19 de mar. de 2026

Comentário: Érika Hilton e a legitimidade do cargo

  



 Voltando a escrever depois de algum tempo. Temas para isso não faltam, mas está faltando tempo e alguns dos muitos assuntos em pauta ainda estão inconclusivos, aguardando investigações e possíveis delações. Prefiro escrever sobre assuntos que já tiveram suas definições, para minimizar os riscos de equívocos de avaliação.

   E falando sobre opinião e avaliação, andei lendo sobre a eleição de Érika Hilton para a Presidência da Comissão dos direitos da mulher na Câmara Federal. Sobre isso, existem dois campos: O opinativo e o legal. Sobre o opinativo, ele é amparado no direito de liberdade de expressão, e o que é legal, é legitimado através da Constituição Federal. 

     Enfim, neste caso específico, o sujeito pode achar que a Comissão dos direitos das Mulheres só pode ser exercida por uma "mulher biológica", isso é opinião, tá valendo, desde que não seja ofensivo, discriminatório e vexatório, sujeito às punições legais. Já no campo das leis, nada impede que uma mulher trans ou até mesmo um homem assuma tal função, desde que legitimado através do voto dos integrantes da mesma. Sim, nada impede, o gênero não impede, assim como um homem pode exercer o cargo máximo - delegado - Numa delegacia de mulheres. Simples assim.

     E sabem como foi a eleição? Chapa única! Nenhuma "mulher biológica", conservadora que fosse, encabeçou uma chapa de oposição para confrontar ÉriKa Hilton. Na omissão das "conservadoras", que geralmente evitam protagonizar tais comissões para não parecerem "feministas", Érika assumiu a presidência do colegiado. Com as favas contadas, quem se omitiu, tem o direito de querer virar a mesa? Sinceramente, tanto na esfera opinativa, quanto na legal, não!

      Ano que vem, em outra eleição, quem quiser encabeçar uma chapa de mulheres conservadoras para tal função que o faça, é do jogo, a regra é clara, como diria Arnaldo Cézar Coelho. Para este ano, Érika só não exerce o cargo se houver uma pressão interna governista para renunciar diante da polêmica ou do desgaste. Caso contrário, não.

      A propósito: Se um homem hetero, que não menstrua, não ovula e nem dá à luz tivesse ganho este páreo, será que haveria tanto barulho? Sinceramente, acho que não...


* O Eldoradense

11 de mar. de 2026

A "Trend da Rocinha" na versão venceslauense...

Ultimamente, principalmente quem costuma visualizar vídeos com drones,  deve ter se atentado a uma nova "trend", que começou na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Numa laje conhecida como "Porta do céu", turistas sentam numa cadeira, e pilotos de drone fazem o resto: Uma filmagem que começa focando na pessoa sentada, e aos poucos, a aeronave inicia um movimento de "zoom out", onde o drone vai ganhando altura e se movimenta para trás, atingindo um visual panorâmico do lugar. A partir do sucesso da imagem, pessoas de vários lugares do Brasil aderiram à ideia, apresentando as belezas deste país maravilhoso numa perspectiva diferente e criativa. 

    No último domingo, aderi à trend e fiz o vídeo enaltecendo a nossa querida e amada Presidente Venceslau, usando o Mini 3 Pro. Confiram...


* O Eldoradense

5 de mar. de 2026

Voo panorâmico no centro de Presidente Venceslau com o DJI Avata 2

    E ontem à tarde foi dia de fazer um voo treino com o DJI Avata 2 no centro de Presidente Venceslau decolando da praça do Dagão. Voo em FPV com estabilização do horizonte, tornando a imagem mais parecida com os voos tradicionais, com uma estética mais cinematográfica. Confira as imagens ao som da música "Na linha do horizonte", com a banda Azymuth...


* O Eldoradense

Música : "Vil metal"

  Em 2017, escrevi para este blog os versos intitulados "Vil metal". Não era uma crítica ao dinheiro, mas sim, à ganância e a avareza,  um questionamento sobre qual é o deus de todos os povos, na prática, para o ser humano. O "deus" com d minúsculo, que extrapola etnias e religiões, o qual a maioria dos seres humanos dedica sacrifícios de sangue e suor de, no mínimo, oito horas por dia. Confiram a música e o clipe feito por Inteligência artificial...


