disputaram conosco na própria casa, os franceses nos humilharam, e mais uma vez, o mundo todo viu. Fiquei com uma raiva danada do Zidane!
Eis que em 2006, na Copa da Alemanha, as duas seleções se enfrentaram novamente, e mais uma vez, o mundo viu nossa desclassificação diante dos caras. Fiquei com uma raiva danada do Henry!
Mas aí, em 2019, o presidente francês desqualificou o presidente brasileiro para o mundo inteiro ver, mediante as queimadas na amazônia. Alguém tem o "zap" do Macron aí? Vou pagar um churrasco pra ele!
* O Eldoradense
28 de ago. de 2019
CD "Blog do Eldoradense" (Nacionais)
Penso eu que todo mundo tem uma seleção musical particular que é escolhida pelo gosto íntimo de cada um ou até mesmo pelas lembranças que músicas proporcionam ao longo da vida. Se este blog produzisse um CD com as minhas doze músicas nacionais preferidas, provavelmente teria este resultado....
12) Lenine - "O último por do sol"
11) Fágner & Zé Ramalho - "Romance no deserto"
10) Zeca Baleiro - "Heavy metal do Senhor"
9) Renato Teixeira, Chitãozinho & Xororó - "Frete"
8) Paula Toller - "As curvas da estrada de Santos"
7) Cássia Eller - "O segundo sol"
6) Nenhum de nós - "Canção da meia-noite"
5) Roberto Carlos - "Quero que vá tudo pro inferno"
4) Alceu Valença - "Anunciação"
3) Roupa Nova - "Whisky a go go"
2) Raul Seixas - "Eu nasci há dez mil anos atrás"
1) Skank - "Canção noturna"
Lembro que esta playlist não é um ranking. São doze músicas nacionais aleatórias que marcaram a minha vida e estão dentre as minhas prediletas. Convido o leitor a comentar as suas próprias músicas prediletas, seja aqui no blog, ou no whatsapp. Ressalto que o único critério é que as canções sejam nacionais, independente do gênero, e logicamente, não precisam ser doze, como no "CD do Blog do Eldoradense" . Tá feito o convite!
* O Eldoradense
27 de ago. de 2019
Conto: "A sereia da orla" - Parte ll
Igor esfregou os olhos com as costas das mãos. Fez isso uma, duas, três vezes! E lá estava a bela sereia cantando uma música que, ao seu entender, não era tão bela assim. Olhou para o lado, tentando visualizar alguém filmando. Sim, pois assim como ele pregou uma peça nos policiais, alguém poderia estar tirando uma onda na sua cara. Nada. Além dele, só a sereia, a lua e a água....
- Dona sereia, não é por nada não, mas isso é alguma armação, né?
- Você não acredita em sereias não?
- Olha, já é difícil acreditar em uma mulher-peixe, e cantando este tipo de música, é mais inacreditável ainda!
- E você quer que eu cante o quê?
- Dá pra arriscar uma da Zélia Duncan, da Ana Carolina, ou quiçá, Marisa Monte?
- Ah, isso é para as minhas primas lá do litoral! Eu sou do interior, é isso é o que eu tenho pra hoje!
- Tá ok! Eu vou voltar pra casa, porque isso tá muito estranho...
Despeitada com a rejeição, a Iara epitaciana começou a cantar ainda mais alto...
"Iêe, infiel...
... Eu quero ver você morar, num motel!"
Igor ficou perturbado. Colocou as mãos nos ouvidos num gesto de desespero, e, sem saber o que estava fazendo, foi em direção ao lago, numa tentativa de fazer com que a sereia parasse de cantar sofrência. Tornou-se presa fácil da mulher-peixe. Ela o abraçou vingativa, e mergulhou com o rapaz nas profundezas. De resto, é aquilo que a gente já sabe. O rosto do rapaz estava estampado na primeira página da Folha Ribeirinha...
Naquela casa simples na Vila Maria, João Tilápia fala para Zé Tarrafa, com um exemplar do jornal nas mãos...
"Isso foi coisa da sereia da orla! A gente deveria falar sobre ela para as autoridades!"
Em um bar no centro da cidade, dois policiais militares de folga jogam sinuca, enquanto um fala para o outro...
"Tá vendo!? Eu sabia que aquele moleque desaforado não estava fumando só orégano!"
Enquanto isso, nas profundezas do lago, uma sereia chorava vingativa, após ter cometido um crime passional, ao mesmo tempo que pensava...
"Se tivesse correspondido ao meu amor e ouvisse com um pouquinho mais de carinho o meu repertório, teria sobrevivido!"
* O Eldoradense
26 de ago. de 2019
Conto: "A sereia da orla" - (Parte l)
Numa casa simples na Vila Maria, em Presidente
Epitácio, o pescador João Tilápia fala para o amigo Zé Tarrafa, com um exemplar
da "Folha Ribeirinha" nas mãos:
- Isso
foi coisa da sereia da orla. A gente deveria falar sobre ela para as
autoridades...
