7 de set. de 2019

Fora do ar!






   O Blog do Eldoradense comunica aos seus poucos, mas estimados leitores, que ficará fora do ar por uma semana. Motivo: Manutenção e revisão periódicas dos neurônios do seu autor. Agradeço a compreensão de todos. Não chorem, eu volto!

* O Eldoradense

6 de set. de 2019

Conto: "A história recente do Badernistão"- Capítulo final





    Numa cara de pau deslavada e convicto da impunidade, Alul resolveu se candidatar também, e olha que ele tinha chances de ganhar, segundo os Institutos de Pesquisa, que acertam na maioria das vezes, mas também dão lá suas mancadas. Contudo, Alul foi preso numa operação policial chamada Skin Jet. Seus apoiadores foram às ruas, mas de nada adiantou: Xilindró nele, o que favoreceu Riaj Oranoslob, que continuava usando um discurso moralista, arcaico e armamentista. Também pudera, o cara era simpático à ditadura comunista, militar e mais troglodita que o King Kong depois de ter tomado cinco aguardentes de banana fermentada.

   Para colocar um pouco mais de lenha na fogueira, Oranoslob tomou uma facada, e aproveitou-se da situação para não frequentar debates, entrevistas e expor sua debilidade de articulação. Foi transformado em mártir mesmo sem sê-lo. O PC do B lançou a candidatura de Daddah, ex-prefeito da maior cidade do país, cujo mandato enquanto alcaide foi catastrófico.

    Oranoslob venceu as eleições com alguma facilidade, e segue falando ainda mais besteiras do que quando estava em campanha. De concreto, o Badernistão ainda não viu vantagem alguma em sua vitória, ainda que muitos enxerguem o que eu não consiga ver. Talvez seja miopia minha, admito. 

     E falando em miopia, repito: Quem quiser saber onde fica o Badernistão, basta olhar um pouco abaixo do mapa da Rússia, entre o Casaquistão e o Usbequistão, às margens do mar de Aral.  Não enxergou? Ah, eu bem que tentei explicar!!!

* O Eldoradense    

5 de set. de 2019

Conto: "A história recente do Badernistão" - Parte ll





      A ONU então pressionou a cúpula militar que exercia o poder para que decretasse eleições diretas e propiciasse a abertura política. O FMI estipulou que sem democracia no país, retaliações econômicas seriam inevitáveis. Os milicos comunistas não tiveram opção: convocaram os deputados do parlamento para criarem as regras de transição para o regime democrático e tornar viável as eleições presidenciais diretas. O povo estava cansado da mesmice comunista, e ansiava por livre iniciativa, liberalismo econômico e transparência. 

    No primeiro mandato, o PC do B já liquidou a fatura, elegendo o empresário do setor de metalurgia Ziul Oicáni para presidente por um período de quatro anos. Alul, como era popularmente conhecido, iniciou um processo de privatizações, reformas estruturais na máquina estatal e desburocratização. O parlamento corrupto exigia propinas para viabilizar seu plano de metas, e o PC do B "molhou a mão" de vários deputados, num escândalo chamado pela imprensa de "propinão". Mesmo assim, Alul gozava de bastante popularidade, pois, segundo os mais pobres, seu mandato promovera maior inclusão social. Há controvérsias; mas enfim, coisas da democracia.

     Na segunda eleição presidencial, Alul apoiou sua ministra Amlid Fessour, que não terminou o mandato, vitimada por um processo de impeachment causado por maquiar as debilitadas e caquéticas contas públicas. Somava-se isso a uma avalanche de denúncias de corrupção, recessão econômica e falta de habilidade política. Assumiu então o vice-presidente, um homem com semblante vampiresco e ainda menos confiável que seus antecessores: Lehcim Remet. Pensem num cara traíra! Lehcim terminou o seu mandato de forma conturbada, enquanto os militares comunistas pareciam ganhar novamente a simpatia popular, liderados pelo polêmico deputado Riaj Oranoslob. A desigualdade social no país e o aumento da criminalidade foram o foco principal do discurso populista esquerdista de Riaj, que inclusive, negava a existência da ditadura militar na recente história do Badernistão...

(Acho que continua amanhã, se der tempo)

* O Eldoradense 

4 de set. de 2019

Conto: "A história recente do Badernistão" (Parte l)





     Quando a União Soviética se extinguiu, o  Badernistão optou por recusar a abertura econômica, mas cogitou uma eleição direta presidencial, pois o Partido do Proletariado tinha a quase certeza de manutenção do poder. Badernília, a capital do país, vivia em polvorosa com a expectativa do pleito eleitoral. Para os leigos em geografia, o Badernistão fica entre o Usbequistão e o Cazaquistão, mas a nação é tão desconhecida que muitos a tomam por fictícia. Pura ignorância e falta de atenção com o Atlas Mundial!