* O Eldoradense


7 de fev. de 2026

Música: "O boto de Cananeia", transformada em clipe"

   Em 2014, estive em Ilha Comprida/Cananeia, cidades litorâneas na região do Vale do Ribeira, sul do Estado de São Paulo, divisa com o Paraná. Região de muitas belezas naturais preservadas, com a chance de fazer turismo de contemplação em um lugar que é um verdadeiro santuário natural para avistar várias espécies da fauna marinha, inclusive botos. E foi inspirado neste cenário que, em 2018, eu escrevi os versos "O Boto de Cananeia", musicados pela Inteligência Artificial no ano passado, e recentemente, com produção de clipe; (também pela Inteligência Artificial). Confira o resultado:



* O Eldoradense

5 de fev. de 2026

Mini 3 Pro no Píer da Nova Porto XV

  E no último domingo fui conhecer o Píer da Nova Porto XV, distrito do município de Bataguassu-MS, com direito a um vídeo registrando a beleza do lugar em frente ao restaurante Maré Mansa. O Mini 3 Pro novamente foi o equipamento utilizado para o registro. Confira as imagens...


* O Eldoradense



2 de fev. de 2026

Long Range na Lagoa São Paulo com o Mini 3 Pro

   E neste domingo o Mini 3 Pro fez um voo "Long Range" da Margem da Lagoa São Paulo, no Rio Paraná, até uma das ilhas do local. A distância? 3 quilômetros de adrenalina e uma paisagem de tirar o fôlego... Confira!


* O Eldoradense

22 de jan. de 2026

DJI Avata 2 na Lagoa São Paulo...

 E no último domingo foi dia de aproveitar a beleza natural da Lagoa São Paulo em Presidente Epitácio, e, de quebra, fazer um voo imersivo com direito a narração e usando o DJI Avata 2. Confira!


* O Eldoradense

14 de jan. de 2026

Crônica: "O mundo tá esquisito!"


 Tenho um grande amigo que visito com certa periodicidade e quando o faço, sempre conversamos sobre o cotidiano: Alguns assuntos pessoais, geralmente envolvendo a profissão em comum, futebol, e muita, muita política. O curioso é que em relação ao último item, a política nacional tem ficado de lado, e cada vez mais, falamos sobre a conjuntura internacional. Como não somos jornalistas ou especialistas no assunto, chegamos a uma conclusão simplória, mas ao meu ver, cirúrgica: "O mundo tá esquisito".

    Tá, eu sei que o mundo já começou esquisito e sempre o foi: Independente de Criacionismo ou Evolucionismo, é esquisito. Seja maçã proibida ou Big Bang, algo que começou através de um pecado ou de uma explosão, convenhamos, não pode mesmo se manter em estado harmônico. E quando os pecados se misturam com as explosões, aí a esquisitice ganha contornos exponenciais. E é o que está acontecendo, pois historicamente, Grandes Guerras são precedidas por vários conflitos menores.

      Eu adoraria dizer que eu poderia estar exagerando e que talvez possa parecer sensacionalismo da minha parte, mas, a se considerar que hoje temos três grandes potências mundiais babando por territórios na cobiça imperialista, pode ser que o globo esteja se transformando num grande tabuleiro de WAR. Putin querendo parte da Ucrânia, China ameaçando Taiwan, Estados Unidos invadindo a Venezuela, atacando Síria e já prometendo pegar o Irã na hora do recreio. É, tá meio tenso o negócio. 

       A ONU, criada pós Segunda Guerra Mundial com o intuito de manter a paz através das leis do direito internacional, nunca foi tão avacalhada: Tá parecendo aquela mãe omissa que vê os filhos fazendo arte e não ultrapassa os limites das advertências verbais. "Trump, ai ai ai! Não faz isso, Putin! Xi... não mexe com a irmãzinha menor!"

    É, tá esquisito! Pode ser que as grandes potências imperialistas fatiem o mundo em três partes e venham e se impor de forma econômica, cada qual com suas zonas de influência. Os Estados Unidos dando as cartas nas Américas, a Rússia na Europa Oriental, e a China, em grande parte da Ásia. O problema é a possibilidade do expansionismo gerar conflito de interesses tamanho a ponto de desencadear uma Terceira Grande Guerra Mundial. Como eu disse, pode parecer exagero, mas nunca senti tanto cheiro iminente de pólvora. A ganância é tão tentadora quanto uma maçã proibida, e as explosões do início, também podem marcar o fim...


* O Eldoradense

4 de jan. de 2026

"Sobre a ação norte americana na Venezuela"

      

    


  2026 começou com uma notícia bombástica, no sentido literal e metafórico da palavra: as forças bélicas norte-americanas promoveram uma ação de invasão na Venezuela, capturando o então presidente daquele país, Nicolás Maduro, para ser julgado e, muito provavelmente, condenado em solo estadunidense pela acusação de narcoterrorismo.

