23 de jul. de 2019

Comentário: "A declaração de Bolsonaro sobre o Nordeste"




   É, amigo leitor, ele deu mais uma mancada. Nem sei se pode ser qualificado com mancada, talvez um tropeção daqueles bem toscos, dignos daquelas tragicomédias de quinta categoria. Bolsonaro , o homem que fala com a língua presa mas a tem muito solta, generalizou toda uma região do país, o Nordeste. Entendam: chamar os nordestinos de "Paraíbas" não é ofensa alguma, pois o povo paraibano é decente, honrado. O erro é a generalização imbecil, que ignora fronteiras culturais, sociais e geográficas. O termo genérico é muito usado por fluminenses e paulistas, de forma geral, quando o nordestino é tratado por "paraíbas" e "baianos" nestes estados, respectivamente. Estas falas são comuns no cotidiano? São. São corretas? Não!

 O presidente precisa entender que ele é um chefe de Estado, e tais comportamentos são incompatíveis com a função que ele exerce. Se existe um enorme esforço das mídias e da sociedade em geral para combater generalizações, rótulos e preconceitos, Bolsonaro bem que poderia ao menos fingir sensatez e não fomentar tais comportamentos. É o mínimo que se espera de um líder político.

   E não por acaso, os governadores da região emitiram uma carta, manifestando repúdio a fala do presidente. Diriam os mais fanáticos que o conflito é político/partidário, pois a maioria dos governadores da referida região são de siglas ideologicamente contrárias a do atual presidente. Porém, há de se ressaltar que Renan Filho (AL) e Belivaldo Chagas (SE), não se enquadram no perfil esquerdista. Sim, a gafe de Bolsonaro reuniu todos os governadores nordestinos contra a sua fala!

   Agora, Bolsonaro usa chapéu de cangaceiro e diz que o sangue da sua filha tem herança dos  "cabras da peste". Reúne público escolhido a dedo para demonstrar, através de vídeos, que o povo nordestino não se sentiu desprestigiado com sua idiotice. Em inauguração de um aeroporto na Bahia, o presidente reclamou a ausência do governador Rui Costa (PT), bem como da ausência da segurança da Polícia Militar Estadual baiana. 

     O governador local disse que a escolta deveria ser de responsabilidade das Polícias Federais, já que era um evento do Governo Federal. Também errou, pois o aeroporto beneficia imediatamente o seu estado. Enfim, trocas de farpas desnecessárias em um país que se encontra dividido. Mas o que esperar quanto à isso, se o próprio presidente fomenta tais divisões com declarações infelizes?

* O Eldoradense

      

20 de jul. de 2019

Fotografia: "Reencontro 2019"

   Registro fotográfico do último encontro com dois dos meus melhores amigos da época da faculdade, ocorrido anteontem, em Presidente Prudente. Agradeço ao Orlando e Rílton pela companhia, conversas e risadas. E que o próximo reencontro aconteça o mais rápido possível!



* O Eldoradense

19 de jul. de 2019

Fotografia: "A febre do FaceApp"

   É viral, mas não posso negar que é um aplicativo interessante. O tal "Faceapp" que envelhece as pessoas dá uma perspectiva bacana - às vezes exagerada- da fisionomia do fotografado, enaltecendo rugas e tornando os cabelos e barbas grisalhos. Pedi a uma amiga que fizesse a transformação de uma foto minha, e fiquei surpreso com o resultado: Ao meu ver, fiquei muito parecido com meu avô materno, "seu Floriano"...


* O Eldoradense

18 de jul. de 2019

Livro: "A cidade do Sol", de Khaled Hosseini




   Quando postei "O caçador de pipas", a amiga blogueira Jane Quintela sugeriu em comentário que eu fizesse a leitura de "A cidade do Sol", do mesmo autor Khaled Hosseini. Consegui emprestado, e se eu havia achado o primeiro livro bom, o outro, achei magnífico. 