     Mas o processo de dissolução da União Soviética foi conturbado. Os antigos detentores do poder passaram a temer uma vitória do "PC do B" - Partido Capitalista do Badernistão - na primeira eleição democrática, e promoveram um golpe militar que, a princípio, seria provisório. Demorou quinze  anos!

        Neste meio tempo, o regime comunista perseguiu intelectuais liberais, decretou censura limitando a liberdade de imprensa, e, como se não bastasse, torturou e matou opositores, boa parte deles, membros do PC do B. Muitos revolucionários clamavam por eleições presidenciais diretas e por democracia. Os comunistas rebatiam, dizendo que os guerrilheiros queriam impor a "ditadura do empresariado opressor", ao invés de pleitear liberdades. Alegavam que os insurgentes tinham intenção de levar a nação ao Terceiro Mundo, como aqueles países extremamente desiguais da América Latina. "Querem nos transformar numa Honduras!" - Diziam os mantenedores do regime. Afinal, de fato era preferível estar no "Segundo Mundo" do que no terceiro! A linha de argumentação até que não era das piores, se não fosse o cinismo e a crueldade da cúpula militar no poder.

 Foi uma época sombria, uma verdadeira cortina de fumaça opressora e sufocante. O povo do Badernistão então tomou as ruas e iniciou o movimento "Diretas agora!". A ditadura comunista tornou-se insustentável...

(Continua amanhã)

* O Eldoradense 

3 de set. de 2019

Agora, as 12 melhores internacionais...





    Sem mais delongas, as doze internacionais que selecionei...

    12) "Losing my religion" - REM




       11) "Words" - F R David




    10) "November rain" - Guns N' Roses



   9) "Lady in red" - Chris de Burgh


  8) "La isla bonita" - Madonna


  7) "Voyage, Voyage" - Desireless



   6) "Major Tom" - Peter Shilling




   5) "Smooth" - Santana & Rob Thomas






  4) "Have you ever seen the rain" - Creedence clearwater revival


  3) "Black" - Pearl Jam



    2) "Beatiful day" - U2



  1) "Help" - The Beatles


  Estas são as minhas preferidas internacionais. E as suas?

* O Eldoradense

2 de set. de 2019

Alfinetada: Futelítica, Poligião e Religibol!


 "Realmente, acho um saco este negócio de ficar discutindo sobre futebol, política e religião. Fora o fato de eu achar o Bolsonaro um tosco, o Santos ser o melhor time do mundo e que Maria não precisa ter seu nome na Bíblia para que eu seja  devoto, eu realmente prefiro evitar tais contendas..."   

* O Eldoradense

1 de set. de 2019

Comentário: Diferenças aparentes, convergência crucial...





     No auge dos escândalos de corrupção dos governos petistas, se alguém questionasse o fenômeno a um fanático apoiador da doutrina esquerdista, correria o risco de ouvir em resposta:

      "A corrupção sempre existiu. Mas a grande mídia parece que só vê a corrupção do PT" 

   Hoje vejo muita gente apoiadora do atual governo analisando com a seguinte resposta o fenômeno das queimadas na Amazônia:

    "Sempre existiu o desmatamento. Mas parece que começaram a enxergar isso só depois que o Bolsonaro assumiu"


      Então, eu explico a minha opinião sobre as duas defesas. Primeiro: Sim, sempre existiu corrupção no Brasil. Mas o PT institucionalizou, disseminou, escancarou o fenômeno. E é por isso que o país está mergulhado nesta areia movediça em que se encontra. Primeiro, pela corrupção recente, segundo, pelo líder incompetente que atualmente o direciona.

       Agora, vamos à outra argumentação: Sim, sempre houve desmatamento no Brasil. Mas sabem onde está a diferença? O atual presidente não apenas se exime da culpa, mas transfere para outras instituições, sem apresentar provas, numa amostragem  clara de despreparo e cinismo ridículos. Como se não bastasse, consegue adentrar em brigas desnecessárias com outras nações, como Alemanha, França e Noruega, por exemplo. Estamos "bem na fita" para comprar desafetos gratuitos, né?

      O que tiro destas duas argumentações: Que Petistas e Bolsonaristas, apesar de inúmeras diferenças aparentes, possuem uma grande convergência no tocante ao fanatismo...


* O Eldoradense      

DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"

  E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...