   É preciso salientar aqui dois pontos distintos. O primeiro é que Maduro não é boa bisca e que todo ditador, golpista ou até mesmo pretenso autocrata merece o destino do julgamento e da prisão. Fato. A democracia, mesmo com todas as suas imperfeições, é a expressão máxima das vontades e dos anseios de um povo. E o povo venezuelano vinha sendo oprimido e subjugado por Maduro. A miséria e a falta de liberdade imperavam no país, que estava sob o terceiro mandato do presidente, eleito em um pleito marcado por falta de transparência e ausência de reconhecimento por parte de várias lideranças internacionais, inclusive do atual presidente do Brasil. Portanto, trata-se do típico caso do sujeito que lidera um país e acredita ser seu dono e que, no fim das contas, de forma legítima ou não, paga por seus atos.

  O segundo ponto diz respeito à legitimidade da ação, que, ao que tudo indica, não ocorre nem dentro das leis norte-americanas, muito menos dentro das normas do direito internacional. É claro que esperar que os poderes constituídos venezuelanos destituíssem Maduro seria utópico, já que os mesmos estavam aparelhados e corrompidos pelo ditador. Porém, no que se refere às próprias leis norte-americanas, tal ação necessitava de aprovação do Congresso daquele país, o que não houve. Em relação ao direito internacional, é evidente que a ação fere os princípios da soberania nacional e da autonomia.

  Sobre a veracidade da motivação da ação, é preciso aguardar mais um pouco. Maduro foi, de fato, denunciado pelas agências de segurança norte-americanas por supostamente liderar um grande cartel de drogas na Venezuela. E, como o país supostamente envia grandes quantidades de narcóticos para o solo americano, Trump viu-se no direito de comandar tal ação, o que vem sendo amplamente contestado por muitas lideranças nacionais e apoiado por outras.

  Dizer que a ação envolve questões ideológicas é a motivação menos provável. Se assim fosse, Cuba já teria sido tomada pelos norte-americanos, e Trump não teria extinguido a maior parte das sobretaxas impostas recentemente ao Brasil, por exemplo. Outra questão envolve os movimentos pós-ação: o presidente norte-americano cogita que, após a transição liderada pelos Estados Unidos, a Venezuela seja governada pela atual vice-presidente chavista, Delcy Rodríguez. Não só fez isso como descartou a possibilidade de passar o bastão para a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.

  A outra vertente sobre a ação — e que é a mais provável — é que os Estados Unidos estejam mais interessados no ouro negro (petróleo) venezuelano do que propriamente em coibir o tráfico do ouro branco (cocaína) daquele país. Já foi dito que as petrolíferas norte-americanas assumirão o controle da extração do mineral em solo venezuelano enquanto o governo interino, sob tutela dos Estados Unidos, perdurar.

  Minha opinião a respeito? Trump agiu fora da legalidade, mas isso tende a ficar por isso mesmo, pois há tempos ele vem ignorando quaisquer leis, sejam internas ou externas. Por outro lado, Maduro é merecedor de um destino trágico, pois, como afirmei nos primeiros parágrafos, este é o fim de ditadores, autocratas e pretensos golpistas. Não fará falta alguma, nem deixará qualquer lacuna relevante com sua destituição. Além disso, não é descartada a hipótese de o ditador ser também um narcotraficante internacional.

   A compaixão de Trump pelo povo venezuelano e por sua liberdade é equivalente à de Maduro. A mesquinharia e a ambição pela principal commodity daquele país são o que movem tanto o ditador explícito quanto o defensor camuflado da democracia venezuelana em suas ações.

  Quanto à postura do atual governo brasileiro, creio que deva ser pragmática. O país acabou de solucionar um imbróglio diplomático com os Estados Unidos, e manifestar-se contra a ação norte-americana poderia abrir margem para interpretações de apoio a Maduro, ainda que sejam coisas bem distintas. Vivemos uma era de propagação da desinformação e de guerra de narrativas e, a meu ver, não compensa correr esse risco. Tal pragmatismo seria, em tese, antiético? Sim. Mas, se tanto o líder norte-americano quanto o venezuelano também agiram de forma antiética, para que se expor desnecessariamente? Se a invasão foi ilegal — e de fato o foi —, que os organismos internacionais se manifestem.


        * O Eldoradense      

   

       

Comentário: Érika Hilton e a legitimidade do cargo

    Voltando a escrever depois de algum tempo. Temas para isso não faltam, mas está faltando tempo e alguns dos muitos assuntos em pauta ain...