 Nesta obra, o autor, ao meu ver, parece esmiuçar detalhadamente as mazelas de um país em guerra, multiétnico e extremamente machista. E é neste último detalhe que o leitor acaba nutrindo raiva por Rashid, o patriarca de uma família  que possui duas mulheres, algo comum na cultura de algumas nações islâmicas. Sua arrogância, ignorância e violência são descritos de maneira eficaz, levando o leitor à reflexão do problema das agressões sofridas pelas mulheres ao redor do mundo, inclusive em nosso país. A diferença é que no Afeganistão, o fenômeno parecia não ser apenas tolerado, como também estimulado pelo regime talibã. 

    Fazendo uma analogia ao título da história, "A cidade do Sol" não reflete o brilho alegre do "Astro Rei", mas sim a ardência do sofrimento de um povo durante as guerras, bem como de suas mulheres oprimidas e subservientes. Belíssimo livro!

* O Eldoradense 

   

      

16 de jul. de 2019

Vídeos curiosos: "Papai eu quero uma embaixada"

  Parece-me que o vídeo foi ao ar inicialmente no "Fantástico" do último domingo, pela TV Globo. Com uma letra irreverente, parodiando uma música dos "Trapalhões",  a produção viralizou na internet. Com vocês... "Papai eu quero uma embaixada!"


15 de jul. de 2019

Alfinetada: "No petismo & nepotismo"

  E o presidente Jair Bolsonaro quer nomear o filho Eduardo para ser embaixador nos Estados Unidos. O curioso nisso tudo é que os caras que tanto falam no petismo... 




... Estão defendendo os que querem praticar nepotismo!!!



* O Eldoradense

12 de jul. de 2019

Comentário: Sobre a coragem de Tábata Amaral





   Foi numa entrevista do programa "Conversa com Bial" que conheci um pouco da biografia a Deputada Federal Tábata Amaral, eleita pelo PDT paulista. Em resumo, e para não estender muito na primeira parte deste texto, a moça em questão tem origens familiares na periferia de São Paulo e formação acadêmica em Ciências Políticas e Astrofísica pela Universidade de Harvard, Estados Unidos. Exerce um trabalho magnífico na defesa da Escola Pública e dos direitos da mulher, não só no Congresso Nacional, mas em projetos sociais fora dele.

   Pois bem: Com um perfil ideologicamente esquerdista, ao qual eu nunca neguei mais afinidade, Tábata Amaral votou a favor da Reforma da Previdência encampada pelo atual governo. Não, eu  não sou a favor da reforma, pois a matemática dos políticos, sinceramente, não me convence. Ao meu ver, mais uma vez o povo está pagando caro por fraudes no sistema, inadimplência de ruralistas e grandes empresas. O discurso de que a "Previdência quebrará sem a reforma" ao meu entender, é puro terrorismo para que aceitemos melhor esta barbárie contra população, que temendo algo ainda pior, assiste passivamente a perda dos próprios direitos, tornando exitosa a estratégia dos abutres engravatados. Mas Tábata, seguindo as próprias convicções, votou a favor da reforma, contrariando as recomendações do PDT, que ameaça expulsá-la.

    Erra o PDT, assim como sempre erraram os partidos que expulsam os seus políticos que agem de forma independente como se fossem "dissidentes" ou "desertores". Não por acaso, Tábata já foi assediada pelo tosco PSL e pelo oportunista PSDB, na figura de João Dória.

     Nas redes sociais, ela acumula elogios, mas também muitas críticas: direitistas alertam para que se "tome cuidado com ela", pois é uma política originalmente de esquerda. A esquerda a acusa de traíra. Enfim, a moça parece encontrar-se naquele velho limbo característico dos independentes e que agem conforme com as próprias pernas, e não por orientações.

    Se o papel da mulher na política nacional ainda é secundário, sabotar um nome promissor como Tábata Amaral é um desperdício na luta pela igualdade de gênero não só no Congresso Nacional como na sociedade civil. Ao se concretizar a expulsão do partido, o PDT agirá tal qual o pai autoritário que escorraça a filha de casa pelo simples fato da mesma discordar da opinião do "chefe da família", contrariando o discurso de liberdade, democracia e autonomia.

* O Eldoradense

DJI Avata 2: "Caminho dos devotos"

  E na última quinta-feira fiz um voo no "Caminho dos devotos", um santuário localizado na Rodovia Assis Chateaubriand, no municíp...