- Tá
louco? Ninguém iria acreditar na gente! Você sabe como é a fama dos
pescadores... E pescador que bebe, é ainda mais desacreditado!
A
capa do jornal local exibia um afogamento noturno, onde um jovem perdeu a vida,
e o seu corpo apareceu boiando no lago do Rio Paraná.
Aconteceu numa noite de sexta-feira. Igor era um rapaz bem humorado, que
queria pregar uma peça nos policiais militares que faziam ronda noturna na orla
epitaciana. Colocou um boné virado pra trás, uma camiseta do Bob Marley e uma calça jeans com os fundilhos
arreados. Trajado a contento, partiu de
bicicleta para a orla com um punhado de orégano nas mãos. Levou também uns
pedaços de papel pra enrolar suas cigarrilhas exóticas. Sabia que seria
abordado na ronda noturna, e, na revista, apresentaria seu baseado de orégano,
constrangendo os policiais. Não deu outra:
-
Isso não é maconha?
-
Não! É Origanum vulgare, também conhecido como orégano...
-
É, o seu baseado tem um cheiro de pizza mesmo. Mas estamos de olho em você, hein,
moleque!
-
Fica tranquilo, "seu polícia"... Eu só fumo orégano mesmo!
Quando a viatura saiu, sentiu o ego massageado pela peça que pregou nas
autoridades. Deixou o cigarro de orégano num banco de cimento e desceu para a
beira do lago. Ficou contemplando o brilho da lua cheia na água escura por uns
vinte minutos. Lembrou de quando esteve naquele lugar com uma amiga muito
bacana, dos cabelos cacheados e voz cuti cuti. Gostava de sentir o vento e escutar o
barulho de água. Foi quando, de repente, ouviu uma voz feminina cantando no
meio do lago...
"É uma ciumeira, atrás da outra...
... Ter que dividir teu corpo, e tua boca!"
Não era possível! Aquela mulher tinha emergido das profundidades e
estava cantando "sofrência" com um fôlego impressionante. Começou a se arrepender
amargamente de ter fumado as cigarrilhas de orégano, que pareciam causar
alucinações que até então, desconhecia... (Continua amanhã)
* O Eldoradense
25 de ago. de 2019
Livro: Dom Quixote - O cavaleiro da triste figura
Não sou de pedir dinheiro emprestado aos amigos. Mas se o sujeito (a) em questão possui uma biblioteca ou ao menos uma estante literária interessante, solicito empréstimos sem me fazer de rogado. E ontem, por conta de um destes empréstimos, fui agraciado com a leitura de "Dom Quixote" - O cavaleiro da triste figura, escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes.
A história refere-se a um indivíduo que, mergulhado na paixão pelos livros sobre os cavaleiros andantes, perde a noção da realidade. E no auge da sua alucinação, consegue uma armadura, um pangaré, e passa a encarar desafios e aventuras, que, na verdade, não passam de engraçadas e deliciosas confusões. Como todo cavaleiro precisa de um escudeiro, Dom Quixote consegue convencer o pobre Sancho Pança para tal função, e a dupla aventureira passa a se meter em sucessivas desventuras. O primeiro, movido pela alucinação, o segundo, pela ambição, já que o cavaleiro havia prometido ao escudeiro que, ao final de tantos desafios, o mesmo ganharia uma "ilha" para governar.
Dom Quixote é um livro leve, gostoso de se ler. No decorrer da narrativa, o leitor se surpreende e dá boas risadas com as confusões em que se metem cavaleiro e escudeiro. Algo muito parecido com os personagens "O gordo e o magro", ou então, Chicó e João Grilo, de Ariano Suassuna.
Para se ter uma ideia da dimensão alcançada pelo livro Dom Quixote, acredita-se que, no mundo, ele só foi lido menos que a Bíblia. Miguel de Cervantes o publicou quando tinha 58 anos, sendo que, no espaço dedicado ao escritor na Biblioteca de Madri existem mais de três mil edições da obra, em todos os idiomas oficiais falados no mundo. Não é pouca coisa não, hein?
* O Eldoradense
24 de ago. de 2019
Música: "Amazônia", com Roberto Carlos...
Por motivos íntimos, deixei de postar músicas no blog. Resolvi abrir uma exceção mediante ao atual contexto. Gravada em 1989 por Roberto Carlos, "Amazônia", nunca esteve tão atual...
"Amazônia" - Roberto Carlos
Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue verde derramado
O solo manchado
Feridas na selva
A lei do machado
Avalanches de desatinos
Numa ambição desmedida
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais
Quem desmata, mata
Não sabe o que faz
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Todos os gigantes tombados
Deram suas folhas ao vento
Folhas são bilhetes deixados
Aos homens do nosso tempo
Quantos anjos queridos
Guerreiros de fato
De morte feridos
Caídos no mato
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver...
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo!
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